Foram oito dias de viagem, 12 cidades, 11 cervejarias e 16 tipos de cerveja. A aventura de sair de moto percorrendo algumas cidades atrás das melhores cervejas do país surgiu a partir da ideia de Américo Mendes e Luiz Watrin. “Eu e esse meu amigo gostamos muito de viajar de motocicleta. Nós temos duas motocicletas Harley Davidson que são ótimas para estrada, então sempre que podemos marcamos alguma viagem, principalmente pelo prazer de rodar com elas”, conta Américo.

Os destinos escolhidos levam em conta algo que ambos gostam, como da última vez que foram de Brasília, onde moram, até Florianópolis somente para comer ostras no Festival Anual de Ostras da cidade. Dessa vez, os amigos optaram por um trajeto diferente: ir parando em cidades do estado de São Paulo que tivessem fábricas de cerveja artesanal.

“Esse é um mercado que está crescendo muito no Brasil. Andou saindo no noticiário que as grandes cervejarias estariam utilizando milho e outros cereais de pior qualidade para fabricar as cervejas. A produção de cervejas artesanais é uma resposta ao mercado consumidor de que existem opções para quem gosta de boa cerveja. Então, em nossa viagem, procuramos selecionar quem prezava pela produção de cervejas mais puras, mais fidedignas com essa filosofia”, afirma o ex-bancário, agora aposentado.

A aventura, que começou dia 10 de fevereiro e durou oito dias, já tem data para se repetir! Américo e Luiz pretendem fazer o segundo roteiro e sair de moto por aí já em abril. Dessa vez, a dupla pretende passar pelas cidades de Santa Catarina em busca, novamente, das melhores cervejas.

Abaixo você confere parte do roteiro que esses aventureiros fizeram!

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Uberlândia

A primeira parada foi em Uberlândia, Minas Gerais, que fica 441km de Brasília. Lá, os amigos passaram pela Uberbrau, Cervejaria Benedith e a Sexta Ceva. Américo e Luiz experimentaram quatro tipos de cerveja, uma delas local, a Benedith Katharina que é feita de trigo e recebeu esse nome graças a Katharina Von Bora, esposa de Luthero, que aprendeu a fazer a cerveja em um mosteiro. As outras foram a Mississipi, a Georgia Lager e a German Weizen, todas de Volta Redonda.

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Ribeirão Preto

Esse foi o destino seguinte dos amigos que passaram pela Cervejaria Invicta, Lund, Colorado, Empório Biergarten e Pinguim. O destaque ficou para a cerveja Extrema Biergarten, feita com chips de carvalho e baunilha, a Opera que é feita em Araraquara e a Colorado. A última pode ser encontrada em cinco versões. A Colorado Indica, por exemplo, é feita com lúpulo inglês, malte convencional e possui o teor alcoólico de 7%. A Colorado Vixnu é uma cerveja de coloração avermelhada e sua receita realça o malte e o lúpulo. “Já a Colorado Appia é feita com cevada, trigo maltado, lúpulo, fermento inglês com um toque de mel de laranjeira. Possui o teor alcoólico de 5,5%  e é fantástica!”, comenta Américo.

Araras e Holambra

Hausen Bier, Dortmund e Schorstein foram as cervejarias visitadas pela dupla e, dessa vez, desafios não faltaram, como conta Américo: “Algumas cervejarias não possuem ambientes para servir a cerveja. Apenas vendem ou distribuem, mas não tem um bar próprio. É o caso da cervejaria de Araras. Lá, tivemos que provar as cervejas em um balcão dentro da fábrica, do lado dos tonéis.” (risos) Nessas cidades, eles provaram a Hausen Pilsen, uma cerveja de baixa fermentação, médio teor alcoólico, espuma branca e densa; além de chopps Pilsen e Weiss em Holambra. Os dois também passaram por Serra Negra e experimentaram a Dortmund Mula Ind, Stout, Schloss, todas excelente. Também teve a Ecobier fabricada em Serra Negra. “Na verdade não foi uma das melhores que experimentamos nesse caminho.”, diz Américo.

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Indaiatuba

Lá, eles passaram pela Chop do Fritz, onde beberam a Natur, Koelsch, Dunkel e Weisen.

Sorocaba

A Burgman tem instalações muito modernas e no mesmo galpão um restaurante bem animado, com música ao vivo e que serve a cerveja fabricada ali. O ambiente é legal, a cerveja nem tanto.

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Piracicaba

Em Piracicaba, eles tiveram a oportunidade de conhecer a Dama Bier e a Cevada Pura, cervejarias famosas na cidade. “A cerveja Trigo Cevada Pura é do tipo Pilsen, primeira cerveja clara do mundo e a que mais fez sucesso no Brasil por ser leve e refrescante”, conta Américo.

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Os amigos ainda passaram por cidades como Botucatu (Cervejaria Mão na Roda), São José do Rio Preto, Goiânia e Bauru, onde visitaram a cervejaria Servus, com destaque para três diferentes tipos de chopp: o Pilsner, Weiss e Bock. Segundo os amigos, a Servus foi a única cervejaria de todo o roteiro que disponibilizou espontaneamente uma rodada de amostras de todos os chopps produzidos.

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“Gostamos muito de todas as cervejarias que visitamos nessa viagem, mas as cervejas da Colorado de Ribeirão Preto são as mais bem elaboradas. Todas as cervejas que eles fabricam são excelentes. A Dortmund de Serra Negra também fabrica cervejas de ótima qualidade”, revela Américo.

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