Saudade.
Que rasga o meu peito e faz o meu coração uma bomba relógio prestes a explodir.
Saudade.
Que faz do meu travesseiro minha penseira, cada lágrima, uma lembrança.
Saudade.
Que faz dos ponteiros do relógio serem inimigos do tempo.
Saudade.
Que faz a distância me lembrar da importância do beijo e do abraço. Do carinho e do sorriso.
Saudade.
Que faz pra mim o único sentimento de certeza. Da certeza que existiu, que foi real.
Saudade.
Sentimento do passado, presente e futuro.
Saudade.
Daquela minha música preferida que não consigo ouvir mais, porque me lembra você.
Saudade.
Daquilo que a gente ainda não viveu, mas poderia ter vivido.
Saudade.
Das nossas brigas que terminavam em sexo.
Saudade.
Dos lençóis desarrumados.
Saudade.
Do barulho do ventilador e do vento em nossas peles totalmente suados pelo tesão.
Saudade.
Da nossa estranha sintonia.
Saudade.
Dos fins de semana
Saudade.
De que mesmo no caos, também era paz.
Saudade.
De que alguma forma a gente se reencontrava e você sempre voltava.
Saudade.
De você.
De nós.
Você quis ser saudade. Preferiu nos braços de outro alguém ficar. Saudade dela, nunca existirá.
Quem sabe, eu escrevendo sobre saudade, ela deixe de ser uma forte carga de semântica emocional, sendo apenas uma palavra com 7 letras.
S.a.u.d.a.d.e.

Confira mais textos da colunista: socialbauru.com.br/author/isadoraventurini/

Compartilhe!
Carregar mais artigos relacionados
Carregar mais por Isadora Venturini
Carregar mais em Colunistas

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Verifique também

Coluna Sinuhe: MPB – Música de Primeira de Bauru

Aconteceu em um julho, tempos frios de estações e quentes de ações e sensações, o pequeno …