O mês de agosto é conhecido como Agosto Dourado. Neste mês, se intensificam as ações de promoção, proteção e apoio à amamentação. A data tem como objetivo incentivar o aleitamento materno e reforçar o vínculo entre mãe e bebê.

Além disso, outra pauta importante deste mês é a criação de bancos de doação de leite. Diversos fatores podem impedir que algumas mães amamentem seus filhos, e as fórmulas não possuem todas as vitaminas e nutrientes do leite humano. Por este motivo, esta acaba sendo a melhor alternativa para as famílias.

No entanto, ainda existem muitos mitos acerca do ato de amamentar. Até mesmo algumas crenças antigas se sobrepõem às informações verdadeiras e confundem as novas mamães.

Pensando nisso, o Social Bauru reuniu cinco mitos e cinco verdades sobre a amamentação.

Algumas mães têm o leite fraco

MITO! Não existe leite “fraco”. O leite materno é o alimento mais completo que existe. Não à toa, a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que a amamentação seja exclusiva até os seis meses de vida.

O leite da mãe sempre atenderá às necessidades do seu bebê, em quantidade e qualidade. Inclusive, apenas o leite materno possui componentes que agem diretamente no sistema imunológico do bebê, que são chamados de substâncias imunomoduladoras.

A doação de leite pode prejudicar a alimentação do bebê

MITO! A quantidade de leite produzida pela mãe é a ideal para alimentar o bebê. Estimular a ordenha para fazer a doação, na verdade, acaba produzindo mais leite – então pode ficar tranquila que não vai faltar.

O tipo de parto interfere na qualidade do leite

MITO! O tipo de parto – normal, natural, cesariana, fórceps e outros – não interfere em nada na qualidade do leite produzido pela mãe.

“O parto normal só faz o leite descer mais rápido, mas a qualidade é a mesma, esclarece Paula Maddarena, consultora de amamentação de Bauru.

Amamentar exige diversas restrições alimentares

MITO! Na verdade, o período da amamentação exige que a mãe esteja bem alimentada e com comidas variadas, para também se manter saudável.

A produção de leite é uma atividade tão intensa para o corpo da mãe quanto uma caminhada moderada, podendo queimar de 300 a 500 calorias por dia.

Por isso é tão importante manter uma alimentação rica, diversa e balanceada.

Este mito ainda é muito difundido porque as pessoas acreditam que certos alimentos causam cólicas no bebê. “A cólica está muito mais relacionada com a imaturidade do sistema gastrointestinal do bebê do que com o que a mãe come”, explica Paula.

Se você voltar ao trabalho, terá que desmamar seu bebê

MITO! Trabalhar fora não é sinônimo de desmame.

A mãe pode, por exemplo, ordenhar o leite para fazer um estoque. O trabalho com uma consultora de amamentação para receber orientações pode ser importante para garantir que tudo seja feito corretamente e o leite não estrague.

O peito pode ficar machucado nos primeiros dias de amamentação

VERDADE! A aréola é um tecido delicado, que nunca sofreu um atrito tão forte como a boca do bebê. “Sem uma pega adequada, as primeiras mamadas já podem machucar o peito da mãe”, pontua Paula.

A ginecologista, obstetra e mastologista Mariana Rosário dá algumas dicas para preparar o seio e evitar as lesões:

– Ainda durante a gestação, esfoliar o bico do peito com bucha vegetal comum;
Tomar sol nos seios pela manhã, diariamente (até às 10h), para que a pele fique mais forte;
Estimular os mamilos com a mão, para que eles tomem forma.

O estresse pode interferir na produção de leite

VERDADE! A produção de leite é ligada aos hormônios da mãe, e também está relacionada à sua condição psicológica. “A mãe precisa estar bem psicologicamente para ter a liberação hormonal adequada e a amamentação aconteça”, explica a consultora.

O estresse pode impedir a produção de prolactina, que é o hormônio responsável pela lactação. Por isso, ter uma rede de apoio (familiar ou não) é fundamental. Assim, a mãe pode se dedicar exclusivamente à rotina do bebê, especialmente nas primeiras semanas.

A amamentação pode durar até quando mãe e bebê quiserem

VERDADE! Apesar da recomendação da OMS indicar que a amamentação aconteça até os dois anos de idade, não existe um tempo limite.

A mãe só deixará de produzir leite quando a demanda do bebê diminuir ou parar. Enquanto ele mamar, haverá leite.

“Ninguém pode interferir na decisão do tempo em que a mãe vai amamentar. Só quem vai dizer até quando vai durar a amamentação é a mãe e o bebê”, diz Paula.

O leite pode ser congelado

VERDADE! O leite materno, em temperatura ambiente, é válido por duas horas. Na geladeira, por 12 horas e no congelador por até 15 dias.

Então se, por algum motivo, a mãe não puder amamentar por um período de tempo, ela pode ordenhar o leite e fazer um estoque congelado, para oferecer o alimento ao bebê em outros momentos.

A amamentação fortalece o vínculo entre mãe e bebê

VERDADE! A amamentação é um dos principais e mais fortes vínculos entre mãe e bebê desde o momento do nascimento.

O aleitamento não é apenas uma forma de alimentação, mas também de acalanto, afeto, amor e proteção.

Doação de leite humano em Bauru

Aqui em Bauru, as mães que têm interesse em doar leite materno ou precisam receber as doações – como para bebês prematuros ou hospitalizados – podem consultar o Banco de Leite Humano da cidade.

As famílias interessadas em fazer a doação devem entrar em contato com a instituição pelo telefone (14) 3226-3227 e agendar um horário para o procedimento.

Se a mãe já sabe efetuar o processo em casa, basta ligar para agendar o dia da coleta.

De acordo com a nutricionista Maria Nereida Panichi, coordenadora do Banco de Leite de Bauru, as doações de leite humano em Bauru aumentaram cerca de 50% durante a pandemia. Isso, porque as mães estão ficando mais em casa graças aos novos formatos de trabalho.

Serviço
Banco de Leite Humano de Bauru
Endereço: Av. Nações Unidas, 27-28 – Vila Nova Cidade Universitária
Horário de atendimento: De segunda à sexta-feira, das 7h às 18h
Contato: (14) 3226-3227

Consultoria
Paula Maddarena – consultora materno-infantil
YouTube: Paula Maddarena
Instagram: @paulamaddarena

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