Nossas primeiras lembranças de vida, geralmente, são construídas a partir da relação com nossos familiares. Aquele primo que foi o primeiro amigo, o tio brincalhão e o carinho dos avós.

De acordo com o psicólogo, Mário Soares, isso é natural e, realmente, a família é a grande responsável pela formação de quem somos. “Nas relações familiares, nós aprendemos e treinamos conceitos básicos como o amor, a gratidão, o perdão, a paciência. Além disso, os pais também funcionam como padrões, então, as relações interpessoais durante a vida serão resultados desse aprendizado”, afirma. 

Como elementos fundamentais para a nossa constituição, prezamos por compartilhar momentos especiais. Entre eles, o tradicional Natal. Contudo, em um ano tão atípico como 2020, levando em consideração o aumento de casos do novo coronavírus, os encontros neste final de ano precisarão ser repensados e até adaptados. 

Portanto, como forma de entender e encontrar alternativas para o momento, conversamos com o psicólogo Mário Soares e com o infectologista João Paulo Poli, ambos profissionais do Grupo São Francisco/Sistema Hapvida que dão dicas para contornar – de forma segura – a situação. 

De olho no aumento de casos 

De acordo com João Paulo, ainda não há consenso entre os especialistas sobre a fase em que vivemos. Porém, seja esta uma segunda onda ou “repique” da pandemia, a única certeza é que os casos estão, novamente, em crescimento exponencial

Dessa forma, a recomendação mundial é que seja priorizado o distanciamento social, inclusive, entre as famílias. 

“Infelizmente, neste Natal, as famílias devem evitar se reunir o máximo possível, mantendo apenas a ceia e festividades do núcleo familiar, ou seja, aquelas pessoas que já moram na mesma residência. Devem evitar reuniões com outros grupos familiares e com pessoas idosas com doenças crônicas”, afirma o infectologista. 

O especialista ainda afirma que aglomerações dentro de nossas residências são considerados eventos super disseminadores do vírus. Principalmente pelo fato de haver, em um único espaço, muitas pessoas que tirarão as máscaras para comer, falar, se abraçar, entre outros. 

Inclusive, além de ser um risco iminente para pessoas idosas, com doenças crônicas e com deficiência imunológica, os mais jovens também ficam suscetíveis a complicações como necessidade de UTI e óbito. 

Protegendo quem amamos 

Apesar de não ser o mais indicado, o infectologista sugere os seguintes cuidados para quem realizar o Natal em casa: 

  • Realizar a reunião em ambientes bem arejado, como terraços, varandas ou garagem aberta, onde haja fluxo de ar constante;
  • Manter a distância de dois metros;
  • Não abraçar ou beijar;
  • Evitar cantar ou gritar, por conta das gotículas de saliva; 
  • Tirar a máscara apenas para beber ou comer;
  • Manter a higiene frequente das mãos. 

Ainda, João Paulo frisa que nenhuma dessas medidas evita totalmente o contágio! Entre as opções mais seguras para todos, destaca-se a videoconferência, seja ela via celular ou computador. 

“Essa é a única forma de contato com risco zero de contágio. Após o advento da vacina e com as pessoas mais idosas e doentes imunizadas, as reuniões podem voltar gradualmente de acordo com a diminuição dos casos da doença”, ressalta o infectologista.  

Ainda, Mário Soares sugere que as famílias invistam na criatividade, criando outras formas de interação

“Esse é realmente um momento delicado, uma vez que as pessoas, além de terem esse hábito de se reunir nos finais de ano, estão um tanto quanto cansadas de ficar em casa. Mas ainda não é momento de aglomerações. Quem já seguiu as normas de distanciamento até agora, não custa nada aguardar mais um pouco. O mais importante é sairmos dessa quarentena saudáveis, e, enquanto não passa, nos adaptamos e elaboramos uma rotina o mais saudável possível”, finaliza o psicólogo. 

Consultoria: 

Psicólogo Mário Soares – CRP 38403 –  Grupo São Francisco/Sistema Hapvida

Infectologista João Paulo Poli – CRM 134.535 –  Grupo São Francisco/Sistema Hapvida 

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