Apesar de muita gente já ter retornado à rotina de trabalho e estudos, o verão ainda não acabou! A estação, que começou no dia 21 de dezembro – apesar do calorão que nos acompanha desde meados de outubro -, só nos deixará em 21 de março. 

Se você, assim como eu, é Team Verão, pode comemorar porque ainda teremos cerca de dois meses e meio para curtí-lo. Porém, além de ainda podermos aproveitar os finais de semanas ensolarados e mega abafados, também devemos estar atentos à parte menos agradável da estação: as doenças típicas dela. 

Diferentemente do inverno, que é caracterizado pelas famosas gripes e resfriados, o verão propicia o surgimento de doenças não tão “famosas” e algumas até desconhecidas. Justamente por isso, listamos aqui 5 dicas para os bauruenses aproveitarem esse período com muita tranquilidade.

Possíveis riscos 

De acordo com o coordenador e professor do curso de Enfermagem do UNISAGRADO, Prof. Dr. Caio Cavassan de Camargo, durante o verão são comuns tanto doenças infecciosas como não infecciosas. 

“Dentre as infecciosas cabe destacar com grande ênfase às Arboviroses, como dengue, zika, chikungunya e febre amarela, que são transmitidas pelo mosquito vetor Aedes aegypti. Porém, algumas micoses e infestações por larvas, como bicho geográfico, também podem ocorrer. Quanto às alterações não infecciosas, as mais comuns são: desidratação; insolação; queimaduras; desmaios e intoxicações alimentares”, complementa o especialista. 

Ainda, o docente explica que todas elas ocorrem mais nessa época, principalmente, por conta das condições climáticas do país. 

“Os principais motivos relacionados a todas essas patologias são a sazonalidade, com altas temperaturas e regime de chuvas, e as férias escolares. Neste caso, ambos fatores contribuem para que a população se exponha mais aos motivos causais”, destaca Caio.

Tomando os devidos cuidados 

Assim, é importante estar atento a esse período, especialmente, porque é nele que as pessoas procuram mais opções de atividades ao ar livre, como praias, clubes, piscinas e cachoeiras. Aqui damos algumas dicas para evitar quaisquer adversidades. 

  • Fique atento ao que irá consumir!

No dia a dia é comum que não saibamos de onde vem a comida que ingerimos. Porém, especialmente durante o verão, é importante prestar um pouco mais de atenção a esse detalhe. 

Isso, porque a própria conservação dos produtos corre risco nessa estação devido às altas temperaturas e umidade. Assim, uma dica é ficar de olho se os restaurantes possuem algum selo que garantem que estão de acordo com as normas da vigilância sanitária. 

Uma outra alternativa também é prestar atenção a detalhes menores, como se a água ou gelo servidos estão filtrados. 

“As intoxicações alimentares que são evitadas consumindo alimentos higienizados, conservados e ofertados de maneira adequada”, reforça o professor. Por isso, no caso de consumo em casa, o hábito de deixar frutas e verduras de molho durante 15 minutos em uma solução de hipoclorito de sódio (2%) em água também é uma ótima saída. 

Com apenas cinco gotas para cada litro de água é possível higienizar os alimentos e evitar doenças, como a intoxicação alimentar.

  • Mantenha-se hidratado! 

Quem nunca sentiu aquela sensação de secura durante um dia muito quente? Isso, muitas vezes, pode ser um indicativo de desidratação porque (sim) às vezes esquecemos de beber água. 

Basicamente, a desidratação caracteriza-se pela perda de líquidos e sais minerais do corpo e o risco de ocorrer é maior no verão, pois é quando transpiramos mais e existem mais chances de comermos uma comida estragada por má conservação.

No entanto, para prevenir a desidratação duas dicas são mais que suficientes: ingira muito líquido durante todo o dia – dando preferência à água ou água de coco –  e também evite alimentos que tenham ficado muito tempo fora da geladeira.

Além disso, o Prof. Dr. Caio Cavassan de Camargo ressalta a importância da hidratação no tratamento de outras doenças. “Cada patologia tem uma especificidade de tratamento, mas, como via de regra, a hidratação estará presente em praticamente todas elas, exceto nas micoses e bicho geográfico, que dependerão respectivamente de pomadas antifúngicas e antiparasitárias”, acrescenta o docente. 

  • Lave-se bem após piscina ou praia

Dar aquele mergulho, às vezes, parece a única alternativa para o calor, não é mesmo? Porém, você já parou para pensar que, principalmente por mais pessoas frequentarem piscinas e o mar também, há a possibilidade da propagação de bactérias e fungos? 

Além disso, devido à umidade, quando não nos lavamos (e secamos também, viu?), é mais fácil que micoses desenvolvam-se em diferentes partes do corpo. Por isso, a recomendação é, quando retornar para casa após um tempo na piscina ou na praia, tomar um bom banho! 

“Pensando nas micoses, a umidade é o principal fator causal, ou seja, mantendo a pele sempre seca ao sair de piscinas e mares, e removendo roupas de banho após o uso, as mesmas já podem ser evitadas”, explica Caio.

  • Use protetor solar! 

Todos já passaram pela situação de, cinco minutos antes de sair, serem interrompidos pela pergunta “Já passou o protetor?”, não é mesmo? Porém, conforme crescemos e a cobrança diminui (mas nunca acaba) devemos continuar atentos a isso. 

Até porque o uso do protetor evita insolação e também previne o desenvolvimento de câncer de pele. Além disso, é um produto que deve ser usado sempre que houver exposição ao sol, não sendo exclusividade de dias de sol.

Quando se tratar de praia ou piscina, a aplicação do protetor solar deve ocorrer cerca de 30 minutos antes de se entrar na água, devendo ser reaplicado a cada duas horas e após os mergulhos.

“O desmaio, a queimadura e a insolação podem ser evitados desde que as pessoas ponderem o tempo de exposição ao sol e usem filtro solar. Também devem permanecer em locais frescos e arejados e sempre hidratadas”, relembra o docente da UNISAGRADO. 

Ademais, a radiação solar é mais perigosa entre às 10h e às 15h. Portanto, os melhores horários para tomar um sol sem correr risco (e ainda sim com protetor) é pela manhã, entre 7h e 9h, ou pelo final da tarde, entre 16h e 18h.

  • Evitando transmissores 

Como pontuado pelo Prof. Dr. Caio Cavassan, muitas doenças que costumam aparecer no verão estão relacionadas à transmissão por mosquitos, especialmente o Aedes Aegypti. Isso ocorre porque é nessa época que há maior propagação e reprodução da espécie. 

Assim, medidas como o uso de repelente durante o dia é uma forma de evitar a contaminação por vetores infectados. No entanto, a forma mais eficaz de impedir a transmissão é interrompendo os possíveis focos de reprodução. 

Isso pode ser feito eliminando qualquer recipiente que possa conter água porque o mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue, da Chikungunya e da Zika procura qualquer local que possa conter água para colocar seus ovos. 

Pronto! Adotando esses cuidados você e sua família terão menos riscos de contrair algumas das doenças comuns no verão. 

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