Por mais que os conceitos do mundo financeiro estejam ao nosso redor diariamente, há muitas pessoas que têm dificuldade em compreendê-los e executá-los com maestria.

E foi pensando em ajudar pessoas e empresas no planejamento, investimento e controle financeiro que Ariadne Sodré, administradora por formação, começou a atuar como educadora financeira há mais de 10 anos, enquanto era bancária.

Hoje em dia, ela conduz a comunidade Mais que Rycas, onde presta mentoria financeira para mulheres, grupos femininos e casais. E desde o ano passado, atendeu mais de 300 pessoas.

Onde tudo começou

Apesar do sucesso de agora, não foi assim que a educadora começou. Natural de Piritiba, município do centro-norte da Bahia, Ariadne iniciou a carreira com o curso de administração.

Ao se formar, começou a trabalhar em um banco e três anos depois tornou-se gerente da agência. Em questão de pouco tempo, estava com salário alto e dívidas maiores ainda.

“Quando eu entrei no banco eu ganhei muito dinheiro. Comprava todo carro que queria, ia para a casa que queria, fazia toda viagem que queria. Eu antecipava sonhos e achava aquilo normal. Me afundei em dívidas, mas não queria ver a gravidade disso”, afirma Ariadne. “Até que um dia, uma caixa da minha agência me avisou que uma pessoa foi sacar um cheque meu que não tinha fundos. O cheque era de 72 reais. Meu mundo caiu”, complementa.

Naquela mesma semana em que ficou impactada com a própria situação econômica, a gerente recebeu um cliente que pedia por ajuda com as finanças da família. “Ele falou que eu era a pessoa certa para ajudar ele”, disse.

Ariadne acatou o pedido que interpretou ser um aviso divino. Com isso, se dirigia até a casa do cliente na zona rural baiana depois do expediente bancário. Com café e bolo na mesa, ela sentava-se ao lado dele e reunia papel, caneta e muito conhecimento empírico para ajudá-lo com as finanças.

O chamado daquele cliente ajudou Ariadne a colocar a própria vida econômica nos trilhos. “Todo problema financeiro tem solução, o que muda é o tempo. Eu precisei de quatro anos para me resolver, informa.

E por conta de indicações, Ariadne passou a atender mais pessoas durante as horas vagas. Até que em 2019, a bancária pediu demissão do banco para se dedicar somente à missão de educar financeiramente as famílias.

Método de ensino

Já no ano da pandemia, a baiana criou a comunidade online Clube das Rycas para mentorear mulheres e grupos femininos. Morando no centro-oeste paulista e de forma remota, Ariadne passou a executar aulas, exercícios, plantões e lives para cada turma durante 100 dias.

Foto: Mônica Silveira

De acordo com ela, os 100 dias são necessários para induzir a lógica de formação de hábitos e comportamentos. Nesse período, a educadora aplica o método Mais que Ryca elaborado por ela mesma e que se divide em: gastar melhor, investir bem e ganhar mais. Ainda segundo Ariadne, gastar melhor não significa gastar menos, mas sim entender o processo de gasto de cada um.

“Eu vou ensinar a fazer ‘2 + 2’, mas antes da operação, eu vou trabalhar com o fator comportamental, porque o dinheiro é emocional”, informa. “Essa é a lógica do gastar melhor: lidar com as crenças financeiras que trazemos da infância, do padrão familiar, com mentalidade e comportamento”, afirma.

O processo de mentoria é elaborado de acordo com cada demanda e leva como base a experiência de vida de Ariadne em conjunto com conhecimento da área administrativa.  A próxima mentoria em grupo está com inscrições abertas e começa dia 27 de outubro.

Ganhar mais é relativo

Após entender o processo de gasto, a educadora ensina a fazer aplicações para investimentos e a entender o que é ganhar mais na concepção de cada pessoa.

“Depois de gastar melhor, investir bem, eu já estou com outra pessoa. O ganhar mais é relativo. Às vezes é dinheiro, às vezes é qualidade de vida ou produtividade”, disse.

Foto: Mônica Silveira

Quem precisa de educação financeira?

Independente da idade, esse tipo de educação é necessária, como pontua Ariadne. Sendo assim, empresárias, funcionárias do setor público e privado, profissionais liberais e autônomas procuram a educadora diariamente.

De acordo com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a educação financeira pode ser entendida como o processo em que consumidores e investidores aprimoram a compreensão sobre conceitos, produtos, oportunidades e riscos financeiros a fim de desenvolver habilidades de bem-estar econômico. Em outra palavras, é reconhecer o dinheiro e como ele funciona.

Ariadne Sodré ainda aconselha por onde começar.

“Primeiro é saber o quanto ganha e gasta exatamente. A segunda dica é conversar com a família. Às vezes a gente faz sobrar 100 reais ao mês e para um é óbvio que aqueles 100 reais é para investir na viagem, enquanto para o outro é óbvio que é para pagar dívidas. E a terceira dica é ter senso de propósito. Saber para onde quer ir, o que quer”, finaliza.

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Serviço

Ariadne Sodré
Site: ariadnesodre.com.br
Instagram: @ariadnesodre_suamentora

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