Toda maternidade é única. Cada mãe tem uma história, e cada família conhece as alegrias e as angústias da chegada de um filho.

Alguns não são planejados, outros são muito esperados. No entanto, muitas mães passam meses – às vezes, anos – tentando engravidar de forma natural. Elas são chamadas de tentantes, e na maioria das vezes precisam recorrer à ajuda médica para conseguir ter um filho.

Oito anos de tentativa

A bauruense Aline Alves começou a tentar engravidar assim que casou, em 2013. Seus exames de rotina não apontavam nada de errado, mas mesmo assim o positivo não vinha. Após um exame mais específico de laparoscopia, Aline descobriu que tinha endometriose, uma doença que atinge cerca de 15% das mulheres brasileiras. 

(Foto: arquivo pessoal)

Ela fez o tratamento e conseguiu engravidar, mas era uma gravidez ectópica – o embrião estava se desenvolvendo nas trompas. “Aí começou um novo processo, onde eu ia ter um pouco mais de dificuldade para engravidar”, conta. 

Com mais exames durante as tentativas, a bauruense descobriu que estava entrando em uma menopausa precoce, aos 34 anos. “Fiz várias tentativas de gravidez programada, acompanhamento de ovulação, mas nada disso foi alcançado com sucesso”, lembra Aline. 

O tão sonhado positivo

Nessa época, o casal procurou um médico em Campinas para falar sobre a possibilidade de fazer uma fertilização. Dois anos após esse primeiro contato, em 2020, eles realizaram o procedimento. 

(Foto: Bebê Foto e Vídeo)

“Nós precisávamos esperar 15 dias para saber se tinha dado certo. O 15º dia seria em uma sexta-feira, mas não aguentamos esperar e fizemos um teste de farmácia na quarta. Eu e meu marido demos pulos de alegria, finalmente chegou o positivo, completa.

Dois é bom, três é demais

Aline fez o acompanhamento pré-natal com seu ginecologista de Bauru, que solicitou uma ultrassonografia. Aí veio mais uma surpresa: apesar da fertilização ter sido feita com dois óvulos, a família estava esperando três bebês!

Ítalo, Miguel e Isadora hoje têm dez meses e são a alegria da família. Aline diz que se sente muito abençoada com seus filhos, especialmente depois de tudo o que a família passou. Ser mãe de três pra mim é fantástico. Agradeço muito a Deus por ter me escolhido para cumprir essa missão”, completa.

 

Duas princesas

Mirella Ribeiro Candia também foi tentante durante três anos. “Eu fiz os exames e meus hormônios estavam todos alterados. Foi um choque, porque a minha chance de engravidar pelo método convencional era mínimo”, comenta. 

Ela também procurou um especialista de Campinas e fez a fertilização in vitro

“O médico pediu para eu fazer um teste em nove dias. Em sete, fiz um de farmácia e já deu positivo, conta Mirella. Dois dias depois, com o beta HCG também positivo, o médico só confirmou que estava tudo certo.

(Foto: Camilla Resta)

As gêmeas Luísa e Helena já estão com três anos e meio. 

Infertilidade e tratamentos

De acordo com a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, é estimado que cerca de 35% dos casos de infertilidade estão relacionados à mulher, 35% ao homem, 20% a ambos e 10% são provocados por causas desconhecidas. No entanto, a maior parte é tratável. Por isso, o sonho da maternidade ou paternidade é possível para a maioria.

Ainda de acordo com a SBRA, os principais tratamentos para infertilidade – utilizados pelas tentantes –, são:

  • Indução da ovulação com namoro programado
  • Inseminação intrauterina
  • Fertilização in vitro clássica ou convencional
  • Injeção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI)
  • Mini fertilização in vitro (Mini-FIV)
  • Doação de óvulo (ovodoação)
  • Doação de espermatozóides (banco de sêmen)
  • Gestação de substituição/doação temporária de útero
  • Teste genético pré-implantacional (PGT)

Esses métodos são utilizados para casais heterossexuais e também homoafetivos. Além disso, a gravidez não é a única forma de ter filhos. A adoção também é um caminho possível.

“Sempre falo pra quem tem esse sonho não desistir porque a hora é certa para cada um de nós”, diz Mirella. “Se você tem um sentimento de querer ser mãe ou pai é porque Deus quer a mesma coisa. Nós temos que correr atrás”, finaliza Aline.

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