A equipe Canarinho Aerodesign, da Unesp-Bauru, foi criada em 2001 com o objetivo de planejar e construir uma aeronave radiocontrolada para a competição SAE Aerodesign, de caráter nacional.

Desde então, já foram 18 participações e mais de oito pódios no torneio, que preza pela inovação tecnológica e o intercâmbio de técnicas e saberes entre estudantes e profissionais.

Dessa forma, ao longo de seus 20 anos, a Canarinho tem proporcionado para seus integrantes um conhecimento além das salas de aula, ensinando-os sobre a importância do trabalho em grupo e da dedicação para solucionar os desafios propostos.

Novo pódio na SAE Aerodesign

Realizado anualmente pela SAE Brasil, o torneio de aerodesign instiga seus participantes a solucionarem desafios reais enfrentados pela indústria aeronáutica.

Assim, a proposta da edição de 2020 era produzir uma aeronave que carregasse a maior carga possível e conseguisse realizar missões, como a leitura de um QR Code e a aquisição de dados em voo.

Para cumprir os desafios, a Canarinho criou um avião que chamou de “Projeto Porpetão”, seguindo a tradição de nomear suas criações de forma descontraída.

O Porpetão possui sistemas embarcados, leitura de QR Code em voo, leitura de telemetria e realização de horizonte artificial, além de ser estável e controlável em diversas situações de voo. Ademais, cumpre alguns requisitos mínimos de voo como decolagem em 50 metros e pouso em até 100 metros”, conta o capitão da equipe, Marcus Oliveira.

Segundo Marcus, foram cerca de sete meses para que o projeto fosse concluído, mas todo esse tempo valeu a pena já que ele recebeu a terceira colocação no torneio de aerodesign.


Aeronave denominada "Projeto Porpetão"

Novos desafios

A vitória nesse ano veio com um gosto diferente para a equipe, já que a pandemia mudou completamente a competição, que teve que ser realizada virtualmente.

A competição era dividida em duas partes, projeto e competição de voo. Devido à pandemia, não tivemos competição de voo e ficamos só com a pontuação de relatório. Isso mudou muita coisa, pois a nossa estratégia era a construção de protótipos e testes, já que grande parte da nota de relatório vem da validação da aeronave decorrente disso. Então mudamos a estratégia de quase tudo dos cronogramas e da construção, para que pudéssemos investir mais recursos para otimizar os relatórios, tornando-os mais assertivos tecnicamente. Foi bem desafiador, principalmente pelo fato de não podermos estar juntos ”, conta Marcus.

Mas, olhando pelo lado positivo, Marcus conta que essas adversidades fizeram com que a equipe melhorasse suas análises técnicas usando diversos softwares para que a aeronave ficasse o mais próximo da realidade possível.

Foi dessa forma que a equipe conseguiu mais um pódio, se destacando dentre os 91 times e 1300 universitários que estavam participando da competição.

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