Após um mês de programação cultural, o Festival “Viva a Cultura FEPAC” chega ao seu último final de semana. Entre música e teatro, ao todo serão dez apresentações artísticas neste sábado (27) e domingo (28).

Os artistas se apresentarão ao vivo no palco virtual da Secretaria de Cultura no YouTube a partir das 20h. Para aqueles que não conseguirem acompanhar a transmissão, as apresentações do festival estarão gravadas no YouTube da Secretaria, ficando disponível para todos.

  • Confira a programação de sábado (27)

Meio Século de Sucessos: músicas que comemoram 50 anos em 2020

O primeiro show da noite é uma viagem no tempo da música, voltando até o ano de 1970. De Beatles a Elton John, Julian Tatsuo apresenta uma coletânea de grandes clássicos que completaram 50 anos de lançamento em 2020. Além de sua releitura em voz e violão, o artista ainda separa um tempo para curiosidades sobre a música ou seu artista.

Julian começou sua carreira musical em 2002, tocando teclado em uma banda com seu pai. Dois anos depois, mudou-se para Bauru, e na cidade começou a tocar em diversas bandas e projetos, como tecladista, baixista baterista.

Em 2009, começou o duo 12 Cordas com um amigo da faculdade e foi seu primeiro projeto no qual era vocalista. A banda tinha a proposta de tocar músicas do pop/rock internacional de todas as épocas, num estilo de voz e violão. Essa experiência foi evoluindo, e, junto com ela, seu repertório também cresceu. Começaram a tocar hits do pop contemporâneo, clássicos do rock e até trilhas de filmes. Até hoje, Julian tem um repertório musical para os mais variados estilos de eventos, com mais de 900 músicas na voz e violão.

Largados do Baile

A segunda apresentação da noite é uma agitada mistura de estilos musicais, do pop rock ao axé e funk, com músicas emblemáticas de cada gênero. De forma animada e interativa, cada cantor apresenta sua performance característica.

A Banda Larga atualmente é formada por sete integrantes: Léo Pacheco na guitarra, Lucas Rodrigues no saxofone, João Albino no baixo e na voz, Paulo Nunes na bateria e voz, Pedro Nunes na voz, Sinuhe LP na guitarra e voz e Thainan Augustinho no trombone.

O grupo de amigos formou a banda em 2009, com influências de outros grupos musicais, como Skank e Mamonas Assassinas. Criada essencialmente no rock nacional, a banda começou a integrar outros estilos musicais, misturando diversos gêneros da música brasileira, em um show que tem como objetivo ser engraçado e carismático, com muita interação com o público.

Juntos, já se apresentaram em mais de 250 shows, incluindo em grandes eventos como os festivais universitários O Inter e TUSCA, além do festival de aniversário de Bauru, e a Virada Cultural em Bauru. A Banda Larga também tem seu EP autoral, lançado em 2016, com quatro canções criadas pelo grupo. A banda também é focada em eventos beneficentes, como o Mary Dota Fest e a Feira da Bondade. Além de tocarem em bares e casas noturnas pela cidade e região.

Oficina Teórica – Memórias Partilhadas: Um Tanto De História E Um Tanto De Arte

A noite do evento segue com a apresentação de uma oficina sobre o Teatro Municipal de Bauru, que completou 20 anos de existência em 2020. Paulo Neves compartilha um pouco da história do teatro da cidade e da pessoa que tem seu nome junto ao teatro: Celina Lourdes Alves Neves, que completou seu centenário no mesmo ano.

Paulo Neves é professor, jornalista e diretor teatral, função esta que ocupa há 50 anos. Já dirigiu cerca de 100 espetáculos, ganhando vários prêmios em festivais, além de ser autor de mais de 20 espetáculos. Sua história com a arte também vem de família, seu avô era jornalista, sua mãe foi uma das primeiras diretoras teatrais do estado de São Paulo. Além disso, Celina Neves foi uma das fundadoras da Academia Bauruense de Letras, diretora do grupo Gil Vicente e fundadora da Escola Progresso.

