Nem só de músicos ou atores famosos vive um fã. 

Ser fã faz parte da vida da maioria das pessoas, e, por isso, existem admiradores de diversos segmentos!

Da admiração à atletas até o amor por livros, o Social Bauru entrevistou bauruenses para saber quais são suas paixões.

Um conto de fadas

A bauruense Maria Julia Loli começou a assistir os filmes da Disney desde que se conhece por gente. 

Em sua infância, ela tinha diversas fitas das animações e seu primeiro aniversário foi com esse tema. Maria Julia é apaixonada pelo estúdio até hoje, com 22 anos.

Embora goste bastante das personagens atuais, a sua favorita do universo Disney é a Ariel de “A Pequena Sereia”, um dos seus filmes prediletos também. 

A Ariel sempre foi apaixonada pelo mundo dos humanos e sempre quis ter contato com eles. Ela viu no príncipe uma forma de ir a esse mundo, ele foi o meio catalítico para ela ir atrás disso. Eu a vejo como uma personagem muito determinada que vai atrás do que sonha. Sempre me identifiquei muito com ela e por isso é minha favorita desde que eu era pequena”, explica.

Além disso, como toda admiradora, ela demonstra seu amor com uma coleção de itens que a lembram diariamente de sua paixão:

Eu sou uma pessoa que tem um milhão de camisetas de personagens. Eu ando com camiseta da Pequena Sereia para cima e para baixo, eu vejo coisas dela e compro. Se você entrar no meu quarto vai bater olho e ver pelo menos umas dez coisas da Pequena Sereia, revela.

fã da disney

Por gostar tanto da empresa, no fim do ano passado, Maria Júlia foi trabalhar na Disney através programa International College Program e conta que a experiência a fez se tornar ainda mais fã:

“Trabalhar na Disney para mim foi uma experiência surreal. É um trabalho cansativo. A maioria dos meus turnos foram de seis horas, mas na época do ano novo eu peguei um de treze horas. São treze horas que você vai ficar de pé e falando em quantas línguas você souber para a pessoa continuar fazendo o que precisa fazer para o brinquedo continuar funcionando. Mas quando eu via uma criança prestes a conhecer a princesa favorita dela me lembrava porque eu estava lá, treze horas de pé. Porque eu já tinha sido aquela criança”, conta.

Apesar de às vezes ser alvo de julgamentos por ter crescido e continuar sendo amante de animações, a bauruense acredita que não tem idade para gostar do que a faz feliz:

Eu acho que a Disney é para todas as idades. Ao trabalhar lá, eu senti muito isso. Você via velhinhas que estavam fazendo aniversário de 90 anos que estavam indo lá pela primeira vez, aproveitando tanto quanto uma criança de cinco anos. A única coisa da Disney é que você tem que aproveitar de coração aberto.

Amante de futebol, admiradora de um atleta

Gabriela Brizzotti, moradora de Bauru, é apaixonada por futebol. Começou a assistir jogos do esporte em 2005, quando seu time do coração, o São Paulo, foi campeão mundial.

Por volta de 2013, ela começou a acompanhar jogos de times europeus e conheceu seu grande ídolo: Kevin De Bruyne, jogador da seleção belga.

Nesse período ele estava indo pro Wolfsburg saindo do Werder Bremen, eu já conhecia ele de nome, desde a época que ele jogou no Chelsea. Comecei a gostar muito dele e achar um ótimo jogador. Olhava para ele e pensava ‘esse cara vai ter futuro’ apesar de muitas pessoas não conhecerem ainda. Foi nessa época que ele começou a ficar conhecido e despontou”, conta.

fã de bruynne

O modo como o jogador atuava nas partidas e o fato da Bélgica ser um país que não se destaca tanto quando se trata de futebol, foram alguns dos fatores que fizeram com que De Bruyne chamasse a atenção de Gabi.

