O momento do parto pode ser algo muito marcante para a mulher, tanto positivo quanto negativamente. A fim de tornar a experiência do parto o mais humano possível à futura mamãe, entra em cena o parto humanizado.

Muitos já devem ter ouvido falar da palavra ou associam ao parto na água. Contudo, duas parteiras bauruenses explicaram realmente o que é o parto humanizado e os benefícios dessa escolha.

Um momento para a mãe e o bebê

O parto humanizado significa dar uma assistência maior às mães e familiares que passarão por esse processo. A ideia é resgatar os aspectos emocionais envolvidos, sem deixar de lado as práticas obstétricas, oferecendo algo mais individualizado e saudável às gestantes.

“O parto humanizado requer colocar a mãe e o bebê como figuras centrais do processo, tratando de forma respeitosa em relação às escolhas e aos processos de cada mulher e família”, explica Denise Cardoso, parteira, doula e terapeuta integrativa.

Um parto humanizado começa desde o pré-natal, com o primeiro contato dos profissionais com as gestantes. Esse contato serve para tirar dúvidas e passar informações para as mulheres. Além disso, todo o processo conta com uma preparação física e emocional para o parto.

partos humanizados bauru

Vale ressaltar que o parto humanizado é feito por parteiras e doulas profissionais.

“Independentemente da via do parto, este pode e deve ser humanizado, evitando intervenções desnecessárias e sempre priorizando o binômio mãe-bebê. Oferecendo a oportunidade dessa mãe ter seu bebê em seus braços logo ao nascer e, se tudo estiver bem com ambos, poder sentir, olhar, amamentar antes de qualquer procedimento de rotina”, comenta a doula Mônica Borges.

Chega de preconceito

Segundo às doulas, muitos ainda entendem que o parto humanizado seja algo como “o parto normal a qualquer custo”, e não é bem assim. A humanização do parto é uma opção que visa trazer menos traumas para a mulher e para o bebê. Sendo assim, a escolha de um parto humanizado pode ser feita com um parto natural, cesária ou um parto na água e em casa.

Ainda assim, segundo Denise, “os modelos humanizados de atendimento ao parto ainda são minoria no Brasil e, em muitos contextos, não estão na saúde pública”.

Por isso se informar sobre o assunto é muito importe antes de fazer uma escolha.

Parto humanizado faz bem

Ainda que as vantagens do parto humanizado dependam de casa processo, os benefícios já podem ser vistos antes, durante e após o parto.

De acordo com a a parteira Denise existem tanto vantagens emocionais, que dão o direito de escolha à gestante, quanto físicos, reduzindo o risco de lesões por intervenções desnecessárias.

parto humanizado

Além disso, o bebê também tem diversos benefícios! “O parto humanizado prepara o bebê para nascer mais forte, reduz o risco de dificuldade respiratória após o nascimento, estimula seus sistema imunológico e evita muitas doenças futuras”, completa Mônica.

O olhar de uma mamãe

Aline Kawahara é bauruense e escolheu pelo parto humanizado para o nascimento de sua primeira filha, a Helena. Ela decidiu pela opção quando ainda estava com dois meses de gestação.

“Percebi a importância de passar por essa experiência [do parto] e dar o devido valor para aquele momento e para minha filha. Queria que fosse algo natural e respeitando o tempo dela”, comenta Aline.

Ainda que conhecesse um pouco sobre o processo do parto humanizado devido a sua formação, bióloga, Aline contou com a ajuda da doula Mônica para conhecer mais sobre o assunto.

parto humanizado bauru

Após a experiência, Aline recomenda para que outras mulheres conheçam o parto humanizado!

“Apesar de eu não ter conseguido ter o parto normal como eu gostaria, para mim, passar toda a dor e ter uma equipe que estava lá para me ajudar a passar por isso foi incrível. Eu fiquei 13 horas em trabalho de parto, e dentro desse período, tive o acompanhamento e auxílio, fiquei à vontade, até fiquei na banheira quentinha para relaxar (risos). Foi um momento incrível que nunca vou esquecer. E tenho certeza que foi o melhor para minha filha”, relembra.

Por fim, Mônica explica que a acesso às informações permitiu que muitas mulheres percebessem que sua gestação e parto merecem carinho, respeito e atenção.

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