Além da forte influência familiar, Paulo também buscou inspirações com o diretor Ademar Guerra, o também diretor Flávio Rangel e o escritor Plínio Marcos. Como professor de história e de teatro, lecionou para muitos nomes que hoje são profissionais de grande relevância, como Edson Celulari, Tina Kara, Ana Botosso, Gustavo Haddad, Fábio Sormani e Arieta Corrêa, entre muitos outros. Há 20 anos é dono do Curso Livre de Teatro Paulo Neves, lecionado na Casa de Cultura Celina Neves.

Amarelada de Medo

A penúltima apresentação da noite do festival é uma peça chamada “Amarelada de Medo”, do texto original de Chico Buarque, “Chapeuzinho Amarelo”. A história é de uma menina que tem medo de tudo e sente vergonha desse sentimento. Aprendendo que é algo comum para todos, a garota percebe uma forma de transformar esse medo em diversão.

A Companhia Teatral Mandrágora foi formada em 2002 e tem como trabalho a produção de performances, montagens teatrais e até cursos e oficinas livres de teatro. Os alunos da Cia. têm a oportunidade de fazer apresentações durante o aprendizado, inclusive, em algumas ocasiões, no Teatro Municipal de Bauru. Além desses trabalhos, a companhia teatral também faz o teatro empresarial, com trabalhos feitos junto a empresas. A apresentação “Amarelada de Medo” tem direção de Graziele Couruzzi, e atuação de Gislaine Reis, João Pedro Guilherme e Mirian Alves.

A Menina e o Pássaro Encantado

A última apresentação da noite é uma representação da história “A Menina e o Pássaro Encantado”, baseado no livro de mesmo nome de Rubem Alves. A história é um incentivo para as crianças lerem, e o uso de fantoches facilita essa relação com quem assiste.

A dupla que apresentará a peça é Paulo Balderramas e Humberto Pesci. Os dois artistas fazem parte do Teatro FantoCia, responsável por diversas apresentações teatrais e com uma lista de peças que vai até a década de 1990. Humberto atua como produtor executivo e principalmente como sonoplasta e iluminador, em apresentações como “Tio Conta Contos” e “A Varinha de Condão”. Paulo é diretor e ator e começou seu trabalho com teatro em 1984. Já dirigiu diversas peças, como “Contadores de Histórias”, “Non é Vero, é Veríssimo” e “O Dia em que Medo virou Música”.

  • Confira a programação de domingo (28)

Choro no riso

Na apresentação, Léo Zé sobe ao palco com um show de MPB essencialmente autoral, cantando músicas de seu próprio repertório e algumas do cancioneiro popular. O show é conduzido por Léo Zé, na voz e violão, acompanhado por Fernando Lima no baixo e Israel Reinaldo na bateria.

Léo Zé é compositor há 20 anos. Começou a trajetória com bandas de rock amadoras e estudou violão no Teatro Municipal de Bauru. Na década de 90, fez parte das bandas Ossadas do Menguele e Gardenal e, nos anos 2000, participou da banda Bluseados. Em 2006, gravou o disco autoral “O mundo vai acabar em dinheiro”. Em 2011, esteve no Festival Botucanto. Em 2012, seguindo carreira solo, Léo Zé lançou o disco “A Senha”, que teve músicas tocadas em rádios da região.

Tributo a Renato Russo (Legião Urbana)

A apresentação tem como proposta um show em homenagem a Renato Russo, um dos grandes nomes do rock nacional. O tributo é realizado por Carlos André Rodrigues na guitarra e vocal, acompanhado por Walmir Bonicontro no contrabaixo e Rogério Veiga na bateria.

Carlos André Rodrigues, conhecido como André Turco, iniciou sua trajetória na música participando das bandas Sex Machine e Trio Diabo A4, na década de 90. Participou de festivais como a Fenpop, Skol Rock, Festivalda e outros. Em 2002, iniciou sua carreira solo, se apresentando com voz e violão ou com bandas de apoio. Lançou dois CDs gravados em shows ao vivo e gravou os discos “Camaleão de A a Z” e “Meus segredos”. André também produziu o show “Porta voz dos meus heróis”, no qual homenageia nomes reconhecidos da música.

