Nos dias 17 e 18 de fevereiro, às 20h, o ator e jornalista da Band, Juliano Dip, se apresenta em Bauru com a peça ‘O Deus de Spinoza’, obra que resgata o pensamento de Baruch de Spinoza sobre a relação do ser humano com Deus e com a Natureza.

Fotos: Ronaldo Gutierrez

O espetáculo está em cartaz no teatro Protótipo Tópico, na Rua Marcondes Salgado, 1-66, e os ingressos são gratuitos. Para mais informações, acesse o Instagram do espetáculo.

Foto: Arquivo Pessoal

Para Juliano, nascido em Bauru, é como um retorno para casa. “É, sem dúvida, a apresentação mais especial da temporada e, talvez, a mais especial da minha carreira. Eu até me emociono ao falar”, diz o ator, sobre a sensação de voltar aos palcos da cidade após mais de 15 anos sem se apresentar por aqui.

A emoção também é pela lembrança do início da carreira em Bauru. Os primeiros passos foram em disciplinas do curso de Artes Cênicas do Unisagrado – embora tenha se formado em Jornalismo – e no grupo de teatro da universidade.

“Foi pelo Teatro Veritas [projeto de teatro da universidade] que comecei a me apresentar profissionalmente. Nós fizemos um projeto chamado ‘Viagem Teatral do SESI’, que eu cheguei a me apresentar em várias cidades”, relata.

Foto: Ronaldo Gutierrez

Em Bauru, Juliano já interpretou mais de dez peças. Uma época que lembra com carinho, ao contar sobre um período de auge do teatro de uma cidade com nomes como Paulo Neves e Edson Celulari.

O ator conta como o projeto ‘Santo de Casa’, que impulsionava o teatro, ajudou na montagem da primeira peça, chamada ‘Barraco do Brasil’. “Naquele período, várias pessoas que tinham o sonho de montar peças conseguiram colocar em prática os trabalhos”, afirma.

Trabalhando em Bauru (foto: Arquivo Pessoal)

Jornalista em Bauru

Repórter da Band há nove anos, desde que entrou para o CQC e depois atuando no Jornal da Band, Juliano também iniciou a trajetória como jornalista em Bauru, primeiro finalizando a graduação no Unisagrado.

Há 20 anos, assinava o primeiro contrato de trabalho na área, na 96FM. “Eu fui revisitar esse período essa semana! Vi que meu primeiro salário foi de R$750 (risos)”, relata o jornalista.

Por aqui, ele relembra de cobrir casos marcantes como a fuga e morte do tigre no zoológico e o incêndio no Confiança Max. “Eu lembro de estar no setor da imprensa e de repente alguém gritar meu nome. Era o meu pai que estava ouvindo sobre o incêndio na rádio, e foi lá apavorado mandando eu sair dali, com medo de acontecer um acidente comigo”, comenta.

Foto: Arquivo Pessoal

Carreira em São Paulo

Bauru não era o plano do Juliano. O sonho era uma carreira – como jornalista e ator – em São Paulo. Entretanto, antes de se arriscar na capital paulista, sentiu que precisava melhorar o currículo e foi para Itália para um estágio não-remunerado na Rádio Vaticano.

Por sorte, um funcionário da emissora italiana saiu e ele foi contratado, passando um ano no país europeu. “Quando voltei para o Brasil, já com o currículo mais forte, mudei diretamente para São Paulo”, afirma.

Foto: Divulgação

Em São Paulo, trabalhou um mês no SBT (no programa Aqui Agora), sete anos na CBN e depois na Band (chegando a ser correspondente na China), além de passar um tempo também na BandNews TV, ser professor e comandar um podcast LGBTQIA+. 

Na China pela Band (foto: Arquivo Pessoal)

Ao mesmo tempo, seguiu com a carreira de ator em diferentes peças na capital paulista e em temporadas pelo interior do estado.

Na China pela Band (foto: Arquivo Pessoal)

Infância calorosa e familiar na cidade

Morando em São Paulo há cerca de 20 anos, Juliano mantém a relação com a terra natal, até mesmo porque os pais (um engenheiro agrônomo aposentado e uma dentista conhecida pela clínica Humaniter) moram aqui. “Eles não são daqui, e nem se conheceram aqui. Mas hoje, é a terra deles. E é minha terra também, eu amo Bauru”, diz o ator e jornalista.

Moção de Aplauso na Câmara Municipal (foto: Divulgação)

A relação com a cidade é também pelas memórias de infância, quando morava na Rua Manoel Pereira Rolla e era conhecido como parte da “turma da rola”, como ele se diverte ao contar. Segundo ele, foi um período leve e divertido.

“Eu tive uma infância calorosa e, apesar de não ter família em Bauru, tinha uma sensação familiar. Tenho amigos até hoje, conversamos em grupo no WhatsApp. São amizades de quase 40 anos! Meus pais são padrinhos de casamentos de vizinhos… é uma família mesmo”, conta.

Juliano relembra também dos passeios no Bosque da Comunidade, onde gostava de ver as galinhas-d’angola, e de visitar o zoológico de Bauru toda vez que os pais recebiam visitas e queriam mostrar o “maior ponto turístico da cidade”.

Com amigos em Bauru (foto: Arquivo Pessoal)

Rolês por Bauru

Já na adolescência e mais jovem, os passeios passaram a ser com os amigos. “Eu lembro de frequentar um boliche com karaokê que ficava em frente onde hoje é o Motel da Nações”, comenta.

De baladas, Juliano comenta sobre as festas do João Cabreira – Vila Madalena, Tequila e Maria Bonita – de locais abertos até hoje – Jack e  Armazém – e de um entre os favoritos, na época: a Audio Galaxy. “Era um dos poucos lugares em Bauru, talvez no interior de São Paulo, que tocava música brasileira de rock alternativo”, diz.

Outro tipo de passeio que Juliano adorava era andar de carro. “Nós gostávamos de andar de carro na Getúlio! Também íamos para cidades da região, quando tinha festa. Era hábito de gente do interior. Lembro de festas em Pederneiras, Dois Córregos, etc. Claro, sem minha mãe saber! (risos). Era outra época, a gente fazia essas loucuras”, conta.

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