Ainda que em um período com muitas mudanças, como a restrição de pessoas no Natal e nas praias, por exemplo, o final de ano costuma ser agitado. Se nós, humanos, sentimos isso, imagine os pets. 

“Assim como nós, mudanças abruptas de lugares e barulhos, pessoas, alimentação e até mesmo a própria viagem, podem levar a diversos problemas, que vão desde um mal estar até desencadeamento de crises comportamentais. Portanto, considerar como e onde vai ser o ambiente das festas ou viagem é essencial”, ressalta a zootecnista e mestre em Nutrição e Produção Animal, Thais Regina. 

Dessa forma, para prevenir incidentes, conversamos com Thais e com a Dra. Isabela Lazzari Gomes Neves, que é veterinária na Clínica Pelos & Penas, que dão cinco dicas para protegê-los dos possíveis perigos neste período de festas. Confira a seguir.

1. Nada de compartilhar alimentos

Com um olfato aguçadíssimo, é muito comum que, principalmente, os cães lancem olhares “pidões” assim que pegamos algum alimento. Porém, Isabela ressalta que é preciso que os tutores atentem-se, já que comidas que são comuns para nós, podem ser fatais para os animais. 

“Eles não podem comer uma série de alimentos, por exemplo, carne gordurosa, ossos, uvas, macadâmia, chocolate, temperos pesados. A ceia tem que ser nossa e o cachorro ter a ceia dele”, acrescenta a especialista. 

Além disso, ela também chama atenção para as bebidas alcoólicas, que podem ser ingeridas sem querer quando os copos ficam no chão. Caso os animais consumam algum desses alimentos, os sintomas podem ir desde vômitos, diarreias até graves intoxicações alimentares. 

2. Protegendo dos barulhos 

Além do olfato, a audição dos cães também é muito mais desenvolvida que a nossa. Com a capacidade de captar sons inaudíveis para nós, qualquer barulho muito alto pode provocar desconforto. 

Portanto, nesse período de festas em que os fogos de artifício ainda são muito utilizados, é preciso cuidado!

“Os tutores precisam tomar cuidado com a fuga, porque, por terem a audição tão aguçada, não toleram os barulhos dos fogos de artifício. Tem animal que entra em pânico, se machuca, pula o portão e se enrosca e tem outros que fogem mesmo”, alerta.  

Entre as dicas para diminuir o desconforto estão manter o pet preso em um local seguro; mantê-lo junto ao tutor e proporcionar a sensação de segurança; utilizar florais e, em casos mais graves, até a sedação.

3. Atenção à adaptação

Outro risco ao qual os animais estão suscetíveis é a não adaptação ao ambiente em que estarão inseridos. Seja ele um pet hotel, o transtorno da viagem, um ambiente novo ou até mesmo em sua própria casa, porém com pessoas que não fazem parte de sua rotina.

“Essas alterações podem levar a problemas comportamentais, consequência de stress prolongado. Eles podem ir de latidos excessivos ao desencadeamento de quadros mais intensos, como crises de lambedura das patas ou outras áreas do corpo, perdas de pelos e até coprofagia (ato de comer fezes dele ou de outros animais)”, explica Thais. 

A dica da zootecnista é que, antes das festas, os tutores promovam interação com as pessoas novas ou passem pelo menos de dois a três dias no local novo. Assim, é possível conferir se o animalzinho se sente feliz e tranquilo. 

Além disso, levar brinquedos, snacks e a comida com a qual já estão habituados, também faz toda a diferença! 

4. De olho na temperatura 

Assim como para os humanos, os dias muito quentes, típicos do nosso verão, podem ser desafiadores. Portanto, Thais destaca que, primordialmente, deve haver água disponível à vontade!

“Veja se há vasilhas suficientes para os pets e se a mesma está com água fresca e limpa!  Aliado a isso, atentar-se ao horário para realizar atividade física e principalmente se o chão não causará queimaduras nas patinhas. Tapetinhos gelados também são ótimos parceiros para os pets, aliviando os dias mais quentes e melhorando a qualidade respiratória deles”, acrescenta a especialista. 

Ainda, de acordo com Isabela, os raios de sol também podem causar queimaduras nos companheiros de quatro patas. 

“Animais de pele branca têm uma tendência maior a desenvolverem câncer de pele e a recomendação é usar protetor solar durante o verão. Principalmente se é um animal que está sempre em casa e de repente vai à praia”, explica a veterinária. 

5. Cuidados em viagens 

Caso haja uma viagem marcada, os tutores têm duas opções: levar o pet ou deixá-lo em hoteizinhos ou com o serviço de pet sitter (semelhante a uma babá para os animais). Contudo, em ambas ocasiões alguns cuidados são necessários. 

Entre eles, atenção à forma de transportar e também levar em consideração se o pet é adaptado a viajar. “Apesar de muitos pets amarem passear de carro, muitos deles, assim como a gente, acabam passando mal durante a viagem”, explica Thais. 

Para evitar enjoos, é indicado manter o animal em jejum algumas horas antes de viajar, levar água fresca e colocar um tapetinho higiênico no fundo da caixa de transporte. Além disso, o ideal é realizar paradas durante a viagem para que o animal possa caminhar um pouco e fazer suas necessidades. 

Isabela ainda lembra que é necessária atenção ao destino da viagem, já que podem ter doenças diferentes em cada região. Dessa forma, a veterinária recomenda que, antes de colocar o pé na estrada, os tutores garantam que todas as vacinas, vermifugação e proteção contra ectoparasitas estejam em dia pelo menos 21 dias antes da partida. 

Além disso, na hora de escolher – seja entre uma pet sitter ou hotelzinho – os tutores devem fazer uma grande pesquisa sobre e considerar recomendações! 

Por fim, Thais destaca que todos os cuidados são grandes aliados para evitar contratempos e principalmente garantir o conforto para nossos companheiros. “Considerar essas adaptações faz com que as festas sejam também um período de alegrias e diversão para os animais também”, finaliza.

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