Hoje em dia, encontrar uma pessoa que tenha um pet dentro do apartamento é como encontrar um microondas na cozinha. À medida que os prédios tomam a paisagem bauruense, os animais também começam a habitar esses locais pequenos.

Contudo, os donos dos animais devem levar em consideração algumas coisas antes de ter um pet dentro de locais apertados, como apartamentos! Os animais precisam de espaço para brincar e interagir, mantendo assim, sua saúde em dia.

Cuidados em dobro

Ao se colocar um animalzinho dentro de um apartamento, o dono tem que ter atenção redobrada! Muitos animais costumam ficar ansiosos e desenvolvem distúrbios de comportamento quando não são levados para caminhar ou para fazer exercícios.

Segundo a veterinária Drª Ana Carla Bruscki, do DrogaVet de Bauru, “para melhorar a qualidade de vida do seu pet deve-se adaptar uma rotina mais interativa com caminhadas diárias, mesmo que seja uma voltinha rápida. Isso ajuda o animal a interagir com o restante, tira a tensão e a ansiedade. O exercício físico é um quesito indispensável para animais que vivem em pequenos espaços”.

Não é só isso! Manter uma alimentação saudável e balanceada, sempre limpar o local onde o animal fará as necessidades e não deixar o apartamento todo fechado são fatores que devem ser levados em conta.

Brincadeira de cachorro

Duas bauruenses, donas de cachorros brincalhões contam a experiência de como foi se adaptar à rotina do animal, mantendo-o feliz e saudável, mesmo em um apartamento!

Janaína Azevedo está com seu cachorro, o Dante, há mais de seis anos. Morando com ele em um apartamento, em Bauru, teve que criar uma rotina preparada para atender às necessidades do cãozinho.

Ela caminha com Dante todos os dias, sempre na coleira, e o leva para a casa de alguns amigos, que também têm animais, para que o cachorrinho interaja com outros pets. Mantém a alimentação balanceada e tenta brincar muito com ele, mesmo dentro do apartamento. A relação de Janaína com Dante é tão boa que ela até conta o dia a dia dela para o cãozinho!

“Não acho um problema. Ele é calmo, sempre dei carinho, trabalho em casa e ele passa bastante tempo comigo. Não acredito que o espaço seja determinante, mas sim, a atenção que você dá para o seu bichinho. Não é diferente de educar uma criança, precisa de amor, de carinho e de disciplina”, diz.

Na rotina de Daiane Santana, bauruense dona da vira-lata de oito meses, Canela, não foi só a rotina que mudou. Agora, ela se vê saindo todos os dias para passear com o cadela, já que a pequenina não faz as necessidades dentro do apartamento.

Além de tudo, Daiane também teve que aprender a criar espaços e limites para Canela. “Ao cuidar de um animal em um lugar pequeno, você vai ter que dividir o espaço com ele. Você pode colocar alguns limites, por exemplo, a Canela não sobe na minha cama, porque eu não deixo e ela acostumou assim, mas no sofá foi impossível pra gente, ela sempre deita nele e infelizmente não tem muitas opções”, conta.

Não leve a sério a história das sete vidas

Depois da história desses dois cãozinhos agitados, como ficam os gatos? Bem, para os felinos, alimentação balanceada, brinquedos e caixinha sempre limpa são essenciais, assim como para os cachorros.

Contudo, uma medida de segurança deve ser tomada pelos donos de gatinhos que moram em apartamentos, afinal, esse história de sete vidas é só lenda urbana.

A veterinária da Clínica Popular Pet, Mariana Motta, explica que os gatos são mais propícios a subirem nas janelas e sacadas, aumentando também a chance de quedas.

“O cuidado de um gato dentro de um apartamento é um pouco mais simples, sempre lembrando de colocar telas nos locais propícios a quedas”, alerta Mariana.

Essa medida foi tomada para evitar que Peralta, um gatinho de cinco meses que mora junto com o estudante Gabriel Leite Ferreira, caísse de alturas elevadas.

“Nós instalamos rede na sacada e em todas as janelas. Assim, ele ficou com mais espaço pra correr e brincar!”, relata.

Depois disso, foi só alegria! Segundo Gabriel, a casa ganhou vida depois da chegada do Peralta. “É um novo morador com novas necessidades. Eles precisam de tanta atenção, cuidado e amor quanto qualquer um, é mais ou menos como ter um bebê em casa”, compara.

Animais à bordo!

Algumas coisas são invetáveis na vida, sempre vai aparecer alguma viagem inesperada e que não pode ser cancelada. Principalmente no período de férias, muitos donos se veem em um impasse: o que fazer com os pets?

Bem, levar o cachorro ou gato com você é sempre uma opção viável, para que assim, o animal não fique com saudades do dono.

Porém, a doutora Mariana explica que muitas vezes os animais são deixados sozinhos em casa, com uma apenas um pote de ração e de água.

“Os animais precisam mais do que isso, então quando houver uma viagem, o dono também tem que se preparar antecipadamente, buscando hotéis para animais, que tem o acompanhamento veterinário, com recreador para brincar. Além de lugares limpos com água e ração sempre limpas e frescas”, aconselha a veterinária.

Além disso, hoje em dia também existem os serviços de “petsitters”, onde uma pessoa vai ao apartamento ou à casa do animal, para cuidar e passear enquanto o dono não se encontra.

Esses serviços oferecidos para os animais funcionam tão bem que o veterinário Bruno Lamonica, da Clínica Casa Pet até se surpreende com a socialização e com a forma como os animais que estão nesses hotéis fazem amigos e se divertem.

“Teve um vez que, ao final de uma hospedagem, quando o pet já estava indo embora, ele correu para o espaço onde estavam os seus amigos, parecia se despedir!”, relembra.

Quero um animal, e agora?

Como a veterinária Mariana já explicou, os gatos são animais mais adaptáveis aos locais apertados. Apesar disso, se você quer muito um cachorrinho, a doutora Ana Carla dá dicas de quais raças costumam se adaptar melhor em apartamentos:

  • Poodle;
  • Yorkshire;
  • Shihtzu;
  • Pequenos SRD (sem raça definida).

Além de tudo isso, é importante lembrar que o pet é um membro da família e merece todo cuidado e carinho.

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