Seja na guitarra, violão, contrabaixo, bateria ou piano, as mulheres já dominaram os instrumentos musicais!

O mundo musical é amplo e com diversas áreas de atuação que vai desde a composição até a gravação final de uma música. Portanto, trabalhar com o ramo musical tem se tornado cada vez mais comum e a música não é só trabalho, já que é considerado como hobby para muitas pessoas.

Assim era para a bauruense Thais Guzzo, que já começou a tocar violão aos oito anos de idade. Nessa época, as referências dela eram jazz, big bands e depois conheceu o rock n roll e o heavy metal.

Foto: Arquivo Pessoal Thaís Guzzo

Do Hobby à profissão

A música era só um hobby, até começar a tocar em algumas bandas e, descobrir mais tarde, que esse seria seu trabalho! “Uma coisa levou a outra e tocar virou meu segundo trabalho. Não imaginava que isso fosse acontecer um dia, vivo um sonho”, comemora Thaís.

Sempre “ligada nos 220”, Thaís até tentou fazer aulas de teclado, mas não rolou, já que o que ela curtia eram músicas com energia e movimentação. Para ela, trabalhar com a música é apaixonante.

Eu amo fazer tudo que esteja ligado à música, é a minha paixão! Na verdade é a coisa mais incrível da minha vida, não conseguiria viver sem! Até fiz umas participações na Rock Bauru e tive um programa de rádio”, destaca.

Foto: Arquivo Pessoal Thaís Guzzo

Variar para não enjoar!

Em muitos casos, tocar um só instrumento não é suficiente! Esse é o caso da Gaby Moretto, que tem a grande paixão pelo violão, mas se arrisca na bateria, baixo, guitarra, cavaquinho, flauta doce, teclado, percussão e até ukulele.

O dom de ser musicista já nasceu com ela, desde o maternal já gostava de brincar com música e a habilidade com instrumentos começou a chamar a atenção. Aos seis anos, Gaby aprendeu sua primeira nota no violão vendo a mãe tocar.

A bauruense é formada em relações públicas, atuou oito anos na área, mas abandonou tudo para viver do som! “Foi aí que percebi que estava nessa vida pra tirar sorrisos enquanto cantava! Aí sim me realizei e estou até hoje!”, comenta Gaby.

Foto: Arquivo Pessoal Gaby Moretto

A dedicação ao trabalho já deu muitos resultados à Gaby, um deles foi representar o Brasil na Hungria, quando, em 2012, uma composição dela foi classificada para um concurso mundial. Outro destaque foi ser uma das Mulheres que Brilham do programa Raul Gil.

Gaby já gravou com Ana Vilela e logo terá um novo trabalho com o rapper SóCiro, que se apresentou este ano no Rock in Rio.

Pianista? Também temos!

Saindo dos instrumentos mais tradicionais, destacamos que as mulheres também atuam com instrumentos de sopros e percussão. Luana Nunes é bauruense e se apaixonou ainda criança pela música.

Aos quatro anos, Luana já tocava piano e a escolha pelo instrumento foi por influência do pai. “Ainda na barriga da minha mãe, meu pai costumava tocar piano para ouvirmos e já dizia que eu seria uma pianista”, comenta.

Além do piano, Luana toca órgão, instrumento musical da família dos aerofones de teclas. A bauruense criou um canal no Youtube recentemente para divulgar seus vídeos tocando e, de alguma forma, divulgar seu hobby.

Para ela tocar é um momento de paz no dia, “Quando toco é como se eu estivesse me libertando de todos os sentimentos ruins, é um momento de paz. Me sinto leve e renovada, sem dúvidas é uma das melhores partes do meu dia, enfatiza Luana.

Foto: Arquivo pessoal Luna Nunes

Hora de “batucar”

Quando a paixão pelo instrumento já vem do berço é bem difícil que o caminho trilhado pelo filho seja diferente! Ainda pequena, Gabriela Cassaro começou a tocar a bateria do pai e aos sete anos começou a fazer aulas.

A paixão foi aumentando a cada “batuque”, o que também aumentou foi o talento da bauruense. Hoje ela se destaca na área e já chegou a ser convidada para participar de gravações em estúdios com grandes músicos da cidade.

Gabriela explica que se encontrou no meio musical e que se sente realizada, “É maravilhoso fazer o que gosto”, afirma.

Foto: Arquivo Pessoal Gabriela Cassaro

Conquistando espaço

Na história muitas mulheres se destacaram como cantoras, mas poucas tiveram destaques como instrumentistas. Com a virada do século, esse quadro começou a mudar e as mulheres alcançaram maior destaque em instrumentos considerados esteticamente masculinos, a bateria é um deles!

Henrique Oliveira é professor de bateria há 16 anos e comenta o crescimento de mulheres que estão buscando a área da música.

É muito importante essa democracia na música, todos têm o direito, inclusive a mulher, de escolher o instrumento que quiser tocar sem rótulos e estereótipos”, afirma Henrique.

Para ele, essa evolução tem tudo a ver com contemporaneidade que mudou muitas coisas no âmbito social e cultural. Hoje as mulheres já crescem com outra visão de mundo, diferente das outras gerações. Em 16 anos de profissão, Henrique destaca que nunca teve tanta procura de mulheres para fazer aulas, 40% dos alunos dele hoje são mulheres.

Hoje temos mulheres ocupando cargos que foram atribuídos ao gênero masculino, o meio musical também passou por essa positiva metamorfose, as mulheres têm voz também através de um instrumento seja harmônica ou rítmico”, finaliza Henrique.

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