O projeto Fruto Urbano está à procura de financiadores para continuar atuando em Bauru e região. Pessoas físicas e jurídicas podem incentivar a organização sem fins lucrativos que já plantou mais de 30 mil árvores nativas e frutíferas.

A meta do Fruto Urbano permanece a mesma desde que iniciou as atividades em 2014: tornar cada município brasileiro mais arborizado ao promover bosques, parques e pomares públicos.

Para cumprir com essa proposta ambiciosa, a iniciativa conta com o auxílio dos idealizadores Khalil e Miguel Axcar e de outros voluntários que compõem as equipes de operação, comunicação, design e captação de recursos. Entretanto, mesmo com esse apoio, eles enfrentam dificuldades para a retomada das atividades.

“A gente precisa de apoio de empresas. Recebíamos incentivo de algumas, mas diminuiu com a pandemia”, informa Miguel. “Estamos retornando e procurando por alguns patrocinadores agora, com uma campanha para ter sustentabilidade financeira”, complementa.

Foto: divulgação/Fruto Urbano

Os patrocinadores incluem desde pessoas físicas a grandes incorporadoras bauruenses.

Todos os recursos arrecadados são destinados para despesas administrativas, compra de insumos, ferramentas, protetores de mudas, manutenção e aquisição de mudas frutíferas nativas com mais de um metro e meio.

Segundo a dupla idealizadora, cerca de 10 mil reais por mês seria suficiente para manter o Fruto Urbano operando na região.

“Se tivesse 10 mil reais entrando mensalmente, daria para pagarmos um jardineiro que vai cuidar das mudas recém plantadas, fazer manutenção, ter acesso a ferramentas, consertar cavadeira que quebrou, comprar mudas e insumos para os plantios”, informa os irmãos sobre os custeios do Fruto Urbano.

Por que investir no Fruto Urbano?

Em contrapartida às doações, o Fruto Urbano oferece de brindes a espaços de divulgação nas ações e páginas digitais. Tudo conforme a contribuição mensal. A iniciativa tem como propósito cativar os doadores e mostrar para a sociedade quem coopera para que o projeto se mantenha produzindo áreas verdes nos centros urbanos.

Foto: divulgação/Fruto Urbano

planos mensais para pessoas físicas a partir de R$10. No caso das empresas, as contribuições partem de R$100 e chegam a R$5.000.

De acordo com o Programa Avançar, organização do Banco Santander que desenvolve conteúdos para empresas, no futuro, “as organizações que não investirem no desenvolvimento social das comunidades nas quais estão inseridas perderão destaque no mercado”. O fato é decorrente da vantagem competitiva das empresas que está relacionada com o alinhamento de ações sustentáveis com a rentabilidade da companhia.

“Faz parte de um movimento global as empresas apoiarem a preservação ambiental nas sociedades e ecossistemas que atuam. Então, se é uma empresa de Bauru, ela está explorando esse ecossistema e isso [apoiar iniciativas locais de sustentabilidade] é uma forma dela impactar positivamente o local que ela está e faz parte”, afirma Khalil.

Foto: divulgação/Fruto Urbano

Campanha no Catarse

Além da aba “Seja um Apoiador” disponível no site do Fruto Urbano, o projeto lançou uma campanha de financiamento coletivo no Catarse neste mês. Dessa forma, é possível manter um plano de apoio mensal por meio de uma assinatura.

Sobre o Fruto Urbano

O Fruto Urbano começou como “um trabalho de guerrilha urbana”, apresenta a dupla de irmãos e idealizadores. Foi em 2014 que Khalil e Miguel começaram a sair por Bauru de bicicleta para plantar árvores. O motivo? A falta de vegetação nativa e frutífera pela cidade.

“Começamos fazendo mudas em casa e plantando sozinhos, de bicicleta, e fomos convidando amigos. Decidimos criar um evento nas redes sociais e cresceu tanto que já chegamos a reunir 500 pessoas em um plantio coletivo”, conta Miguel em reportagem ao Social Bauru em 2019.

De lá para cá, muita coisa mudou. O projeto tomou corpo, virou coletivo e tem estrutura replicada a nível nacional.

Foto: divulgação/Fruto Urbano

Araçá-amarelo, Azedinha, Cereja-do-rio-grande, Gabiroba e Jabuticaba são algumas das espécies ameaçadas de extinção que o projeto planta em Bauru, Agudos, Duartina e Bariri, por meio dos coletivos.

“Pomar urbano é um espaço verde, público e de lazer. Nós priorizamos áreas economicamente desfavorecidas, como as periferias. Mas também plantamos em outras áreas, assim as pessoas podem chegar com uma bacia e levar uma bacia cheia de frutas pra casa”, afirma Miguel, além de informar sobre a importância dessa vegetação para a fauna local.

Serviço

Fruto Urbano
Site: www.frutourbano.org.br
Facebook: /frutourbano
Instagram: @frutourbano

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