A junção de fenol (derivado de petróleo) com formaldeído (um álcool) a outras substâncias aquecidas resultou na criação de um material leve, maleável, reutilizável e resistente. A criação levou o nome de “plástico”, palavra de origem grega – plastikós – que significa “moldar” ou “flexível”.

O pesquisador norte-americano Leo Baekeland foi o responsável pelo primeiro plástico sintético criado pelo homem. O ano era 1907 e nascia o baquelite (Foto: reprodução/BBC)

Apesar de existir desde o começo do século, o plástico encontrou na Segunda Guerra Mundial um impulsionador. O mercado da época buscava alternativas à escassez de aço, cobre, zinco e alumínio. A partir dali, carros, roupas, eletrodomésticos, medicina, tecnologia e até a construção civil foram invadidas pelo material. Começava a explosão de consumo.

Já naquele tempo, 1950, a produção de plástico alcançava a marca de 2 milhões de toneladas anuais. Por se tratar de um material sintético, que a natureza não produz, o plástico também não era decomposto. Assim surgiu a reciclagem, nos anos 80.

Até hoje, o processo de reciclagem não elimina o material, apenas o transforma em outro produto. Entretanto, justamente por isso, é uma das alternativas que diminui o impacto socioambiental. Dentre os benefícios está a economia de energia, conservação de recursos naturais, geração de empregos e, claro, proteção dos ecossistemas.

Em Bauru, há cooperativas de reciclagem que fazem isso na prática. Elas captam o material reciclável, separam e vendem para indústria específica, sendo essa, responsável por transformá-lo em matéria-prima para outros produtos.

 

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Por se tratar de uma questão mundial, pautada também pela Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), cada vez mais empresas e indústrias estão se responsabilizando, colocando em prática e incentivando a reciclagem no dia a dia. Aqui entra o caso da CP Distribuidora, empresa bauruense que há 29 anos é especializada em produtos de higiene, limpeza e embalagens descartáveis.

Projeto Viramais e a reciclagem de isopor em Bauru e região

Por meio do Movimento Viramais, projeto iniciado pela indústria brasileira de embalagens Meiwa Embalagens, a CP Distribuidora conscientiza a população sobre a coleta e reciclagem dos materiais em EPS (Poliestireno Expandido), popularmente conhecidos como Isopor.

Ao contrário do que alguns pensam, o material pode – e deve – ser reciclado, desde que esteja limpo e sem resíduos, como gordura, molhos e afins. Para isso, além das conscientização com especialistas que ensinam a separar, limpar e etc, a empresa bauruense também implantou cabines de captação nos oito ecopontos de Bauru.

“As cooperativas pegam todos os dias esse material para ser reciclado. Agora estamos levando esse projeto para mais 15 cidades com a expectativa de tirar dos lixões e aterros sanitários um volume gigantesco de embalagens”, informa Rafael Cavaca, gerente de marketing da CP Distribuidora.

O material coletado pelas cooperativas em Bauru vira dinheiro ao ser vendido para a indústria, onde retorna à cadeia produtiva ao transformar-se em matéria-prima para diversos itens, como brinquedos, materiais didáticos, materiais de construção civil e etc.

Rafael Cavaca apresenta cabine para descarte de isopor na sede da CP Distribuidora em Bauru

“Em Bauru, o município paga por quilômetro rodado para levar o lixo e paga por metro cúbico para jogar no aterro sanitário em Piratininga. Então, se você calcular o tanto de isopor que vai pro lixão, e que pode ser reciclado, estamos pagando para enterrar dinheiro”, afirma Rafael.

Como funciona o isopor biodegradável

Entretanto, apesar dos esforços, nem tudo tem seu devido fim. Em Bauru, por exemplo, apenas 2% do lixo produzido é reciclado. Isso equivale a 5,6 toneladas de um total de 280. Os dados são da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (EMDURB).

Pensando nesses locais e pessoas que ainda não aderiram à prática, a CP Distribuidora trabalha com embalagens de isopor que são biodegradáveis. De acordo com a fabricante, a Meiwa Embalagens, a composição desses itens (que também podem ser reciclados) é projetada para diminuir o impacto no meio ambiente.

Para isso, na fabricação, eles contam com um aditivo orgânico que acelera o processo de biodegradação do plástico ou polímero. Assim, quando a embalagem está em ambiente sem oxigênio, como no aterro sanitário, inicia a biodegradação, que vai ter como resultado a transformação do item em metano (CH4), gás carbônico (CO2) e húmus.

As embalagens de isopor da Meiwa que são biodegradáveis levam o selo bio+

CP Distribuidora em 180 cidades

Delivery, rotisserie, hospitais, empresas, marmitarias, restaurantes, supermercados, sorveterias, padarias e docerias utilizam dos diversos tipos de embalagens. Segundo Rafael, a distribuidora é a única representante da Meiwa na região, onde cerca de 180 cidades são atendidas.

Estoque da CP Distribuidora em Bauru

Para essa e outras marcas, o local conta com vendedores consultivos que analisam o processo produtivo de cada empresa e propõe uma “venda assertiva”, explica. Além disso, há a possibilidade de teste antes da compra.

“Clínicas, hospitais e até mercados pedem o laudo técnico. Antes da venda, enviamos os laudos, inclusive da ANVISA [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], que comprovam como os alimentos podem ficar em contato com aquelas embalagens”, informa Rafael.

Além dos itens biodegradáveis, a CP Distribuidora também trabalha com embalagens convencionais e com linhas de higiene, como porta-papéis, e limpeza, como produtos concentrados.

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Serviço

CP Distribuidora
Local: R. Waldemar Pereira da Silveira, 2-129 – Distrito Industrial Domingos Biancardi
Atendimento durante a pandemia: sexta-feira, das 08h às 18h
Contato: (14) 3161-4900
Facebook: /CPdistribuidoraBauru
Instagram: @cpdistribuidora

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