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Uma greve, um grupo no whatsapp, tédio e muito amor pelo esporte. Esses foram os ingredientes necessários para o nascimento da Locomotiva Esportiva (LE). O nome faz uma referência à cidade de Bauru, que se desenvolveu a partir do entroncamento das estradas de ferro Noroeste do Brasil, Sorocabana e da Rede Ferroviária Federal. “Além disso, a Locomotiva é o mascote do Esporte Clube Noroeste, um dos mais tradicionais times do interior paulista”, explica a equipe da Locomotiva.

A primeira versão do site foi colocada no ar no dia 17 de agosto de 2014 e “foi tenebroso” segundo a equipe. “O layout não era nada bonito, o site era muito pesado e ainda não tínhamos o traquejo necessário na escrita”, explicam.

Em novembro do mesmo ano é que as coisas começaram a dar certo. Aconteceu em Bauru o “Jogos Abertos do Interior”, evento que deu ao pessoal da LE a oportunidade de viver a rotina da competição e do jornalismo esportivo. “Além disso, fizemos várias entrevistas com esportistas do calibre de Diego Hypólito, Fabiana Muerer e Hugo Hoyama”, conta a equipe. “Nós tivemos a certeza de que era aquilo que queríamos”, completam.

Depois de um começo de projeto tenebroso, hoje a Locomotiva Esportiva pode se orgulhar do seu Prêmio Top Blog 2015, na categoria melhor site esportivo independente. A LE ganhou por júri popular, fato que deixou a equipe ainda mais contente. “Mostra que as pessoas estão reconhecendo nosso trabalho e votando na gente também”, contam. “Além disso, foi uma grande honra receber esse prêmio por um outro motivo. Nunca fizemos questão de esconder que uma das nossas maiores inspirações na construção da LE foi o Fernando BH, com o Canhota 10. E o próprio BH levou o prêmio de melhor blog em 2013. Então, conquistar o mesmo prêmio que o Canhota 10 foi algo muito gratificante”, explicam.

O site é formado por dez estudantes de jornalismo, maioria da Unesp de Bauru. São eles: Bruna Moura, Bruno Ribeiro, Edgard Vicentini, Érika Alfaro, Fabio Toledo, Gabriel Castro, Rafael De Luca, Rodrigo Correia, Lucas Guanaes e Gustavo Abraão. O fato de eles serem estudantes – do primeiro semestre ainda em 2014 – fez a Locomotiva cambalear pela falta de experiência e conhecimento técnico. Mas com os erros cometidos e com os novos aprendizados em sala de aula a LE melhorou em diversos aspectos.

“Quando nosso trabalho começou a ser reconhecido, alguns professores nos deram algumas dicas, demonstraram interesse, coisas assim. Mas ainda nos surpreendemos com a reação das pessoas. A grande maioria ainda não sabe que a LE é formada por estudantes, e geralmente ficam espantados ao ver as coisas que nós conquistamos e conseguimos fazer”, conta a equipe.

Apesar do sucesso, a LE ainda enfrenta muitos obstáculos. “O que realmente atrapalha e nos limita no momento é a falta dinheiro. Este ano, por exemplo, não fomos cobrir o Jogo das Estrelas do NBB porque não encontramos um patrocinador”, finalizam.

Os meninos e meninas da LE veem no projeto a oportunidade de vivenciar o mercado de trabalho e cobrir buracos que a faculdade deixa na formação. “As pessoas procuram por qualidade, não por currículo. Uma coisa não está necessariamente atrelada a outra. E se o público gosta do nosso estilo, ficamos muito contentes com isso”, afirmam.

A Locomotiva tem como objetivo principal a valorização do esporte bauruense. “Queremos dar para as equipes da cidade a cobertura que as grandes mídias não dão. Buscamos levas às pessoas um conteúdo diferenciado, pois há muita coisa a ser mostrada por aqui”, explicam. Porém, atualmente, o público da LE deixou de ser local e virou estadual, quase nacional. “Acabamos por levar o nome da cidade para muitas outras pessoas”, conta a equipe.

Para o futuro a Locomotiva almeja grandes realizações. “Vamos buscar o crescimento da Locomotiva Esportiva, apostando em nossa linguagem diferente, mais analítica que a convencional, em plataformas além da escrita e uma interação maior com a comunidade”, finalizam.

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