Você sabia que o Brasil teve um Woodstock e a festa foi pertinho de Bauru? Entre os dias 17 e 19 de janeiro de 1975, a cidade de Iacanga foi palco do 1° Festival Águas Claras. O evento reuniu aproximadamente 30 mil pessoas e se assemelhou ao festival que aconteceu em Nova Iorque, seis anos antes, por isso é conhecido como Woodstock brasileiro.

Depois de 75, a festa ao ar livre continuou por mais três edições – 1981, 1983 e 1984 – trazendo músicos de peso para a cidade do interior. O Festival de Águas Claras marcou tanto a história do Brasil, até por conta da ditadura em que o país vivia, que as histórias resultaram em um documentário.

O Barato de Iacanga” é um longa-metragem do diretor Thiago Mattar e será exibido gratuitamente nesta sexta-feira, dia 06. A exibição também será ao ar livre, às 20h, no Estádio Municipal José Antônio Rossi, em Iacanga. O evento ainda contará com a presença da equipe do longa-metragem e do diretor, além de personagens como o fundador do festival e protagonista do filme, Antonio Checchin Júnior (Leivinha).

Segundo o diretor: “Minha principal motivação para fazer esse filme foi a necessidade que senti de reconstruir a memória coletiva sobre o Festival de Águas Claras, uma história perdida no tempo, mas pioneira no Brasil para a realização de grandes festivais ao ar livre”, explica Thiago.

O documentário musical já foi exibido na Europa, África e Ásia e chega à região pela primeira vez. Após passar por Iacanga, o filme segue para a Finlândia, onde participa do Festival Womex – World Music Expo. Logo depois vai para a Espanha, representando o Brasil no Festival In-Edit Barcelona.

O Barato de Iacanga: filme sobre o “Woodstock brasileiro”

Uma fazenda familiar no interior de São Paulo foi palco do mais lendário festival ao ar livre da música brasileira: o Festival de Águas Claras. Suas quatro edições, entre as décadas de 70 e 80, reuniram milhares de hippies e confundiram a ditadura.

O evento contou com importantes nomes da música, como Gilberto Gil, Luiz Gonzaga, Sandra de Sá, Raul Seixas, Alceu Valença e João Gilberto. Produtores e artistas, apoiados por raras imagens de arquivo, conduzem o documentário. O longa revela a verdadeira história de ativismo político e cultural por trás do festival.

Leivinha, fundador do festival, lendo dossiê secreto pela primeira vez (Foto: Reprodução/ O Barato de Iacanga)

O longa ainda conta com shows e imagens raras dos músicos Gilberto Gil, João Gilberto, Raul Seixas, Hermeto Pascoal, Sandra de Sá, Luiz Gonzaga, Alceu Valença e muitos outros.

Serviço
Exibição do documentário “O BARATO DE IACANGA”
Data: 06 de setembro, sexta-feira, às 20h
Local: Estádio Municipal José Antônio Rossi (Rua Rodrigo de Campos, s/nº – Centro, Iacanga)
Entrada gratuita

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