Passar um tempo brincando com o seu cachorro ou, pelo menos, em contato com ele pode ser muito prazeroso. Além do lazer, essa interação ainda pode ajudar no tratamento de idosos e crianças. Assim surge a Pet Terapia, com o propósito de desencadear bem-estar, saúde emocional, física, social e cognitiva.

Segundo um artigo publicado na Revista de Medicina, esse tipo de terapia estimula tanto o aspecto físico quanto o emocional da pessoa. Por isso, o objetivo da atividade é melhorar a qualidade de vida e acelerar os processos de recuperação.

Os pets bauruenses também entraram na onda da pet terapia. A Pandora, uma Golden Retriever, visita os alunos da Associação dos Familiares Amigos e Pais dos Autistas de Bauru (AFAPAB) duas vezes por semana! Apesar de não ter um viés focado na recuperação, o contato entre a cachorra e os alunos se mostram benéficos.

Para o coordenador pedagógico e professor, Luan Henrique de Jesus da Costa, o contato entre a cachorra de nove meses e as crianças tem se mostrado positivo. “Você vê que esse contato é diferente do contato humano, que é sempre muito invasivo. O da Pandora não, porque ela não apresenta uma demanda para eles, flui de uma forma mais suave. Ela está sempre ali e eles interagem no tempo deles, ela respeita esse tempo, é uma vivência muito saudável. Então é muito bom para as crianças”, afirma.

Pandora com sua dona, Nathalia Merino, e o coordenador pedagógico e professor da AFAPAB, Luan Henrique de Jesus da Costa

Pandora: a cachorra terapeuta

A Pet Terapia é um trabalho solidário em que os donos e os cachorros não ganham nada em troca. E a habilidade da Pandora em ser voluntária foi herdada da sua “mãe”, Nathalia Merino. A bauruense conta que sempre participou do Lions Club Falcão, que possui um projeto de Pet Terapia. E foi assim que ela resolveu aderir à causa.

Outro motivo que incentivou Nathalia transformar a Pandora em um cão terapeuta foi a habilidade com as crianças. “Eu vou todo domingo com ela na Getúlio e lá tem o Fofo Down, um bebê de um aninho que tem Síndrome de Down. Ele morria de medo de cachorro, com a Pandora ele foi apoiando o pé aos poucos e, a cada atitude dele com ela, era uma vitória para os pais”, diz.

Entretanto, a Golden Retriever passou por um treinamento antes de começar as visitas nas instituições. Pandora é acompanhada por um adestrador desde quando ela tinha apenas três meses. Segundo Duval Ramos, adestrador há 35 anos, a cadela iniciou o adestramento com o trabalho de obediência.

“O adestramento busca moldar o comportamento do cão de acordo com nossa necessidade. A maneira de treiná-la [para a pet terapia] não mudou, apenas os comandos são utilizados de acordo com a necessidade exigida. O temperamento dela aliado a um excelente caráter e ao manejo que recebe da família possibilitaram que ela se tornasse um cão terapeuta”, explica.

Os planos da Nathalia para a Pet Terapia continuam em 2020. Já no mês de janeiro, a Pandora também começará a visitar a APAE-Bauru.

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