Cada indivíduo contaminado com o coronavírus pode infectar de três a cinco pessoas, os dados foram divulgados por Robin Thompson, especialista em epidemiologia matemática da Universidade Oxford, no Reino Unido. Pelo rápido contágio, uma das medidas mais eficientes para conter a proliferação do novo coronavírus é a reclusão social. A ação é fundamentalmente voltada para o grupo de risco, idosos com mais de 60 anos.

Foi pensando especificamente nos vizinhos mais velhos que o bauruense Arthur Nogueira Ribeiro decidiu se colocar à disposição. Assim, ele não pensou duas vezes ao deixar um recado no elevador dizendo que poderia ir ao supermercado ou farmácia para os idosos não precisarem sair de casa.

“Eu decidi escrever o bilhete depois que eu vi que uma pessoa havia feito isso, eu achei muito legal. Como eu estava aqui em casa e vi que tinha um grupo que não podia sair por ter um maior risco de exposição, então pensei em ajudar e fazer isso de coração”, conta Arthur.

Tal fato reforça a ideia de que evitar o contato com outras pessoas é a melhor opção para reduzir a transmissão do vírus. Além de aderir à proposta, o bauruense conta que também desenvolveu outros hábitos que não estavam tão presentes em sua rotina. Entre eles, a higienização das mãos, seja com água e sabão ou álcool em gel.

“Eu não tinha o hábito de relar em algo e já ir lavar a mão, agora eu tenho, então mudou bastante coisa. Mudou em relação à parte econômica e tenho que ficar mais em casa, passar menos tempo com amigos, cancelar festas e a rotina que tinha na rua”, revela.

O trabalho continua em casa

Com o decreto de estado de emergência em Bauru, alguns estabelecimentos (exceto de serviços essenciais como mercados e farmácias) precisaram fechar as portas. Assim, as empresas que permitem o trabalho remoto de seus colaboradores adotaram o home office.

Portanto, quem também mudou a rotina por conta do coronavírus foi o Jonathan Eduardo da Silva. Mesmo antes do decreto ser divulgado, ele já estava trabalhando em casa para evitar o contato com os colegas de trabalho. Estagiário em Análise de Teste, ele conta que a medida é importante diante do aumento de casos do novo coronavírus no país.

“Aderir ao home office nesse momento é essencial, já que estamos na fase inicial aqui no Brasil. É uma medida que tem que ser tomada por toda a empresa que pode fazer isso, para não cometer os mesmos erros que a Itália por exemplo”, afirma Jonathan.

Esta é a primeira vez que o bauruense faz home office e conta que tem conseguido focar nas atividades, sendo ainda mais produtivo. Entretanto, apesar de parecer o cenário perfeito, Jonathan aponta que trabalhar em casa também tem um lado ruim.

“Um fator negativo é a falta de contato com os colegas de trabalho, por mais que existam ótimas ferramentas de comunicação, tem algumas dúvidas que precisam de uma explicação presencial”, diz.

O supermercado em tempos de coronavírus

Deixar de ir ao shopping ou ao restaurante era uma atitude responsável e se tornou inevitável, já que estes estabelecimentos estão fechados – por enquanto. Mas e o mercado? Ficar tanto tempo em casa aumenta o consumo dos alimentos e também dos produtos de limpeza. Portanto, é inevitável ter que passar no supermercado uma vez ou outra.

Entretanto, as medidas de higiene não ficam para trás, pelo contrário, elas são ainda mais necessárias. Pensando da saúde dos clientes, um supermercado de Bauru está fazendo a higiene dos carrinhos de compra com álcool a cada novo cliente.

A rede afirmou que são muitas, as novas medidas tomadas pela empresa. Entretanto, por estarmos vivendo em momento em que o cenário muda muito rápido, ele afirma que tais ações também estão mudando. Ele ainda reitera que estão tomando todas decisões para manter a segurança dos clientes e colaboradores.

Para levar na lista do mercado

Um fator tem sido importante para levar ao supermercado junto com a lista de compras, a responsabilidade social. Muitas pessoas têm comprado mais do que o necessário, fazendo com que falte produtos nas prateleiras e, consequentemente, os preços aumentam. Por isso, tenha consciência de comprar apenas o necessário.

Entre os itens mais procurados, está o álcool em gel. E não é à toa, o produto é fundamental para a higienização das mãos e objetos, garantindo o combate ao coronavírus. Pensando nisso, a Associação Paulista dos Supermercados (APAS) anunciou, em nota oficial, que a partir do dia 23 de março, os supermercados irão oferecer o álcool em gel pelo preço de custo.

“Os supermercados, cientes de sua responsabilidade social, não se furtarão em colaborar com a saúde dos consumidores. Segundo o presidente da APAS, Ronaldo dos Santos, “trata-se de uma ação voluntária para a qual o setor supermercadista irá se organizar buscando oferecer o produto e ajudar a resolver esta importante demanda do consumidor”, afirma Ronaldo dos Santos, presidente da APAS.

Como a adesão a esta medida é espontânea, até o momento, as empresas que aderiram ou não ao comunicado não foram divulgadas.

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