“Audição quando a gente preserva faz todo sentido. Hoje, a gente consegue devolver a audição por meio da tecnologia, mas nada como ter uma audição normal”, afirma Cintia Fadini, fonoaudiologia e idealizadora da rede de clínicas Conexão Auditiva.

Hoje em dia, ela e mais duas fonoaudiólogas, Ana Claudia Bianco e Priscila Souza, se dividem entre as unidades da Conexão Auditiva em Itapeva, São Paulo, Bauru e Botucatu. Em cada clínica, as profissionais atendem pacientes com distúrbios relacionados à captação, percepção e interpretação de sons.

Mas fonoaudiólogo não é só para crianças?

Ao contrário do que muitos pensam, a fonoaudiologia não trabalha apenas com pessoas que querem melhorar a dicção ou crianças com problemas de fala. De acordo com o Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa), a área se divide em 12 especialidades.

Dentro dessa gama, as doutoras escolheram aprofundar-se com Audiologia, campo responsável por diagnosticar, tratar e prevenir distúrbios relacionados à audição.

Afinal, o que é perda auditiva?

Segundo a Dra. Cintia, pessoas com deficiência auditiva não são só aquelas que não escutam nada, como também as que têm dificuldades em captar e entender os sons, já que a deficiência auditiva pode ser caracterizada como leve, moderada, severa e profunda.

Dra. Cintia Fadini

“Começa com perda leve de não conseguir entender o que as pessoas falam ou de estar com muita gente e se confundir com os sons, isso já é considerado um sinal de perda auditiva”, afirma.

Além dos níveis, a perda auditiva se divide em três tipos: condutiva, neurossensorial e mista.

A primeira é quando algo impede ou reduz a capacidade do som percorrer o ouvido e chegar ao cérebro, como excesso de cera ou perfuração na membrana do tímpano. Na maioria dos casos, esse tipo pode ser tratado com cirurgias e medicamentos.

O segundo tipo de perda é a neurossensorial. Ela envolve a incapacidade ou dificuldade dos nervos e células do ouvido interno transmitirem o som ao cérebro. Aqui, o som chega, mas não é processado. Normalmente, os tratamentos para esse tipo de problema envolve aparelhos auditivos, que melhoram a capacidade de audição.

Aparelhos auditivos. Há modelos que ficam dentro e fora da orelha

Já a perda auditiva mista é a junção da perda condutiva e neurossensorial.

Na explicação, Dra. Ana Claudia usa aparelho intra-auricular

Quando procurar ajuda profissional

Necessidade constante de aumentar volume de aparelhos eletrônicos para ouvir melhor, pedir para repetir informações e escutar zumbidos são alguns motivos para procurar ajuda profissional.

De acordo com a Dra. Ana Claudia, 94% das pessoas que têm zumbido no ouvido têm perda de audição. “Ele pode ser um apito, um chiado, pode parecer um grilo, pode cada hora estar de um jeito”, informa.

Além disso, outros fatores podem indicar problemas auditivos, tais como: sensibilidade ao som, isolamento social, cansaço, dor de cabeça e estresse, pois o corpo trabalha mais para tentar ouvir e processar os sons ao redor. E aqui, a memória também é afetada.

“A perda auditiva pode causar alterações na memória e pode ser um gatilho para doenças como demência e Alzheimer”, informa Ana Claudia ao explicar que sem o processamento dos sons, o cérebro para de ser estimulado.

Como manter a saúde dos ouvidos

Vale ressaltar que os problemas na audição podem acometer todas as idades, apesar de serem mais comuns em idosos. Entretanto, o aumento de crianças e jovens com deficiência auditiva vem chamando atenção dos profissionais de saúde, principalmente por conta do uso inadequado dos fones de ouvido.

“O tipo e a intensidade [volume] do fone vão influenciar. Nunca pode ultrapassar metade do volume por conta do som mais alto”, afirma Dra. Cintia.

Fones do tipo concha, que encobrem as orelhas, são os mais indicados para prevenir problemas na audição. Além disso, evitar uso de hastes flexíveis, lugares com muito barulho e proporcionar repouso diário aos ouvidos contribui para mantê-los saudáveis.

Aparelhos auditivos são os novos óculos

Um dos exames para averiguar a audição é a Audiometria. O procedimento consiste em avaliar a capacidade de ouvir e interpretar sons. Com ele, é possível identificar o tipo, grau e configuração da perda auditiva.

Cabine para realização de Audiometria

Em alguns casos, como perdas condutivas, neurossensoriais e mistas, os aparelhos auditivos entram como solução corretora. Em comparação, é como o uso de óculos de grau para quem tem algum tipo de deficiência visual.

Entretanto, assim como os óculos, Cintia informa que o uso de aparelhos auditivos deve ser prescrito e acompanhado por profissionais de saúde, como médicos e fonoaudiólogos. Cada aparelho é programado de acordo com a necessidade do paciente.

“Por isso que não pode pegar aparelhos emprestados ou comprar pela internet, porque pode ser um aparelho desregulado e acaba sendo mais um ruído para o ouvido”, informa Cintia. “O aparelho é muito prático e fácil desde que tenha uma boa avaliação e um bom acompanhamento, assim, a audição retorna”, complementa.

O objetivo de conectar pessoas

A clínica Conexão Auditiva teve início em Itapeva, em 2019, durante um café entre a Dra. Cintia e os pacientes.

Por conta da demanda, em questão de meses, a clínica expandiu os atendimentos para Bauru, Botucatu e São Paulo, com a ajuda das doutoras Ana Claudia e Priscila Souza. Elas ainda revelam Praia Grande também contará com uma unidade da clínica até o final do ano.

“É uma forma diferente de mantermos a fonoaudióloga perto do paciente a fim de tratar e de acompanhar. Deu certo. Acho que expande quando dá certo”, finaliza.

Serviço

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Conexão Auditiva Bauru
Endereço: Rua Araújo Leite, 33-19, Jardim Aeroporto
Telefone: (14) 99607-2682
Site: www.conexaoauditiva.com.br/
Instagram: @conexaoauditivabauru
Facebook: /conexaoauditivabauru

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