Novembro de 1988. Vinícius Tobias e Eduardo Mauad inauguram uma boate, uma casa noturna que marcaria, por completo, os eventos bauruenses, agitando noites e matinês. Bauru dançava na quadra 22 da Duque. Bauru definitivamente acontecia na Plenty Night Club. O vocábulo ‘plenty’ – do inglês cujo significado é muito, bastante, farto, abundante – fazia justiça ao nome, ao que a casa, à frente de seu tempo, oferecia. Quatro bares, uma pista de dança com telão sob a companhia de um jardim subterrâneo iluminado e muito, muito espaço para dançar o charme e o encanto dos encontros.

Sapatos 775 e calças Zoomp nos igualavam na pista. Erasure, Pet Shop Boys, Information Society, Rick Astley, Kokan, Tears for Fears mix, mix mixado pelo dj Marcelo. Dançávamos assistindo, assistíamos dançando. No bar, Keep Cooler, Saint Remy e Campari; havia também os que curtiam cerveja obesa e nicotina, muita nicotina. As meninas – com exclamação no tom – em lábios tão vermelhos quanto uma bala vermelha bem lambida. Numa conversa casual, pouco coalhada de gírias, a época nos reservava expressões como “massa”, “vai que vira”, “dar uns amassos”, nada que não causasse satisfação macia ao capô da pele e da boca.

Na pista, luminosos polvilhavam nossa dança e retidão a quem inerte, como caça ou caçador, contemplasse a alegria contagiante, a paquera circunstancial dos risos abafados. O escuro da escada esclarecia bem o ir e vir aos camarotes que, sob a testemunha de abajures silenciosos, disputados eram. No bar do piso superior, sentava -se a timidez reclusa por ‘once, twice, give-me your love’. No mínimo o máximo.

Aniversários, Halloween, carnaval, jogos de futebol, festas temáticas, baile de máscaras. No dia 07 de setembro de 1991, jovens liberavam o grito de independência na Plenty. Às margens da avenida Duque de Caxias, formandos do Objetivo tingiram de verde e amarelo o final de semana da Sem Limites, tornando-o tão agradável do que se costuma ser. As noites bauruenses passavam pela Plenty.

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