Os profissionais se identificam com suas profissões de diversas formas. Aretha Vilas Boas, nutricionista, se encantou pela área na primeira faculdade, mas também passou por alguns momentos de transtornos alimentares que hoje refletem em seus atendimentos.

Natural de Araçatuba, Aretha veio para Bauru em 2005 com a família, após a mãe ser transferida para trabalhar aqui. A filha acabou entrando na área administrativa da mesma empresa de telefonia e, em 2007, iniciou a graduação em Educação Física na FIB, onde se formou, mas não chegou a exercer a profissão.

No entanto, em seu último ano de faculdade, ela teve uma matéria básica de nutrição que fazia parte da grade horária. “O professor dava as aulas de forma tão brilhante que eu saí de lá querendo fazer nutrição”, lembra a profissional.

O sonho foi adiado, já que quando terminou a faculdade, em 2010, Aretha foi promovida na empresa em que trabalhava. Como ela já não tinha certeza sobre a carreira como educadora física, manteve o emprego.

Nessa mesma época, por conta da rotina, ela começou a ganhar peso. Isso a fez procurar dietas restritivas na internet, que a faziam perder peso rápido. “Eu cheguei a perder 10kg em um mês. Acontece que os processos fisiológicos fazem com que o corpo tente compensar essas restrições, então eu sempre (re)ganhava peso a mais do que tinha perdido”, comenta.

Ela lembra que chegou até mesmo a tomar medicamentos que tinham efeito de emagrecimento a curto prazo, mas não conseguia manter os resultados e voltava a engordar.

O retorno à universidade

Quando chegou aos 30 anos, Aretha começou a ficar incomodada com a rotina de sempre e decidiu mudar. Motivada pelo marido, ela pediu demissão do emprego em que estava há 13 anos para voltar a estudar e finalmente realizar o sonho de cursar nutrição.

Mesmo antes de tomar a decisão, a profissional já frequentava o campus da Unisagrado, onde fazia atendimento psicológico gratuito. “Eu entrava e pensava ‘eu vou fazer nutrição e vai ser aqui’”, lembra.

Ela fez a matrícula no fim de 2017 e iniciou a nova faculdade em 2018. “Nos primeiros dias de aula eu pensei: ‘por que eu não fiz isso antes?'”, diz.

Aretha também comenta sobre o choque de gerações que sentiu ao voltar para a faculdade após oito anos. “Eu me deparei com uma galera muito rápida, parecia que eu estava em outra época. Em 2010 ninguém tinha celular, e de repente eu vi gente do meu lado fotografando slide”, pontua.

Estágios durante o curso

Por já ter cursado educação física, Aretha conseguiu eliminar várias matérias e, apesar de saber que gostaria de trabalhar com nutrição clínica, fez diversos estágios durante a graduação. Segundo ela, essas vivências a ajudaram muito e a fizeram entender outras bases da área.

Ela trabalhou dentro de escolas, hospitais, UBSs e na UAN, que é uma unidade de alimentação nutricional dentro de empresas da cidade. “Esses estágios dão outra visão da nutrição, você passa por várias etapas e muitos profissionais se descobrem ali”, comenta.

Especialização em emagrecimento

A época em que Aretha passou pela fase de perda e ganho de peso várias vezes foi determinante para que ela escolhesse se especializar em emagrecimento.

A nutricionista comenta que nem sempre as situações relacionadas à alimentação têm a ver só com a quantidade de comida ingerida. Se ela identifica algum tipo de problema comportamental, sugere ao paciente que procure ajuda psicológica e alie a terapia às consultas nutricionais. “Quando eu me formei, foi como se fosse uma missão mesmo, pra ajudar essas pessoas. Porque eu sei o que elas passam”, completa.

Segundo ela, a palavra “dieta” assusta quem procura por esses profissionais, já que vem quase sempre associada à ideia de restrição de alimentos. “Dieta é uma palavra do grego que significa ‘modo de vida’. Eu tenho um modo de vida, você tem um modo de vida. O modo de vida é o padrão alimentar do seu dia a dia”, esclarece.

Dessa forma, Aretha defende que é possível emagrecer comendo de tudo, sem restrições pesadas ou jejuns desnecessários.

