Com a necessidade do distanciamento social, as escolas e universidades presenciais tiveram que se adaptar ao ensino à distância. Entretanto, a rotina de estudos virtuais ainda não é acessível para todas as pessoas, já que boa parte da população não acessa a internet.

No Brasil, 4,8 milhões de crianças e adolescentes, entre 9 a 17 anos, não têm acesso à internet em casa. O número corresponde a 17% de todos os brasileiros nessa faixa etária. Os dados foram divulgados em maio deste ano pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), por meio da Agência Brasil.

Dessa forma, tanto a internet, quanto os dispositivos para acessá-la, deixam de ser uma ferramenta para ser um obstáculo. Assim surgiu o projeto para ajudar estudantes das escolas públicas de Bauru, com foco em alcançar alunos em situação de exclusão digital.

A iniciativa veio da Promotoria Pública e das unidades da Unesp do Câmpus de Bauru e tem o apoio da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de S. Paulo).

Doe celulares, tablets ou notebooks

Segundo Vera Lúcia Messias Fialho Capellini, vice-diretora da Faculdade de Ciências e coordenadora do projeto, a campanha é “fundamental, pois no Brasil temos uma injusta distribuição de renda. Assim, muitos alunos não têm as mesmas oportunidades, ou seja, o problema maior não é a pandemia, mas os abismo que existe entre quem e quem não tem recursos.”

Sendo assim, os interessados em ajudar podem doar celulares, tablets ou notebooks. Vale ressaltar que os aparelhos precisam oferecer conexão com a internet. Basta entregar nos pontos de coleta, localizados em qualquer uma das sete unidades do Supermercado Confiança em Bauru ou na portaria 1 da Unesp.

Outra opção é fazer a doação em dinheiro pelo site parceiro da Unesp: prograddb.unesp.br/parceiro. A campanha será realizada enquanto durar a pandemia do novo coronavírus.

Vera Lúcia Messias Fialho Capellini, vice-diretora da Faculdade de Ciências da Unesp-Bauru e coordenadora do projeto dá mais detalhes sobre o projeto

Além da rede de Supermercados Confiança, a Indústria Plasútil também está apoiando o projeto. Sobre a parceria, a coordenadora ainda destaca: “Estamos com parceiros que estão nos auxiliando e, desta forma, esperamos conseguir proporcionar que um número maior de alunos possa ter uma escola participativa e de qualidade”, diz Vera Lúcia.

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