Pegadinha, 1º de abril, boataria. Você provavelmente já criou ou caiu em algum desses, não? Porém, hoje, mais que nunca, é importante esclarecer a diferença entre esses termos e um outro, já bem conhecido pelos brasileiros: as fake news. 

Muito mais que um boato, as notícias falsas – em tradução livre – causam desinformação, atitudes precipitadas e, na pior das hipóteses, pânico e caos. Independente de qual seja o assunto compartilhado, principalmente pelas redes sociais, como Facebook e Whatsapp, é muito importante verificar a procedência e veracidade das informações antes de acreditar e propagá-las.

Mentiras sobre a saúde

Esse tipo de atitude pode evitar muito transtorno e dor de cabeça, além de, em certos casos, também ser uma responsabilidade social. A pandemia de coronavírus que estamos vivendo é um deles. 

Até o momento de publicação desta matéria, o Brasil tem 234 casos da doença confirmada. Enquanto isso, de acordo com dados oficiais, em Bauru, são 12 casos suspeitos.

Apesar desses dados, a Prefeitura de Bauru desmentiu na última segunda (12), uma fake news referente a um paciente que teria dado entrada na UPA do Geisel com a doença confirmada. Neste domingo, uma suposta nota da UPA Bela Vista de que havia uma confirmação também foi negada pela assessoria de imprensa da administração municipal. 

Assim, informações falsas estão criando ou alarde ou descaso demais. Por isso, a importância de saber identificar quais informações chegam no seu celular ou nas suas redes são verdadeiras ou não. 

Listamos aqui cinco formas de analisar o conteúdo que chega sobre o assunto que podem ajudar nessa função. Confira:

  1. Nem todo mundo checa a informação 

É importante ressaltar que não é necessariamente porque você recebeu uma mensagem de um amigo, parente ou vizinho que ela é, automaticamente, verídica. Então, adote o hábito de sempre dar um simples “Google” no assunto, para ver se diferentes veículos estão falando sobre isso e se as informações batem. Além disso, esse é um hábito essencial antes de também compartilhar as informações que receber, está bem? 

  1. Desconfie

Será que a coisa estaria assim tão feia e nenhum órgão público teria se manifestado? Duvide quando a história for muito florida e também desconfie quando o texto contiver muitos erros ortográficos; isso pode ser um indício de uma fake news. 

  1. Busque fontes oficiais

Além de “dar um Google”, um hábito a se adotar ao receber notícias pelo celular é buscar por pronunciamentos e declarações de veículos oficiais, de acordo com o assunto tratado. Se não encontrar nada, temos uma notícia para você: pode ser fake news!

  1. Clique no link

Diversos programas na internet já permitem que haja uma mesclagem entre a chamada de uma matéria e seu link. O que isso significa? Muitas vezes, a prévia da notícia pode indicar que ela é de um veículo, quando, na verdade, ao ser acessar o link você é redirecionado para outro portal totalmente diferente. Além disso, também pode ser um link falso, com risco de vírus. Fique de olho à URL, que pode dar pistas de que é uma furada. 

  1. Confira e acesse veículos que checam fatos  

Por conta das inúmeras notícias falsas durante as eleições brasileiras de 2018, cresceu o número de veículos que fazem checagem de notícias. Basicamente, eles fazem todo o trabalho por nós e verificam, de acordo com dados oficiais e fatos, as notícias mais compartilhadas nas redes. 

No caso do coronavírus, o Ministério da Saúde criou um número de WhatsApp para envio de mensagens da população. Vale destacar que o canal não será um SAC ou tira dúvidas dos usuários, mas um espaço exclusivo para receber informações virais, que serão apuradas pelas áreas técnicas e respondidas oficialmente se são verdade ou mentira.

Qualquer cidadão poderá enviar gratuitamente mensagens com imagens ou textos que tenha recebido nas redes sociais para confirmar se a informação procede, antes de continuar compartilhando. O número é (61) 99289-4640

Ainda, o site do ministério contém uma página com inúmeras mensagens falsas que estão sendo checadas diariamente. Você pode conferir todas aqui.

Saiba mais sobre o vírus 

De acordo com o Ministério da Saúde, o novo agente do coronavírus foi descoberto em 31 de dezembro de 2019 após casos registrados na China. Com um contágio vertiginoso, a doença respiratória foi classificada como uma pandemia na última quarta-feira (11) pela Organização Mundial da Saúde. 

Deste modo, além de ser uma doença nova e apresentar uma transmissão muito rápida, o vírus preocupa, principalmente, o hemisfério sul. Isso, porque sua propagação é facilitada em climas frios e em apenas 4 dias estaremos entrando no Outono. 

Nos meses de outono e inverno há uma circulação maior de vírus respiratórios responsáveis por doenças como pneumonias, otites, sinusites e meningites. Os surtos costumam ocorrer pois, nesta época, as pessoas ficam mais concentradas nos espaços e com menor ventilação.

A doença causada pelo coronavírus não é diferente, ela também afeta o sistema respiratório e todos devem se prevenir. Ainda que capaz de gerar óbitos, sua taxa de letalidade é de 3,74%. Porém, este número não pode ser subestimado, principalmente, pelo grupo de risco: os idosos.

Além disso, ele causa preocupação porque, caso não alteremos nossa rotina, em pouco tempo, a epidemia vai atingir um número muito alto de pessoas. Isso implica em hospitais lotados e incapazes de atender todos os casos, tanto de coronavírus quanto de outras patologias. 

Portanto, medidas de isolamento social são importantes para a estratégia de achatamento da curva de progressão da doença. Ou seja, em vez de um grande número de pessoas ficar doente de repente, a infecção acontece de forma gradativa, permitindo que o sistema de saúde se acomode e tenha fôlego para atender todo mundo.

De olho na prevenção

De acordo com o Ministério da Saúde, as melhores formas de prevenção do contágio são:

  • Lavar as mãos com água e sabão ou usar álcool em gel;
  • Cobrir o nariz e boca ao espirrar ou tossir;
  • Evitar aglomerações se estiver doente;
  • Manter os ambientes bem ventilados;
  • Não compartilhar objetos pessoais.

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