Segundo o bauruense Danilo Moura, formado em Design pela Unesp, a caricatura surgiu no final do século XVI na Itália e vem da palavra “caricare”, que significa carregar, no sentido de exagerar na proporção.

Focando nos rostos das pessoas, essa arte ressalta as características mais memoráveis delas, dando um novo sentido para a forma de retratá-las.

Danilo, que sempre gostou de desenhar rostos, viu nesta característica da caricatura uma das razões para ser caricaturista, em vez de permanecer na área de história em quadrinhos na qual trabalhava antes.

Outro motivo para a mudança foi a percepção de que as caricaturas são uma maneira de marcar os eventos com descontração e bom humor, afinal, desde seu surgimento esta arte é uma forma de entreter e também marcar a memória das pessoas.

Vi que eu poderia ganhar dinheiro com caricatura e que as encomendas para casamento estavam caindo na graça de muitos casais. Então acabei migrando dos quadrinhos para as caricaturas na reta final da faculdade e comecei a trabalhar em eventos. O convidado ou participante senta na minha frente e, em até três minutos, leva embora uma caricatura personalizada feita no grafite. Gosto de dizer que é uma atração ‘três em um’ porque causa interação e se transforma em recordação”, conta.

Além dos eventos, Danilo também começou a produzir encomendas de caricaturas para convites, lembrancinhas e até como brindes.

CaricaCLUBE

Com a Covid-19 e os eventos adiados ou cancelados, Danilo achou uma nova forma de continuar divulgando seu trabalho.

Observando a tendência do financiamento coletivo, o bauruense decidiu criar o CaricaCLUBE, uma iniciativa para manter seu trabalho e ao mesmo tempo divulgar a caricatura para pessoas que ainda não conhecem esse tipo de arte.

O CaricaCLUBE é um clube de assinaturas dentro da plataforma APOIA.se, onde os apoiadores podem contribuir mensalmente com os valores de R$ 2, R$ 5, R$ 10 ou R$ 20 em troca de recompensas.

Entre as vantagens estão: sair na lista de apoiadores, poder sugerir caricaturas para serem postadas no clube, além de poder concorrer mensalmente a uma caricatura digital.

Sobre essa maneira de se reinventar enquanto os eventos ainda não podem acontecer, o caricaturista pondera:

A pandemia causou uma hecatombe no setor artístico e cultural, fazendo com que muitos artistas e profissionais, não só da cultura, de eventos, mas de diversos setores também, se reinventassem. Eu não me preparei para isso e só aos 40 do segundo tempo pensei no financiamento coletivo como último recurso para tocar o meu projeto e me reinventar também. E cá está o CaricaCLUBE, voltado para caricatura e muito rabisco”.

 Foto: Cadu Santos

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