Além disso, como todo fã, ela também admira o seu ídolo pela sua vida pessoal:

“Ele também é uma pessoa ótima. Ele faz sempre a KDB Cup que é uma copa que ele mesmo organiza na Bélgica, em que alguns times belgas são convidados. Esse evento ajuda crianças. Além de ser um ótimo jogador que chama atenção de todos, ele é um ser humano ímpar que a gente vê que tem o coração bom.”

Para demonstrar todo esse amor, Gabriela criou, em 2015, uma fanpage chamada De Bruyne Brasil. Hoje o perfil do Instagram da página conta com 21,3 mil seguidores. Por conta disso, a De Bruyne Brasil é o maior fã clube do Brasil dedicado ao jogador.

 

Mas para finalizar essa história, é claro que não poderia faltar uma loucura de fã também:

“Na copa de 2014, a seleção da Bélgica ficou hospedada em São Paulo. Então eu falei para o meu pai que queria conhecer ele. Eu já ia no jogo da Bélgica, mas a gente sabe que no jogo não é fácil conhecer e tirar foto. Então eu decidi ir para Mogi das Cruzes, para o hotel em que a Bélgica estava. A gente chegou no hotel e estava tudo fechado, óbvio, a polícia federal estava barrando tudo e não podia entrar. Em uma pesquisa breve, a gente descobriu que tinha um campo de golfe no hotel. Então meu pai falou que queria conhecer esse campo. Eles liberaram a gente para entrar no hotel para poder conhecer o campo, mas falaram que a gente tinha que seguir um caminho. Óbvio que a gente não foi por esse caminho e fomos para onde estava a seleção. Eu consegui tirar foto com o ônibus da seleção, na entrada do hotel, até que vieram atrás da gente e falaram que estávamos no caminho errado e que deveríamos nos retirar ou ir para onde a gente deveria ir. Nesse momento fomos até o campo de golfe e a seleção da Bélgica inteira estava tomando café da manhã no restaurante que ficava ao lado e as paredes eram de vidro. Vi o técnico da seleção e conversei com ele pelo vidro e vi outros jogadores da seleção. De repente, o De Bruyne veio até o vidro e eu pude ver ele, não consegui me comunicar, mas foi uma emoção tremenda. Infelizmente não consegui tirar uma foto com ele e ter um contato mais próximo, mas só de poder ver ele no vidro valeu meu dia. Foi a maior loucura que fiz, não só por ele, mas por um jogador de futebol”, relembra.

Mergulhada na literatura

Bianca Araújo começou a gostar de ler por volta dos seus 15 anos, quando assistiu ao filme “Entrevista com o Vampiro” e leu o livro em que foi baseado.

Depois disso, ela não parou mais com a leitura e hoje em dia estima que já tenha lido por volta de 300 livros em toda sua vida.

Ser fã de literatura, para ela, é maravilhoso, já que assim várias outras histórias começam a fazer parte da sua:

Lendo, eu conheço vários personagens, universos e também aprendo lições que levo para vida toda”, relata.

Um de seus gêneros literários prediletos é fantasia e entre os livros que mais gosta estão: “Corte de Espinhos e Rosas”, “Harry Potter” e “Senhor dos Anéis”. A bauruense ainda indica o clássico “Os Miseráveis” como uma obra que carrega diversos ensinamentos.

Ser apreciadora da literatura a tornou porta de entrada para também admirar quem a produz. Por conta disso, Bianca já se deslocou até um evento para conseguir conhecer uma das escritoras que admirava.

Ano passado fui à Bienal do Livro e um dos motivos era para conhecer a Ana Beatriz Brandão, é uma escritora brasileira. Infelizmente não consegui conhecê-la, mas depois tive a oportunidade de participar de uma leitura coletiva de um livro dela: ‘Sob a Luz da Escuridão’. Teve até um grupo no WhatsApp para debater sobre a história e a própria escritora estava no grupo, foi uma experiência fantástica!

