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Terminar a faculdade, ir para São Paulo e trabalhar em uma grande empresa são planos que estão na lista de muitos jovens por aí. Com o casal Juliana e Julian Nishimura não foi diferente. Os dois se formaram em administração aqui no interior de São Paulo e se mudaram para a capital para trabalharem em grandes empresas – ela na Google e ele na Avon.

Mas, com o tempo, eles perceberam que não era essa a vida que queriam: trabalhar 12 horas por dia e perder tempo precioso no trânsito da ‘terra da garoa’ não dava mais. A solução que encontraram foi abrir um negócio próprio e voltar a morar no interior.

Foi assim que surgiu o Buffet Happy Night, que oferece um atendimento diferenciado aos clientes, sem cobrar mais por isso. Hoje, o casal é responsável por todo o trabalho que envolve um buffet e faz questão de estar sempre em contato com o contratante e os outros serviços do evento.

“Eu gosto de participar de tudo, conhecer essas pessoas e cada história é diferente da outra. Isso que é legal. Claro que a rotina é cansativa, mas o que torna o trabalho gostoso é saber que em cada evento tem uma novidade. E confesso que sempre quando tem a valsa da debutante ou da noiva, eu me emociono! (risos)”, comenta Juliana.

Nesta entrevista, a empresária ainda falou mais detalhes desta grande mudança em sua vida, os desafios de ser empresária ao lado do marido e deu dicas para os jovens que estão na mesma situação que ela. Confira:

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Quando vocês vieram para Bauru?
Juliana: Nós compramos o buffet há dois anos, mas viemos para Bauru, de fato, no ano passado. Eu cresci no interior, aqui em Bauru, conheci o meu marido aqui também no interior, mas estava trabalhando em São Paulo. Nós dois no formamos em administração e fomos trabalhar na capital.

Qual o trabalho de vocês?
Juliana: Eu trabalhava na Google e ele era planejador da Avon. Mas nós dois fomos para São Paulo já sabendo que não íamos ficar muito tempo por lá. Eu cheguei até a ir para fora do país a trabalho, antes de São Paulo, e sabia que não era isso o que eu queria para mim.

Foi quanto tempo morando na capital?
Juliana: Ele ficou uns três anos e eu quase dois.

E quando vocês decidiram sair da cidade?
Juliana: Bom, a gente sempre soube que iria sair, mas não sabia para onde iríamos. Aí começamos a pensar em várias possibilidades e surgiu a oportunidade de trabalhar com este buffet.

Vocês já imaginavam que teriam um buffet?
Juliana: Na verdade, eu nunca imaginei que teria um negócio próprio. Sempre gostei da rotina de uma empresa e queria continuar trabalhando com isso. E quando eu finalmente consegui realizar esse sonho, eu vi que iria ser algo momentâneo – era uma delícia naquele momento que eu era jovem. Eu olhava o pessoal mais velho e não me via com 40, 50 anos, fazendo aquilo. Eu não sabia o que eu queria fazer, mas sabia que não ia passar o resto da vida trabalhando naquilo, mesmo amando o meu emprego. Eu sempre sonhei em ter uma família e não ia dar certo trabalhando 12 horas em uma empresa e perdendo mais 2 horas no trânsito.

Como surgiu a oportunidade do buffet?
Juliana: Nós já estávamos pensando em casar e começamos a procurar um buffet aqui na cidade. Foi aí que vimos que a cidade era muito carente em um serviço que atendesse de uma forma mais personalizada. Algo que não fosse extremamente de luxo, mas que atendesse com qualidade com um preço acessível. Sem contar que queríamos algo diferente e sempre encontrávamos as mesmas coisas. Quando começamos a pensar nisso, encontramos este buffet que já existia e estava à venda. Aí pensamos: ‘por quê não?’.

Então surgiu a partir de uma necessidade de vocês?
Juliana: Exatamente. Foi aí que encontramos a forma de termos o serviço que queríamos: algo mais acessível, mas que fosse diferenciado e que todos pudessem confiar. Aí compramos e ficamos um tempo em São Paulo fazendo evento. Como eu trabalhava na área de marketing, já tinha experiência com eventos. Em dezembro, sentimos a necessidade de estarmos mais perto de Bauru e viemos de vez.

Você sentiu medo?
Juliana: Bastante! (risos). Nós dois estávamos bem estabilizados, trabalhando em empresas que muita gente sonha, mas não queríamos aquilo. E quando a gente coloca tudo ‘na ponta do lápis’ é ainda mais difícil deixar o emprego porque você não perde só o salário, perde todos os benefícios também. São coisas que, quando você tem a sua empresa, deixam de existir.

