Com os avanços tecnológicos e as mudanças que a sociedade atual passa constantemente, são visíveis as transformações em atividades do cotidiano das pessoas, principalmente na economia.

Com um público cada vez mais seletivo com o que e onde investir, a criatividade se mostra algo necessário e um diferencial para quem busca inovação e destaque no mercado de trabalho.

Cada vez mais as feiras e eventos que estimulam a economia criativa vem tomando força no país, e em Bauru, essa tendência já tem nome e público fiel.

O festival Arte Ataca, o Mercado UBU e as feiras que estimulam a produção criativa chegam a Bauru para criar uma nova visão de empreendedorismo e consumo.

Criatividade inovadora

Juliana Vitorino é bauruense e desenvolvedora de feiras de economia criativa em toda a cidade e vê em Bauru uma necessidade de se organizar novos modelos de economia, pois, os atuais estão se tornando desgastados.

“Vi a ideia da economia criativa como uma nova saída para o comércio”

A importância de uma renovação dos modelos econômicos é necessária, segundo Juliana, já que um mercado sem inovações, sem uma reciclagem constante e sem o aporte da tecnologia, simplesmente não chegará muito longe e terá uma vida útil curta.

O Mercado UBU em Bauru é um evento que segue o caminho da economia criativa. Organizado por Carlla Luongo e mais um grupo de amigas, o mercado itinerante visa reunir pessoas que vendem o que produzem, desde música, fotografia, dança, pintura até grafite e gastronomia.

Segundo Carlla, o mundo tem pedido por inovação e, com a alta taxa de desemprego no país, formas alternativas de gerar renda vêm tomando espaço.

“A falta de emprego e a necessidade de gerar renda têm na criatividade seu maior aliado”

E essas feiras e eventos buscam trazer mudanças nas relações comerciais, tanto entre comerciante quanto para o público que consome. Para Juliana, a busca por inovação e diferencial é constante entre as pessoas que participam das feiras que ela organiza.

Além de desenvolver a criatividade, as feiras criativas também desenvolvem o ideal do comerciante de fazer algo para o bem comum, o bem da sociedade e para a sustentabilidade.
Novas oportunidades para o público

As feiras e eventos de economia criativa também criam novos hábitos e possibilidades de consumo para as pessoas.

Juliana vê nas feiras que organiza em Bauru uma forma de abrir um leque de opções para os bauruenses que muitos ainda desconhecem.

“Essa feira engloba arte, artesanato, engloba o artista que quer apresentar, quer mostrar para o público o que ele tem de melhor, então ela abriu um leque totalmente diferenciado”.

economia criativa
Feira de Economia Criativa de Bauru

O festival Arte Ataca, em Bauru, também dá ao público da cidade novos produtos, mais criativos e fora da padronização do mercado.

José Miziara foi quem desenvolveu o festival. Na época, trabalhando como produtor musical e gravando bandas e artistas locais, ele sentia a carência na cidade de um espaço para os músicos poderem apresentar seu conteúdo para a comunidade.

Durante o festival, as pessoas podem consumir música autoral, fotografia, moda, gastronomia, artes plásticas e visuais, poesia e outras áreas artísticas em um conceito cheio de criatividade e inovação.

“O Arte Ataca é um espaço colaborativo entre artistas de Bauru e região, que acreditam e constroem uma cidade com mais espaço para a arte independente e a cultura local”.

De forma geral, esse é o conceito da economia criativa: a preocupação do empreendedor, seja ele de qualquer área, com o meio ambiente, com a qualidade, com a realização pessoal e do seu cliente ao adquirir o produtor.

Barreiras da criatividade

Ainda que as feiras e eventos criativos sejam uma nova forma de pensar o mercado de consumo, ainda há dificuldade para que esses eventos aconteçam.

Juliana encontrou dificuldade para organizar as feiras no começo. “Foi algo penoso, eu passei dois anos correndo atrás e o ano passado a Prefeitura abraçou a ideia, foi algo assim que abriu as portas”.

Agora, as novas dificuldades para esses eventos é a divulgação para que o conteúdo chegue até os consumidores, pois, segundo Juliana, o projeto das feiras criativas não recebe verbas de nenhum lugar e tudo depende do empenho dos organizadores.

O organizador do festival Arte Ataca também acredita que realizar eventos assim é sempre um desafio, contudo, para ele, Bauru possui um ponto que favorece o aumento de eventos de economia criativa.

“As dificuldades fariam parte em qualquer cidade, mas acredito que Bauru tem quantidade e pluralidade de público para diferentes eventos, o que é bastante convidativo”

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