A triatleta Thais Queiroz foi destaque na prova de Ironman que foi realizada em Bariloche, na Argentina, recentemente. A bauruense ficou em 9º lugar na prova que é caracterizada por conter longas distâncias e incluir natação, atletismo e corrida. Nossa equipe bateu um papo com a Thais, que comentou sobre o desafio! Veja só o bate-papo:

Este foi o primeiro Ironman que você participou?
Sim, esse foi o meu primeiro Iron Man. O Ironman, pro triatleta, é a prova mais desejada e consiste em duas distâncias. A principal é o Ironman Full, que consiste em nadar 3.800 metros, pedalar 180km e correr 42km. Existe também a modalidade menor, que foi a que eu fiz: são 1.900m de natação, 90km de bike e 21km de corrida.

E por que decidiu participar?
O triatlo entrou na minha vida em outubro de 2016, quando uma amiga comentou comigo que no Bauru Tênis Clube tinha um treinador de triatlo. Foi quando eu procurei por ele e descobri que já até tinha uma equipe de triatlo que treinava com o Cali Amaral, que foi técnico da seleção brasileira por quatro anos consecutivos.

Foram muitos meses treinando? Como era a sua rotina de treinos?
E, embora eu venha do polo aquático, eu fui goleira e a minha natação nunca foi o meu forte, mesmo o meio aquático sendo algo muito tranquilo para mim. Eu também já vinha fazendo umas corridas de rua e sempre gostei de correr, mas a bike foi o mais difícil, porque nem bicicleta eu tinha. No começo eu treinava quase todos os dias – só descansava aos domingos. Nos últimos seis meses, eu treinei todos os dias. Os treinos são puxados, mas são adaptados de acordo com a rotina de cada um. Entre faculdade, filho, família, trabalho… o treinador conseguiu adaptar o melhor treino para o tempo disponível para cada um.

Como foi a experiência? Foi mais difícil do que você imaginava?
A prova em Bariloche, embora o clima tenha sido desfavorável com muito frio – para se ter uma ideia, nós largamos com 8 graus e pegamos até 50km de vento. Mas foi uma prova incrível, com um visual maravilhoso o percurso inteiro. Foi uma prova dura, mas muito prazerosa. Não foi difícil e eu me senti muito preparada.

O triatlo te mudou de alguma forma?
O esporte, de alguma maneira, sempre fez parte da minha vida. Participei por oito anos do polo aquático e abandonei quando fui para São Paulo cursar minha faculdade de arquitetura e urbanismo. Aí, após ter a minha primeira filha, eu comecei a nadar e depois da minha segunda gestação, resolvi voltar à competição. Foi quando eu descobri o triatlo em Bauru. E sim, o triatlo me mudou em muitas coisas. Hoje eu me sinto uma pessoa muito mais prática e consigo resolver mil coisas ao mesmo tempo. E o esporte já muda a pessoa, independente de qual esporte você esteja praticando. Você começa a fazer uma alimentação mais saudável, dorme mais cedo, acorda mais cedo, a qualidade de vida fica muito boa. Qualquer esporte já é muito bacana e traz muitas mudanças para nossa vida. E hoje tenho a felicidade de ter o meu marido comigo no triatlo também.

E ter participado do Ironman te mudou de alguma forma também?
A sensação de conseguir terminar um treino exaustivo é maravilhosa e cruzar a linha de chegada em uma prova é uma sensação indescritível. Treinar todos os dias para um objetivo e conseguir atingir é algo muito mágico e viciante! Mas para isso é preciso muita disciplina e força de vontade. É importante saber que cada dia de treino é muito valioso para o nosso desempenho.

No Brasil, alguns locais promovem a competição. Por que você escolheu participar dela em Bariloche?
No Brasil existem muitas provas e a minha escolha foi porque eu tinha muita vontade de conhecer Bariloche, então, uni o útil ao agradável. Fui fazer uma prova e fui passear com o meu marido também.

Você já sabe qual será a próxima prova que irá competir?
Já sei sim, será no Chile, em Pucón, que vai acontecer em janeiro de 2019.

A prova, com rela~ção às mudanças é mais do aspecto tecnico. Cosegui observar alguns erros que eu cometi e quero corrig-los para uma proxima prova ter um desempenho melhor.

Eu fiquei em 9º lugar na minha categoria

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