O Brasil é o 13º maior mercado games do mundo, sendo o primeiro da América Latina. Só em 2018, essa área movimentou US$ 1,5 bilhão no ano passado, cerca de R$ 5,6 bilhões, segundo dados da consultoria Newzoo.

O consumo de videogames está cada vez mais comum entre as pessoas, seja por meio de celulares, computadores ou consoles. Junto a isso, o número de portais de notícias que se especializam nesse assunto também aumentou.

Omelete, Jovem Nerd, Voxel, Start, IGN e muitos outros já contam com milhares de leitores afoitos pelas novidades dos jogos. E aqui na região de Bauru também temos um portal para chama de nosso: o Aperta o X.

Criado em junho de 2017, o portal foi uma parceria dos amigos Daniel Atilio, Alison Kaique, Leandro Lambertini e Rafael Achôa.

Para entender um pouco sobre o consumo de informações do mundo gamer e conhece o projeto do Aperta o X, confira a entrevista:

– Qual a relação de vocês do Aperta o X com o universo dos jogos?

Daniel: Quando eu era criança, sempre quis ter um videogame. Como minha família não tinha condições, meu pai um dia me fez uma surpresa e me fez um console de games de madeira, não tinha jogos, mas a imaginação rolava solta. Então, perguntei para o meu pai, como que funcionava um jogo, e ele me disse que um pequeno grilo ficava dentro da caixa, e quando eu colocava na tomada o grilo corria e pulava e fazia um motorzinho girar e aparecer na tela.

Sim, meu pai é um amor de pessoa (risos). Com essa curiosidade em mente, parti para o mundo da computação, estudar como funcionava esses desenvolvimentos. Como sou filho caçula, meus irmãos que acabaram tendo videogames como Mega Drive e PlayStation, e através deles que minha paixão aumentou com clássicos como Sonic e Street Fighter.

aperta o xEquipe original do Aperto o X

Rafael: Comecei jogando nos videogames do meu (Mega Drive, Game Boy). Achava muito divertido passar um tempo tentando alcançar o fim de um jogo, uma fase, ou até derrotar alguém nos fliperamas do Bauru Shopping.

Com o meu irmão ficando tão viciado quanto eu, ganhamos então nosso primeiro Super Nintendo. A partir daí, a história nunca mais teve fim. Super Nes, Nintendo 64, Playstation 2, Playstation 3 e hoje, Playstation 4.

– Qual o objetivo de vocês com o site?

Daniel: Quando começamos o projeto, eu havia falado para os meninos, que dinheiro é algo difícil em um meio tão concorrido. Ainda mais para nós que teríamos pouco tempo. No caso, começamos por amor, cada um com uma paixão e vontade diferente.

Para mim, em específico, eu sempre quis contar histórias, igual o Forrest Gump (risos). Então eu sempre tento contar coisas legais, interessantes e que as pessoas fiquem curiosas.

Rafael: Por gostar de jogar, fazer o que a gente gosta vale muito à pena, não é mesmo? Então eu parti por esse caminho no início do projeto. Depois, notei que estava ajudando amigos através de indicações, contatos e isso também me fez muito bem. Se pudesse trabalhar com isso, ser uma renda… por que não? Seria muito interessante trazer conteúdo para diversas pessoas no mundo, ter discussões saudáveis sobre algo que gosto e ainda ser remunerado por isso.

– Além de matéria, quais outros produtos vocês têm no site?

Daniel: Hoje nós temos vídeos de gameplay regulares no YouTube. Na parte das matérias, atualmente nós temos quatro que sempre saem no site: as análises de games, listas de curiosidades diversas, promoções de jogos brasileiros e relembrando um clássico.

aperta o x

Rafael: Além desse conteúdo programado, buscamos trazer algumas novidades em vídeo (seja gameplay, “lives” e primeiras impressões) e coberturas de eventos, para que mais pessoas saibam que existem muitos gamers aqui na região.

– Quais as maiores dificuldades de se produzir um site com esse tipo de conteúdo?

Daniel: Eu acho que qualquer projeto online que você for fazer, o maior problema é o tempo, tanto da produção de conteúdo como o quanto que você dedica, e as expectativas que você cria.

No começo, nós éramos em quatro, hoje está somente eu e o Rafa. Para nós é bem difícil manter um ritmo constante de publicações e conteúdos originais. Tanto que, recentemente, até abrimos vagas para colaboradores.

Acho que com o passar do tempo, muitos hobbies, atividades e outras coisas vão vindo, e nossos focos na vida vão mudando. Então, para ter ou manter um projeto online ativo, tem que ter força de vontade, amor e conteúdo constante sem perder a qualidade.

Rafael: A concorrência on-line, como falei anteriormente, é algo muito feroz e que muitas vezes sugam nossas energias. Confesso que já fiquei muito chateado por estar correndo para postar a notícia dos jogos do mês no site e quando ia compartilhar, menos de um minuto antes, alguém tinha postado de outra fonte. Mas, como o Dan bem colocou, temos nosso limite de tempo e não adianta querer concorrer com algumas situações. Então, estamos buscando forças na criação de conteúdos mais exclusivos, mais da região.

– Vocês acreditam que esse tipo de conteúdo é escasso, principalmente aqui no interior?

Daniel: Na verdade, criação de conteúdo é realmente escasso, não só no interior. Hoje a maioria dos sites de games (com exceção dos fóruns e um ou outro site grande), se baseia em notícias, o que acaba competindo com redes sociais.

aperta o x

Rafael: Eu acredito que a internet traz gente de todo lugar trazendo novidades com facilidade, principalmente se pensar nas notícias de massa. Isso faz com que, muitas vezes, caia numa mesmice ou com pouco conteúdo da notícia.

A gente sempre tenta colocar um pouco mais do que a gente pensa também, até em notícia, dando margem para aparecerem tais discussões. Porém, é notável que, com a tecnologia ser global hoje, não precisa ser da região, da cidade, para jogar com alguém. Acho que isso reflete muito no site ser ou não da região.

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