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Hoje, dia 28 de abril, é comemorado o Dia da Sogra. Para muitos e muitas, ter uma boa relação com a sogra não é algo tão simples assim, já que as relações familiares, independentemente do parentesco são, geralmente, complexas. “No caso da sogra e da nora/genro, temos duas relações sobrepostas: a sogra também é mãe, e a nora/genro também é filho(a) e esposo(a). Esse triângulo pode acabar trazendo problemas, pois são diferentes expectativas para atender ao mesmo tempo…”, explica Adriana Serrano, psicóloga clínica, especialista em Terapia Comportamental, daqui de Bauru.

Segundo a profissional, é na vida adulta que a pessoa passa por uma fase chamada de individuação, ou seja, quando o indivíduo quer tornar-se único e, para que isso se torne possível, ele acaba sentindo necessidade de viver situações fora do centro familiar. “Esse é um processo bastante importante de constituição do ser humano, mas que nem sempre é vivido de forma consciente e harmoniosa pelas famílias e pelos próprios indivíduos. Não é raro que esse processo seja marcado por sentimentos como culpa, tristeza, rejeição e raiva, tanto do filho que tenta se individualizar quanto da família que de alguma forma vai sentindo seu ninho vazio”, diz.

Para Adriana, os embates entre sogras e genros e noras representam este período e, dessa forma, o (a) parceiro (a) é visto como a pessoa que está afastando esta pessoa do seio familiar. “Com isso, as famílias se esquivam de perceber o quanto as escolhas feitas pelo(a) seu filho(a) conjuntamente com seu parceiro (nesse caso, nora ou genro) expressam a individualidade do próprio filho, e não apenas do seu parceiro. Um bom projeto de vida a dois tem (deve ter) as marcas de ambos os parceiros, e não apenas de um deles. Nesse sentido, o genro/nora tende a ser visto como um ‘intruso’, que manipulou ou convenceu o(a) filho(a) a abdicar do projeto da família de origem em nome de um outro projeto que não combina com aquele idealizado pelos familiares”, afirma.

Mas nada de pânico: para a profissional, estas reações de rejeição que podem vir da sogra são totalmente natural – só é preciso compreensão dos dois lados. “Afinal, se queremos que quem amamos (seja filho, filha, marido, esposa, mãe ou sogra) seja feliz, precisamos ter sobre ele(a) um entendimento sensível, que permita a expressão da individualidade e a responsabilização pelas escolhas realizadas por cada um. E nesse ponto, respeito é fundamental!”.

Mãe e filha, amigas, irmãs!
A bauruense Hélida Ribas é só elogios a sua sogra, Enide, com quem tem uma boa relação desde sempre. “Por eu já ter conhecido a minha sogra antes de namorar meu marido, nós desenvolvemos uma amizade muito sincera desde que nos conhecemos. Ela é muito acessível e eu sempre me dediquei muito aos meus amigos…foi uma amizade que nasceu sem qualquer dificuldade!”, afirma.

Para ela, a boa relação provém dos princípios que ambas têm em comum e o mesmo conceito sobre amizade. Hélida ainda afirma que o bom relacionamento com a sogra influencia positivamente no casamento: “por sermos amigas, me sinto à vontade de me abrir com ela (assim como me sinto com minha mãe) pra pedir conselhos que vão me ajudar a ser uma melhor esposa pra herança mais preciosa que ela tem, e que dividiu comigo, que é o filho dela.”

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