A leitora nunca teve paixões por personagens literários, outro aspecto que costuma ser comum aos apaixonados por livros. 

Porém, os personagens dos quais seria amiga se existissem são vários, entre eles: Hermione Granger (Harry Potter) e Newt (Maze Runner).

Inspirada por seu fascínio pelos livros, em 2018, Bianca criou o perfil de Instagram @zumbiliterário. Por meio dele, ela busca conhecer pessoas que também amam devorar obras literárias. Não obstante, ela também consome conteúdos que falam sobre literatura.

Por amor aos livros consumo muito esse tipo de conteúdo, principalmente no Instagram e no YouTube. Participei de grupos de leitura coletiva online e esse ano descobri o ‘Só Mais Um Capítulo’ um clube de leitura aqui de Bauru, onde todo mês nos reunimos para falar do que mais amamos: livros!”, finaliza Bianca. 

Entre heróis e vilões 

Pedro Fonseca, estudante de jornalismo na Unesp, teve contato com o mundo dos heróis desde que era criança. Seus programas favoritos eram desenhos sobre super-heróis, como Liga da Justiça, Homem Aranha, Super Choque e Batman do Futuro.

Seu pai também teve grande influência sobre sua afeição por esse universo.

Enquanto eu crescia, também passei a conversar com meu pai sobre os super-heróis da época dele. Um dos heróis que costumava mencionar era o Homem de Ferro e em 2008 fomos assistir ao filme dele. Foi um momento que me marcou muito, porque eu fiquei apaixonado pela ideia de ver um ser humano de verdade (Robert Downey Jr.) transformando-se em um herói. O fato de ser algo que eu compartilhava com meu pai também foi muito legal.  A partir daí eu comecei a adentrar mais ainda nas histórias dos personagens e comecei a ler os quadrinhos”, rememora.

Apesar de ter conhecido primeiro o universo da Marvel, pelos brinquedos do Homem Aranha que sua mãe comprava, Pedro diz que não tem preferência por nenhum estúdio, por isso é igualmente fã da Marvel e da DC Comics.

Pedro com o dublador do Aquaman na Comic Con Experience

Entre seus heróis favoritos estão ícones como: Homem Aranha, Homem de Ferro, Capitão América, Wolverine, Batman, Super Homem, Shazam, Flash e Lanterna Verde.

Ao ver esse mundo que tanto ama ganhando vida nas telonas do cinema e fazendo tanto sucesso, Pedro se sente realizado:

Quando eu era criança meu sonho era virar um super-herói . Por isso, fiquei muito feliz quando vi os filmes de super heróis alcançando sucesso ao longo dos anos. Muitas pessoas tornaram-se fãs e hoje é um tema que está com muito destaque”, conta.

Fazendo história

O morador de Bauru, Felipe Lamellas, tem um carinho especial pelo historiador Leandro Karnal.

Felipe acompanha o historiador desde que tinha 15 anos, assistindo suas participações no Jornal da Cultura.

Porém, ele virou fã mais recentemente, quando começou a assistir Leandro em outros lugares, como em palestras, por exemplo.

Ser admirador do influenciador, o fez gostar mais ainda de uma área pela qual sempre foi interessado: a História.

Meu carinho pela História sempre falou mais alto, mas com certeza ele ajudou no meu gosto por essa área. Acho muito bacana o fato de um professor, formado em História, conseguir, através de sua fala, encher auditórios, dos mais diversos possíveis, por todo o Brasil. Talvez seja isso o que eu mais admiro nele”, revela.

Quando foi visitar a Unicamp, em Campinas, Felipe conheceu o historiador por acaso:

Fui para Campinas uma vez, na Unicamp, e tive a sorte de encontrar ele lá, era uma terçafeira de manhã, quando ele dá aula de pósgraduação na Unicamp. Foi uma experiência muito legal para mim. E foi na pura sorte”, conta.

Claro que não poderia faltar uma foto desse momento, não é?

 

E você também é fã de algo?

 

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