Devido às medidas de isolamento em vigência em Bauru, que também foram adotadas por inúmeras cidades pelo mundo, temos a sensação que tudo parou, não é mesmo? Serviços e comércios que não foram considerados como essenciais deixaram de funcionar, e aqueles que ainda estão na ativa, operam de portas fechadas, como é o caso de restaurantes. 

Porém, a vida continua! Tanto a de consumidores, que ainda têm necessidades, quanto a de comerciantes, que dependem da renda para sobreviver. No entanto, como manter essa relação em tempos de isolamento social? 

A resposta mais fácil é uma só: a internet. A responsável por permitir a comunicação independente da localização de pessoas está se mostrando ainda mais necessária em tempos de pandemia. 

E a boa notícia é que bauruenses já se mobilizaram para viabilizar a relação – à distância – entre consumidores e lojistas, empreendedores e comerciantes da cidade. Conheça a seguir três iniciativas que estão dando uma força para a economia da cidade continuar operando.  

Conheça as iniciativas e saiba como participar

1- Não para Bauru 

O nome do projeto já traduz sua intenção; não deixar a cidade parar, apesar do isolamento social. O diretor da Olive Comunicação – empresa responsável pela iniciativa – Suzano Vianna, conta que o “Não para Bauru começou a sair do papel logo após os primeiros casos de coronavírus serem confirmados no Brasil e cogitava-se o fechamento do comércio em algumas cidades.

Lembro que no dia, alguns clientes entraram em contato comigo perguntando se haveria a possibilidade de criar de um modo rápido um e-commerce para eles. Então, a gente criou um orçamento, porém, em um projeto desses trabalhamos, em média, com 90 dias para entregá-lo funcionando. Mas nós não tivemos esse tempo e também o custo para tudo isso é muito elevado”, relembra. 

Assim, pensaram em uma forma de ajudar não só seus clientes, mas todos os comerciantes, lojistas e prestadores de serviço da região que estivessem interessados, criando uma única plataforma online de venda. 

A proposta foi um sucesso de imediato! Nas primeira horas, contaram com mais de cem cadastros e cerca de 12 mil visitas no site, e os números continuam crescendo. Até porque, o sistema é simples, porém eficiente para lojistas e consumidores. 

Vianna explica que seguem a premissa de aproximar empresários e empreendedores de seus clientes. “A ideia é concentrar tudo numa única plataforma, porque a gente imaginou que se cada um fizesse uma loja online eles estariam disputando a mesma audiência entre si”, continua. 

Dessa forma, microempreendedores, lojistas, comerciantes e prestadores de serviço de qualquer ramo podem cadastrar suas empresas, de forma gratuita. E o processo é simples, basta entrar no site, na área “Quero vender”, para checar o passo a passo de como cadastrar a loja e os produtos. 

Após o preenchimento dos formulários, as informações passam pela moderação do site que verifica alguns detalhes. Entre eles, explica Suzano, a checagem se o comércio não implicará em nenhum tipo de contato físico – como alguns serviços demandam -, e também a filtragem de produtos que não podem ficar expostos, como os eróticos.  

Depois disso, as lojas são aprovadas na plataforma e já é possível comprar seus produtos. O momento, apesar de crítico, mostrou a necessidade de reinventar-se e estar pronto para mudanças, reflete Suzano Vianna. 

“Acreditamos, e isso nós estamos sentindo com esse projeto, e com nossos clientes em outros projetos, que o mercado digital vai sofrer uma evolução, que demoraria algo em torno de cinco anos, nesse tempo que estamos parados. Porque muitas pessoas que teriam contato daqui cinco anos com […] todas essas ferramentas focadas no digital, viverão isso nesse momento de isolamento”, comenta. 

2- Cardapex

Você talvez já conheça o Cardapex, uma ferramenta bauruense, presente no Brasil todo, que permite que estabelecimentos criem um site de delivery, onde expõem seus produtos. Por meio dele, é possível que o pedido chegue diretamente no WhatsApp do estabelecimento sem taxas de comissionamento.

Legal, né? Porém, apesar de sua função não ter sido muito afetada pelo isolamento social, o diretor da empresa, Bruno M. Machado, pensou uma forma de ajudar outros comerciantes neste momento. 

