A vontade de dar visibilidade aos indígenas LGBT+  fez com que três alunos de jornalismo da Unesp embarcassem em uma jornada para criar um WebDocumentário sobre o tema.

Maria Gabriela Zanotti, Daniel Sakimoto, Vinícius Gálico, prontos para começar o TCC (trabalho de conclusão de curso), tinham certeza de que iriam trabalhar com a temática indígena.

tcct indígenas

A motivação veio pelo interesse no tema. Além disso, Maria Gabriela cresceu no bairro de Jaraguá, em São Paulo, terra indígena guarani. A jornalista sempre produziu reportagens, entrevistas e pesquisas com as três aldeias que fazem parte do território.

Já Vinícius possui ascendência indígena e por atuar como professor de história em um cursinho da Unesp, sempre se envolveu com a temática. Por fim, Daniel é apaixonado por estudar e escrever matérias sobre questões sociais.

Uma temática a ser desenvolvida

Quando começaram a pesquisar sobre o assunto, o grupo de jornalistas se deparou com muitos artigos e livros antigos, que abordavam os indígenas como povos que viveram há muito anos e ficaram no passado.

“Começamos a nos questionar em relação à como alguns temas sociais são incorporados por esses grupos. Descobrimos que há alguns indígenas levantando bandeiras importantes nas redes sociais, incluindo pautas sobre gênero e sexualidade”, explica Maria Gabriela.

indígenas lgbtq

Ainda assim, o grupo percebeu que existem poucas pesquisas nessa área, além da discussão não chegar nas camadas não-indígenas, muito menos quando o assunto é orientação sexual e identidade de gênero.

“Tanto é que ouvimos muitas pessoas nos questionando: ‘ué, mas existe indígena gay?'”, afirma a estudante.

indígenas tcc

Justamente para dar essa visibilidade quase inexistente, o projeto será um WebDocumentário, que contará com as vivências e relatos das fontes. Segundo o grupo, o trabalho abrangerá mais do que só vídeos, mas também mesclará textos, áudios e imagens.

“A ideia é que o leitor consiga mergulhar nos relatos e imergir na temática!”, comenta Maria.

Um longo caminho pela frente

Atualmente, o trabalho se encontra na fase de coleta de entrevistas. O grupo de jornalistas viajará pelo Brasil para conversar com as fontes. A primeira parada aconteceu na Ilha do Bananal, no Tocantins,  depois para Campo Grande (MS) e por fim, Fortaleza.

indígenas lgbtq

Ainda que as viagens já estejam acontecendo, Maria, Vinícius e Daniel confessam as dificuldades em encontrar os personagens do WebDocumentário. A previsão para a entrega do trabalho é para o começo de novembro, e será aberto para que todos possam acessar.

Para a finalização do trabalho, o grupo abriu um financiamento coletivo, com o objetivo de levantar um apoio nos custos das viagens e da construção do site. Os apoios podem ser de qualquer valor, a partir de R$10,00. As pessoas que contribuírem tem acesso a brindes e vantagens do trabalho.

indígenas lgbtq

As contribuições podem ser feitas pelo link catarse.me/indigenaslgbt

“A expectativa que temos para o trabalho é de realmente mostrar o ponto de vista dos indígenas LGBTQ+ de forma que o leitor possa imergir na temática!”, finaliza Maria Gabriela.

Compartilhe!
Carregar mais artigos relacionados
Carregar mais por Gabriela Gomes
Carregar mais em Cultura

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Verifique também

21 atividades para aproveitar no Sesc Bauru durante esta semana

Para quem procura momentos de lazer, bem-estar e cultural, Bauru tem o lugar certo: o Sesc…