O SARS-CoV-2, novo coronavírus, provoca uma doença chamada COVID-19 cujos sintomas se assemelham ao de uma gripe. Febre, tosse, secreção nasal, desconforto respiratório, dores pelo corpo e mal estar geral podem ser sentidos tanto por quem está gripado, tanto por quem está com infectado pelo coronavírus. Já o que difere as duas patologias é a intensidade.

Segundo André Jorge de Oliveira, otorrinolaringologista, o coronavírus tem potencial para evoluir com complicações respiratórias, principalmente em pacientes com imunidade comprometida, os conhecido grupos de risco. Por essa semelhança, o especialista esclarece quem são considerados casos suspeitos. 

“São pessoas com febre e pelo menos um sintoma respiratório (tosse, desconforto respiratório) e que tenha feito qualquer viagem internacional ou tenha tido contato direto com um caso confirmado ou suspeito. As pessoas que se enquadrarem como caso suspeito devem procurar atendimento médico para confirmação da suspeita e coleta dos exames. Vale lembrar que este protocolo está sempre em mudança, pois a doença está em evolução no Brasil”, aponta.

Assim, a maneira de fazer o diagnóstico do COVID-19 é por um exame chamado PCR, identificado nas secreção nasal ou oral. Entretanto, esse exame tem indicação médica exclusiva para as pessoas consideradas como casos suspeitos. Portanto, é necessário se atentar aos sintomas, pois, caso haja infecção pelo coronavírus é fundamental tomar medidas diferentes. Assim, é possível evitar que outras pessoas se contaminem.

Confira abaixo as diferenças entre Covid-19, gripe e resfriado:

Infográfico divulgado pela Agência Brasil com informações do Ministério da Saúde (Edição: Graça Adjuto)

Medidas contra o COVID-19

A medida principal para que o coronavírus não se espalhe é evitar o contato com outras pessoas. Por ter um período de incubação de dias 1 a 14 dias, o infectado pode não sentir os sintomas e, assim, passar o vírus adiante. Além disso, o contágio ocorre a partir de pessoas infectadas e pode se espalhar desde que alguém esteja a menos de 2 metros de distância de uma pessoa com a doença.

A transmissão pode ocorrer por gotículas de saliva, espirro, tosse ou catarro, que podem ser repassados por toque ou aperto de mão, objetos ou superfícies contaminadas pelo infectado. Portanto, manter distância e higienizar as mãos e objetos é parte das medidas para prevenir o COVID-19.

“A boa higienização das mãos com água e sabão ou álcool é fundamental. Todos devem priorizar a higiene das mãos, pois se trata da melhor maneira de combatermos a propagação do vírus. Em casa, é importante usar detergentes neutros e saponáceos, reservando o álcool apenas para a limpeza de superfícies de contato, como maçanetas e corrimões”, explica o otorrinolaringologista.

Caso não seja possível utilizar água e sabão, o álcool é recomendado para a higienização, sendo ideal utilizar bons produtos e que tenha pelo menos 70° INPM. Ainda, Dr. André recomenda: 

“Temos orientado a população a não entrar em pânico. Mas, claro, que todos devem tomar cuidados importantes, como evitar aglomerações e evitar contatos físicos diretos com cumprimentos de mãos e beijos. Quem estiver gripado, por mais que seja um gripe normal, evitar contato com os idosos. Orientamos, ainda, manter-se o máximo possível saudável, com uma boa alimentação e hidratação vigorosa, muita água”, finaliza.

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Consultoria
André Jorge de Oliveira – otorrinolaringologista
(CRM 116482)
Faz parte do Grupo São Francisco/Sistema Hapvida

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