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Quando este medo passou?
Juliana: Ah, uma característica nossa é a que nunca relaxamos ou paramos de trabalhar. Como a gente tem o desejo de fazer esta empresa dar certo, não conseguimos ficar longe dela. Tem dia que até pensamos: ‘hoje não vamos trabalhar’. Mas 30 minutos depois o telefone já toca e começamos de novo. Mas acho que ficamos mais tranquilos quando a agenda começou a ficar lotada e vimos que estava dando certo o que estávamos fazendo. Vimos que as diferenças que estávamos trazendo, estavam sendo bem-aceitas. Mas tranquilos nunca estamos; sempre queremos melhorar.

Vocês trabalham em um ramo de eventos. Sentiram a crise a afetar a empresa de vocês em algum momento?
Juliana: Nós sentimos no começo do ano, mas agora estamos com a agenda bem cheia. A diferença é que, como o preço de tudo não para de subir, temos sempre que economizar mais e trabalhar com outras estratégias para continuarmos trabalhando. Perdemos um pouco no lucro, mas ganhamos em volume.

Quais os eventos que vocês fazem?
Juliana: Trabalhamos em muitos eventos corporativos, como coffee break, inaugurações e festas, além de casamentos, aniversários e outros eventos que têm desde 50 pessoas até 1.000. Varia muito.

Quais os serviços que vocês oferecem?
Juliana: Nós fazemos toda a parte de alimentação: os materiais que serão utilizados, os garçons que irão trabalhar, as toalhas que serão utilizadas, as louças, a prataria o cardápio. Temos uma equipe que nos ajuda em todos esses serviços. Acreditamos que o buffet seja o coração da festa e se algo ruim acontece, é toda a imagem da festa que acaba sendo prejudicada. Por isso conhecemos todo mundo que trabalha com a gente e ainda conseguimos auxiliar quem está nos contratando. Sempre indicamos os outros serviços das festas, mas caso o contratante já tenha esses profissionais, gostamos de nos reunir e alinhar todos os trabalhos.

Vocês têm algum evento que tenha sido mais marcante?
Juliana: Ah, acho que não dá para destacar um só. A gente até fala que os casamentos, geralmente, são muito parecidos, mas os noivos sempre são muito diferentes. Por isso que é sempre legal fazer algo diferente, porque são histórias diferentes. E eu gosto de participar de tudo, conhecer essas pessoas e cada história é diferente da outra. Isso que é legal. Claro que a rotina é cansativa, mas o que torna o trabalho gostoso é saber que em cada evento tem uma novidade. E confesso que sempre quando tem a valsa da debutante ou da noiva, eu me emociono! (risos).

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Em algum momento vocês se arrependeram dessa escolha?
Juliana: A gente ficou um pouco preocupado com a situação em que o país estava passando, mas uma coisa que era para ser ruim, para a gente está sendo boa. As pessoas não estão deixando de casar ou de fazer festa por causa da crise. Mas toda hora dá uma incerteza. Quando você é empregado, você sabe que, muitas vezes, o seu trabalho é de segunda a sexta – diferente de ter um negócio próprio. Mas também você se ‘mata’ como empregado para uma coisa que não vai mudar. Então tudo tem o lado bom e o ruim.

Vocês são muito jovens e mudaram completamente de rotina. O que você pode dizer para os jovens que também querem mudar, mas têm medo?
Juliana: Eu acho que a pessoa precisa saber o que quer. A gente é de uma geração onde todo mundo quer tudo, mas ninguém faz nada. Antes da gente largar a vida que a gente tinha, a gente sabia exatamente o que queria e saber que não seria fácil. Também sabíamos que aqueles salários bons e benefícios que tínhamos não iam existir. Mas sabíamos que ia valer a pena porque tínhamos um objetivo para atingir. Não é fácil ter um negócio próprio e você tem que lidar com muitas situações que você não está acostumado – tem que estar preparado para tudo isso. Além de administrar a sua vida, você tem que administrar a empresa.

Serviço
O Buffet Happy Night oferece uma variedade de opções para deixar o evento ainda mais completo, atuando em Bauru e toda a região. São cardápios que vão do tradicional jantar, frios e massas até mineiro, boteco, vegetariano, teen e corporativos, entre outros.
Local: Rua dos Andradas 337 – Vila Souto
Telefone: 3243-8988 ou 99892-8888
Para saber mais, acesse: www.buffethappynight.com.br

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