Novo Amor

Vitória Cação apresenta um show em voz e violão com músicas que narram a decisão pelo amor próprio e a recuperação da autoestima. A apresentação tem uma proposta leve e humorada, levando o ouvinte a refletir sobre a qualidade de seus relacionamentos.

Vitória Cação é pianista desde 2005. No formato voz e violão, toca bossa-nova e músicas autorais em bares e eventos bauruenses há cinco anos. Mantém o programa de entrevistas Profissão Compositor na TVFib, produz o Sonora Festival Internacional de Compositoras em Bauru com um grupo de voluntárias, e o site Compositores e Curiosos. Em 2020, foi aprovada na faculdade internacional de música Berklee College of Music e, hoje, a artista cursa a graduação em composição na Souza Lima, em São Paulo.

Melancia Em Treinamento

Na apresentação teatral, a personagem Ticanica explora diversas modalidades esportivas tentando encontrar qual é a sua vocação. Dentre as modalidades, a dança é a área em que a personagem descobre ter maior afinidade. A cena é apresentada por Etiene Amaro, acompanhada por Pedro Luiz Blanc.

Etiene Dias Fernandes Amaro é formada em artes cênicas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), em 2017. A artista também foi aluna de circo contemporâneo na Divisão de Ensino às Artes. Etiene é atriz na Cia Cirkômicos e mantém o projeto “A Viola e o Boal”, que trata da iniciação ao teatro através dos jogos teatrais e é voltado para escolas.

Durante sua trajetória, a artista participou, em 2013 e 2014, da oficina-espetáculo “Cortejo Abre-alas: PERCH”, em Campinas. A atriz fez parte do grupo teatral Ítalo Banda, formado em Londrina, e esteve em festivais como o 13º FESQ, em Cabo Frio/RJ, II SOL Cenas Curtas, em Araguari/MG, 13º Semana de Artes do Corpo da PUC, em São Paulo, entre outros.

A Revolta de Samauma

A apresentação teatral leva ao palco a lenda de Samauma, em que o ator Rafael Maia interpreta a personagem Osverde Campos. Na narrativa, Osverde conduz o público pela trajetória de Samauma, uma jovem indígena que, após ter sua aldeia atacada, é transformada pela Deusa Jaci em uma grande árvore que busca por harmonia.

Rafael Maia iniciou sua trajetória no teatro com cursos oferecido pela Secretaria de Cultura de Bauru. É graduado em artes visuais pela Universidade Metropolitana de Santos. É palhaço, ator, contador de histórias e cofundador do Grupo Folia do Divino. Faz parte do Solar Núcleo de Teatro, desde 2016, e participou como ator na Cia. Titius. Em 2012, em parceria com Thiago Neves e a Casa de Cultura Celina Neves, esteve no 1° FestinBau – Festival de Teatro Independente de Bauru.

Foi arte-educador no Grupo Ato e atuou nas peças “Alice no País das Maravilhas”, “A Ciranda e o Dom”, “A Farsa do Anjo da Asa Quebrada”, entre outros. Em 2018, participou da 14ª Mostra de Teatro de Jacarezinho “EnCena”. Atualmente, desenvolve uma adaptação do espetáculo Thurannos, que é encenado pela plataforma Google Meet.

Serviço
Festival “Viva a Cultura Fepac”
De 27/02 a 28/03, a partir das 20h
Canal do Youtube da Secretaria de Cultura de Bauru: youtube.com/SecretariadeCulturadeBauru
Facebook: /secretariadeculturadebauru
Instagram: @culturabauruoficial
Programação completa: www2.bauru.sp.gov.br/cultura/vivacultura

O festival é realizado pela Secretaria de Cultura, por meio do Fundo Especial de Promoção das Atividades Culturais – Fepac, e conta com a parceria do Diário do Brasil – TV Preve e da 94FM, e com o apoio da FAAC webTV (Unesp).

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