Se tem algo gostoso de fazer é bater um papo com os amigos. Debater e opinar sobre um assunto são formas de mostrar diferentes visões sobre um mesmo tema. Nesse sentido, os podcasts vêm ganhando, cada vez mais destaque, principalmente entre os jovens.

Como uma forma de conteúdo a ser consumido por demanda, as conversas são gravadas em áudio para serem ouvidas a qualquer momento. Seja lavando a louça, tomando banho ou até desenhando. Inclusive, foi esse fator que chamou a atenção de Camila Campos, tanto que logo surgiu a vontade de criar um.

Uma grande aliada de Camila nessa ideia foi sua amiga, Amanda Figliolia. “Percebi que poderíamos fazer um trabalho de qualidade e com um ótimo conteúdo, por isso dei essa ideia para ela”, relembra Camila.

De pronto, Amanda aceitou: “nós estávamos sempre conversando sobre livros, filmes, séries e assuntos que gostamos. Então quando a Camila teve a ideia de criarmos um podcast eu adorei e começamos a planejar.”

Durante o processo, mais um amante da cultura pop foi convidado para integrar o time, Matheus Biazon. Estava formado o Cena X Podcast.

Conversamos com os três moradores de Bauru para saber mais sobre o projeto. Confira:

– Por que tiveram essa vontade?

Amanda: Compartilhar as nossas opiniões, conhecimentos e reflexões com outras pessoas da mesma forma que gostamos que elas compartilhem com a gente. E acredito que essas interações são muito enriquecedoras, prazerosas e nos permitem aprender e ver por outros ângulos.

Camila: Por muitos anos tive vontade de produzir algum conteúdo para a internet, já pensei em fazer um blog, canal do YouTube. Porém eu nunca quis fazer sozinha, não apenas para poder conversar sobre os temas e apresentar mais de uma visão sobre eles, como também para criar algo que fosse divertido.

– Já consumiam esse tipo de conteúdo antes? O que acham do formato?

Camila: Sim, eu escuto podcasts desde o colegial. Lógico que na época não sabia que era esse o nome, eu simplesmente dizia o nome do programa. Sempre gostei muito do formato, porque sempre trabalhei e fiz coisas muito manuais, então ouvia músicas ou rádio, e acho que a vantagem do podcast é justamente você poder consumir ele enquanto faz outras coisas.

Amanda: Passei a consumir esse tipo de conteúdo durante a quarentena. Acho um formato bem interessante e prático. Existem podcasts com diversos temas e tempos de duração variados, então você encontra muito conteúdo diferente e escuta no seu tempo. É ótimo para ouvir também como som de background enquanto faz alguma outra atividade.

Matheus: Sim, comecei a consumir podcasts há cerca de um ano. Costumava colocar para ouvir enquanto fazia as tarefas domésticas e acabou se tornando um hábito. Sempre escolhia podcasts relacionados a cinema ou de contos de terror.

– Como optaram falar apenas sobre a cultura pop?

Amanda: Cultura pop envolve diversos assuntos que temos interesse, que são amplamente divulgados e muitos de fácil acesso, além de ter marcado diferentes gerações e nós também.

Camila: Acho que foi uma escolha natural, pois a ideia sempre foi falar sobre assuntos que gostamos. Apesar de não consumirmos exatamente os mesmos produtos é algo que sempre gostamos de conversar e debater sobre.

– Como é esse processo de escolha de temas e convidados?

Nós procuramos escolher temas que gostamos de conversar e que acreditamos ser interessantes. Então nos reunimos para escolher quais serão gravados e quando. E sobre os convidados, antes das gravações analisamos para ver se seria interessante chamar alguém que têm relação e interesse pelo tema para agregar mais conteúdo à discussão, e que gostariam de trocar ideias com a gente.

– Até agora foram 7 episódios. Qual o preferido de vocês?

Amanda: The midnight gospel, uma série que gosto muito e aborda diversos assuntos que considero bem importantes. Também pela forma fluida como gravamos o episódio, que ficou realmente com a “nossa cara”. Além de ter sido nosso episódio de estreia!

Camila: Fronteiras do universo. É uma série de livros muito querida e importante para mim, então assim que começamos a criar o podcast eu já pensava em falar dela.

Matheus: Dos que eu participei, o meu favorito foi o especial de Halloween. É uma época do ano que eu gosto muito e foi bem divertido conversar com as meninas sobre os filmes que sugerimos nesse episódio.

– O que vocês mais gostam dentro desse universo de podcast?

Camila: É um espaço bem democrático, e é possível você conhecer diferentes temas e pessoas com os programas. Além de que, como é apenas o áudio, sinto que não existe tanto uma preocupação de ter um conteúdo quente e rápido, como percebo mais no YouTube, por exemplo. Lógico que existem canais de notícias e que acompanham os lançamentos de cinema/televisão. Mas vejo que as pessoas produzem mais conteúdo sobre coisas que elas realmente gostam.

Amanda: Troca de opiniões, descobrir, conversar e ouvir sobre assuntos, tanto novos, quanto já conhecidos, mas de uma forma descontraída, conhecendo outros pontos de vista e aprendendo mais sobre esses assuntos.

Matheus: O que eu mais gosto é da ideia de conversarmos bem descontraidamente sobre assuntos que gostamos, e poder compartilhar nossas ideias, opiniões e sugestões com quem se interessar.

– Quais as inspirações de vocês?

Camila: Acredito que minhas principais influências foram o Rapaduracast, Perdidos na Estante e o The Medival Podcast. Apesar de serem temas e abordagens diferentes, gosto muito das conversas e assuntos que eles abordam. E me mostraram que era possível criar conteúdo com qualquer tema.

Matheus: Rapaduracast, Peeweecast, Canal Super 8, Refúgio Cult e Danelogare Críticas.

Amanda: Criar, encontrar e compartilhar conteúdos, curiosidades e reflexões sobre assuntos variados que gosto e considero interessantes. Como fazem o Rapaduracast, Jout Jout de Saia, Clube dos 5 Podcast e Dobras.

– Qual é a intenção de vocês com o podcast?

Amanda: Conseguir interagir com várias pessoas trocando conteúdos e opiniões de uma forma fluida e divertida. Além de gerar conteúdos e discussões para que mais pessoas tenham acesso e se entretenha da mesma forma que nos divertimos ao criar e gravar os episódios. Além de gerar reflexões sobre assuntos importantes e incentivar o pensamento crítico.

Camila: Acho que meu principal sonho é, de alguma forma, ajudar as pessoas a terem uma visão mais crítica sobre aquilo que consomem. E poder mostrar que com atenção e uma boa pesquisa é possível perceber camadas, e criar suas próprias interpretações e teorias.

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