Ela diz que gosta bastante de trabalhar com emagrecimento feminino, e que muitas mulheres não sabem que existem patologias que podem ser tratadas com acompanhamento nutricional, como a endometriose e a síndrome dos ovários policísticos.

Sobre o atendimento

Aretha atende de forma presencial e online e, antes de qualquer coisa, conversa com os pacientes para entender por que procuram pelas consultas. “Faço uma anamnese completa, perguntando tudo. Os hábitos, se ele trata alguma doença, quais são os antecedentes familiares, e até mesmo se tem ansiedade”, explica.

No consultório, ela faz avaliação por dobras cutâneas com um adipômetro para calcular a quantidade de gordura e músculos que a pessoa tem. Faz também a medição de circunferências, como cintura e braços, e monta um pré-cardápio de acordo com o que a pessoa come.

Nesse primeiro momento, a nutricionista já estabelece algumas metas que serão adaptadas com o tempo. Ela também fala bastante sobre atividades físicas no dia a dia. “É uma coisa que eu gosto muito. Vai liberar bons hormônios, a pessoa vai ficar mais feliz e, claro, ajuda a queimar gordura”, completa.

Aretha oferece suporte para os pacientes e pergunta, periodicamente, como a pessoa está e se está conseguindo cumprir os combinados. Caso necessário, mais ajustes são feitos para que os objetivos sejam possíveis.

No caso das consultas online, o acompanhamento é feito com fotos. O aplicativo Web Diet é utilizado por todos os pacientes de Aretha e eles podem acompanhar o progresso dos atendimentos. “Na maioria das vezes, o paciente não percebe a própria evolução, mas quando compara as fotos, até se assusta. A mudança não é necessariamente nos números da balança”, comenta.

Quem procura pela nutri?

A nutricionista explica que os pacientes chegam ao consultório com muitas dúvidas relacionadas ao que veem nas redes sociais, principalmente sobre o que pode ou não pode ser consumido.

“Eles têm medo de comida. Pode comer arroz e feijão? Pode, é comida! Pode dar ovo pro filho? Pode, é comida! Com todas essas marcas fit, zero, ninguém busca voltar ao natural. Na dúvida, vai no básico: arroz, feijão, carne e salada”, acrescenta.

Ela ainda esclarece que, apesar de muitas pessoas acreditarem que é o exercício que vai fazer emagrecer, ele é apenas uma parte desse processo de mudança de hábitos – a alimentação saudável é importantíssima e indispensável.

Projeto Metamorfose 28 dias

Atualmente, Aretha cursa pós-graduação em nutrição esportiva e estética. É uma área que ela gosta bastante já que, além de educadora física, também é praticante de Crossfit há sete anos.

Sua área de atuação a tornou idealizadora do Projeto Metamorfose 28 dias, ao lado da também nutricionista Rochely Luizi. A ação é focada em mudança de hábitos com alimentação e exercícios.

A turma é reunida em um grupo no WhatsApp e, a cada semana, as nutris lançam desafios com sugestões de cardápios e treinos, que podem ser feitos em casa e sem o uso de aparelhos.

Os participantes ajudam e incentivam uns aos outros na interação online. A primeira turma contou com 23 alunos. A segunda, que está em andamento, tem 32 participantes.

“O pessoal sempre dá bons feedbacks. Nós também temos lives durante a semana. Trouxemos uma psicóloga comportamental e também teremos um médico, um educador físico e uma coach mental”, acrescenta a idealizadora.

A próxima edição será adaptada para a época do inverno.

Evoluare – Saúde, Estética & Bem-estar

A nutricionista Aretha Vilas Boas está atendendo há um mês na Clínica Evoluare, que conta com dez profissionais entre fisioterapeutas, esteticistas, dermatologistas, psicólogos e outros.

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Serviço
Nutricionista Aretha Vilas Boas
Endereço: Rua Machado de Assis, 8-31, na Evoluare – Saúde, Estética & Bem-estar.
Horário de atendimento: com hora marcada
Contato: (14) 98112-5056
Instagram: @nutri.arethavilasboas
Facebook: /nutri.arethavilasboas

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