“Neste momento crítico de pandemia pensamos numa forma de poder ajudar diversos estabelecimentos a terem uma solução para o delivery, visto que muitos não estavam preparados pra isso. A ideia é possibilitar que o estabelecimento possa criar seu site tendo os dois primeiros meses grátis de utilização”, explica Bruno. 

A ferramenta funciona de uma forma simples. O empreendedor realiza o cadastro no site www.cardapex.com.br e em poucos minutos pode criar seu cardápio e/ou catálogo de produtos e disponibilizá-lo para entrega delivery ou retirada no local.

Dessa forma, o Cardapex não se restringe ao ramo alimentício, e pode atender diversos segmentos, como a parte de serviços, cosméticos, semijoias, bebidas, artesanato, entre outros.

Além do serviço gratuito, também há a possibilidade de contratar planos de divulgação que permitem que o estabelecimento tenha audiência, de acordo com seu público alvo, em mídias como Facebook, Instagram, Google, etc. 

Portanto, não perca tempo. Os cadastros vão até o dia 30 de abril e o período gratuito se encerra em 30 de junho. 

3- Roda solidária delivery 

Três mulheres e um objetivo: ajudar microempreendedores a enfrentarem a crise causada pelo coronavírus. Foi a partir da união entre as sócio fundadoras da empresa bauruense Pi Marketing e a produtora de eventos, Luiza Gonçalves que surgiu a ação “Roda Solidária Delivery”. 

“A gente começou a perceber que tinham um pessoal de baixa e média renda, alguns profissionais autônomos, que estava ficando muito atingidos com a quarentena pela questão do isolamento social. Então, conversando, ficamos preocupadas com essa situação e tivemos a ideia de criar o perfil [no Instagram] para divulgar esses microempreendedores”, explica Luiza. 

Sendo assim, levando em consideração o fato que muitos desses comerciantes não têm familiaridade com o uso da internet, elas tentaram deixar o processo de divulgação o mais simples possível. 

Por meio do perfil @rodasolidariadelivery, elas receberão, via mensagens diretas, uma foto do produto, juntamente com algumas informações, como preço e contato. “Nossa principal preocupação é que isso atinja bastante gente, porque precisamos dos microempreendedores confiando na gente e mandando os produtos deles”, ressalta a produtora de eventos. 

Assim, todos os tipos de microempreendedores podem participar, desde feirantes até aqueles que comercializam pães, trufas, bolos de pote, marmitas, entre outros, nas ruas. 

“Depois da quarentena a gente tem o plano de continuar com a página ativa porque os stories vão continuar lá e, de qualquer forma, com ou sem isolamento, os microempreendedores acabam sendo os mais atingidos. Então, a página vai continuar e a gente espera conseguir um alcance legal e que essas pessoas consigam aumentar a renda delas cada vez mais”, finaliza Luiza. 

4- Fortalece Bauru

Apesar do projeto piloto ter começado em Curitiba, o Fortalece chegou em Bauru por meio de alunos da Unesp Bauru. Com a iniciativa de Samuel Bellato, estudante de Engenharia Civil, o projeto em Bauru hoje segue com a ajuda de mais cinco pessoas.

A ideia é ajudar o pequeno comerciante da cidade com o Instagram @fortalece.bauru. Por lá, acontece a divulgação de produtos e serviços de pequenos empreendedores, ajudando a fazer propagandas de forma gratuita.

A fim de organizar o layout, as postagens são separadas por padrão de cor, sendo:
– Verde escuro: lojas
– Verde claro: comidas saudáveis e vegetarianas
– Laranja: Restaurantes
– Roxo: serviços em geral

Para divulgar na página, basta preencher o formulário neste link: https://docs.google.com/forms

O Fortalece Bauru também está o Facebook: www.facebook.com/fortalece.bauru

“Como filosofia, acreditamos que em tempos como esse precisamos ter empatia e compaixão com as pessoas. Não são todos que vão conseguir passar ilesos em relação à crise, juntamos as ferramentas que temos hoje com nossa vontade de ajudar”, finaliza Samuel.

E você pode ajudar todas essas iniciativas de duas formas: comprando ou divulgando-as em suas redes sociais. Até porque, neste momento, mais do que nunca, é importante apoiar e consumir de empreendedores locais.

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