A partir das 19h deste domingo (11), as paredes rosas do Mofo Bar em Bauru recebem a estreia do show “Transpiração”, do percussionista Henrique Oliveira.

Nesse evento, o bauruense compartilha com o público um repertório repleto de composições autorais e nunca tocadas anteriormente. Para isso, conta com a parceria dos músicos Adriano Martins (contrabaixo), Roger Pereira (piano elétrico) e Douglas Michelini (saxofone).

Ao todo, serão sete músicas que foram produzidas em decorrência do isolamento da pandemia. Elas receberam influência do jazz, blues, soul, pop e música brasileira. A entrada do evento custa R$13.

Quem é o percussionista?

Com mais de 20 anos de música, Henrique Oliveira, 35, começou no ramo ainda criança. Foi durante uma apresentação da igreja que o então menino de seis anos se interessou pelos instrumentos, dentre eles, a bateria. Por lá, deu início à carreira musical. Aos 15 passou a lecionar música e, desde então, se mantém cercado de alunos e público de apresentações.

Na conversa abaixo, você conhece um pouco mais de perto a história de Henrique com a música. Além disso, fica por dentro de como foi o processo de produção do show “Transpiração”, que estreia neste domingo.

 

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– Como você se interessou pela música?

Comecei muito novinho com praticamente seis anos. Eu só via instrumentos pela televisão e tive o meu primeiro contato por meio de uma igreja protestante. Quando eu vi, fiquei encantado! Comecei na igreja, muito novinho. Aos 15 anos, passei a lecionar e tocar numa banda de baile.

– Desde então já sabia que queria seguir na carreira musical?

Eu não sabia que eu seria músico até os meus 14 anos, quando entrei na música profissionalmente. Sempre falo que a música me escolheu e foi por intermédio de um amigo.

Ele montou uma escola de música e perguntou se eu tinha dado aula. Eu falei que não. Expliquei que eu tinha feito algumas aulas, que estudei música aqui em Bauru em um instituto de música. Lá, eu aprendi leitura, ritmo, ler partitura… E ele me convidou para lecionar para iniciantes.

Na época eu só fazia ensino médio e estava terminando sem nenhuma profissão em vista. Foi assim que eu comecei no ramo e virei músico. A partir da experiência e dando aula, leciono até hoje.

– O seu primeiro instrumento foi mesmo a bateria ou você toca outro instrumento?

O primeiro instrumento que eu aprendi a tocar foi bateria. Mas quando eu era criança tive contato com acordeon, mas nunca me interessei em tocar. Ganhei cavaquinho de um primo, mas também não tive interesse em aprender. A bateria realmente foi o instrumento que me dediquei e me dedico até hoje a estudar. Foi assim que eu fui desenvolvendo.

Como a minha formação veio da igreja, acabei aprendendo também outros instrumentos para poder ajudar. Às vezes, faltava um violonista e eu ia ajudar. Assim, aprendi um pouquinho de violão, teclado e contrabaixo. Hoje, esses instrumentos me ajudam muito. Quando estou dando aula, acabo tocando esses instrumentos junto com os meus alunos. Eles [os instrumentos] me ajudam muito a desenvolver. Inclusive, o violão foi o instrumento que mais estudei depois da bateria.

– De que forma esses instrumentos te auxiliam nas composições?

Essas composições [do show “Transpiração”], especificamente, não vieram da inspiração da bateria. Muito engraçado isso.

Às vezes, por eu ser baterista, dá a entender que eu realmente componho a partir da bateria. Mas, na verdade, eu componho a partir do violão. Todas as minhas composições foram feitas no violão.

Primeiro eu faço a melodia, depois eu coloco a harmonia nelas. O último instrumento que eu pensei foi a bateria. Foi um processo totalmente inverso para quem trabalha com percussão.

– O show “Transpiração” é sobre o que?

Então, o show veio de um momento de isolamento na pandemia, onde fiquei em casa. Eu trabalho dando aulas, tenho uma escola de música e nós ficamos afastados dos alunos, lecionando online. Então, eu fiquei produzindo muito em casa, gravando aulas e produzindo material para os alunos.

Acabei pegando o violão que estava na escola e levei para minha casa. Por ficar muito tempo em casa, em alguns momentos, eu pegava o violão e ficava tocando. Nisso, veio a primeira música do show que chama “Transpiração”, por isso coloquei esse título [no show], porque ela é a primeira composição dessas que serão apresentadas. A partir dessa canção vieram as outras. Ou seja, eu tive que “transpirar” essa primeira canção para desaguar todas as outras que vieram na sequência.

– Após o lançamento, você já tem outras datas de shows e locais para apresentação?

O objetivo é gravar um disco com essas canções. Eu estou batalhando e buscando recursos para isso. Espero que até o começo do ano que vem esse disco esteja gravado e que eu possa fazer um lançamento oficial de disco, tocando esse show novamente.

Por enquanto, temos só essa data do evento do Mofo Bar e não tem nenhuma outra data agendada para novas apresentações. Mas estamos de portas abertas caso alguém queira nos convidar para tocar.

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