Thiago Concer em uma de suas palestras pelo país
Thiago Concer em uma de suas palestras pelo país

Especializado em vendas e eleito o palestrante mais contratado do Brasil, Thiago Concer nasceu e ainda vive em Bauru. Além da formação acadêmica, Thiago tem contato com palestras desde os 15 anos, quando acompanhou seu pai, também palestrante, e hoje ministra em média 80 palestras por ano, levando-as, também, para fora do país. Sua carreira como vendedor de porta em porta, não teve muitos resultados, foi então que buscou entender como as vendas funcionam na teoria, para depois, colocar em prática.

O Social conversou com Thiago sobre a sua carreira. Confira a entrevista:

Como surgiu o interesse em vendas?
Quando comecei a ver os meus amigos que mais ganhavam dinheiro em Bauru trabalhavam com vendas, percebi que era um bom negócio. Sempre gostei de me relacionar com pessoas e de dinheiro. Duas coisas que vendas proporcionam. Trabalhei como vendedor em quase toda minha carreira, mas quase sempre com resultados medíocres, tentando complementar a renda com algo temporário. Quando comecei a entender que existiam ferramentas, processos e técnicas que faziam o caminho ser mais rentável e menos trabalhoso, comecei ter resultados excepcionais. Vi que vendas não era jeito, era uma ciência.

E quando você viu que podia repassar o seu conhecimento para outras pessoas?

Meu pai foi um dos melhores palestrantes que eu já vi. Eu fiquei com ele dos 15 até os 20 anos montando as palestras e o acompanhando. Tive ali o melhor professor que um palestrante poderia ter tido. Quando consegui juntar experiência, técnica, roteiro e presença de palco, me transformei no palestrante mais contratado do Brasil pelo segundo ano consecutivo (2015, 2016).

Hoje em dia tem muita crítica ao chamado “empreendedorismo de palco”, termo usado para se referir a cursos e palestras sobre como criar e gerir o próprio negócio, mas que não possuem trajetória consolidada no mercado que valide seus discursos. Como você vê esta crítica?

Muito perigoso. Alguns autores dizem que grande parte da crise de 2008 nos EUA foi devido ao “empreendedorismo de palco”. Os palestrantes diziam que era possível, bastava querer. Querer não é poder. Querer é querer, poder é outra coisa. Saber o que se fala, vivenciar o que se prega no palco, testar antes de apresentar. Como eu disse, vendas é uma ciência.

Pensando no seu passado aqui em Bauru, você acha que realizou todos os seus sonhos profissionais?
Nos últimos dois anos, realizei muitos dos meus sonhos. Eu me tornei a maior referência do Brasil em vendas, tenho três empresas referências no ramo do Brasil. Mas ainda é só começo. Nossa missão é transformar o mundo das vendas. É levar o profissionalismo em vendas para todo o país e porque não para a América Latina? E depois para o mundo todo? O que me impede?

O nosso público é jovem assim como você. Quais dicas você daria em relação à carreira? Como chegar ao, tão sonhado, sucesso profissional?
Nunca vi ninguém que trabalhou com afinco e se atualizou que não deu certo. Procure parceiros para seus negócios. Pessoas que têm os mesmos valores que os seus, mas que complemente o que você não é bom. Lembre-se: ninguém é tão bom que faça tudo sozinho. Divida para multiplicar e diminua sua curva de aprendizado. Ninguém é bem sucedido à toa, não tem atalho para o sucesso. Procure aprender sempre, em qualquer conversa de boteco, em qualquer reunião, escute muito mais do que fale. Não seja o mais inteligente da sala, mas também não seja o mais estúpido.

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