Alexandre Rocha é um bauruense multi-instrumentista de 26 anos. Apesar de tocar vários instrumentos musicais, foi aos 13 anos, com a guitarra, que sua paixão pela música começou. Já a adolescência foi marcada pela sua participação em diversas bandas.

Hoje em dia, Alexandre segue carreia solo e recentemente lançou o seu disco intitulado “Viewpoints“. No trabalho, o músico fez toda a produção sozinho, além de tocar bateria, guitarra, baixo e fazer o vocal das faixas.

Fora isso, ele contou com o apoio de um estúdio para fazer a mixagem e a masterização, além de receber ideias e sugestões da equipe técnica. Porém, garante “no final, as decisões foram minhas”.

Viewpoints conta com sete faixas e o disco já pode ser ouvido nas plataformas de streaming.

Conversamos com Alexandre Rocha para saber mais sobre suas inspirações para o disco e sua carreira. Confira a entrevista completa:

– Alexandre, o álbum foi inteiro produzido apenas por você? Como foi esse processo?

Sim, a produção musical do disco foi de responsabilidade minha, que no caso também foi o meu primeiro trabalho profissional como produtor. Muitas vezes ideias e sugestões vieram da equipe técnica do estúdio, mas no final as decisões foram minhas.

– Quanto tempo levou?

As gravações de fato foram bem rápidas, em torno de cinco horas no estúdio e pelo menos mais cinco gravando no meu equipamento em casa. Esse processo durou de março até maio de 2020. A mixagem e masterização levaram mais tempo devido à demanda de agenda do estúdio, pelas minhas estimativas, essa última fase ocorreu entre julho e dezembro de 2020.

– Teve algum momento mais desafiador ou marcante?

A gravação dos vocais foi, pra mim pelo menos, tensa e cheia de incertezas, pois é o aspecto musical em que menos tenho experiência e confiança. Passei semanas me preparando e fazendo exercícios, também buscando encontrar um estado mental que me ajudasse a me convencer da minha capacidade de satisfazer essa responsabilidade.

– E o que você achou do resultado?

Eu não criei expectativas e fiquei sinceramente até assustado da primeira vez que ouvi a mix porque não estava esperando ficar tão satisfeito. Devo isso ao ótimo relacionamento e diálogo que tive com a equipe técnica do estúdio, que “abraçou” o projeto e estava sempre disposta a se abrir para as propostas que eu tinha, independente do quão exigentes e complexas elas pudessem ser.

– Como você vê o cenário musical hoje em dia em relação ao formato digital e aos streamings?

Hoje temos um mercado muito diferente do que há dez, vinte anos e a tendência é que ele evolua cada vez mais rápido. Decidi não fazer um lançamento físico do disco até por questões de orçamento, mas mesmo assim eu quis ir além. Com a ajuda da minha namorada, Larissa, criamos não somente uma arte para a capa, mas um folheto, seção técnica, letras, contracapa e tudo mais, disponível em PDF.

Minha família sempre teve discos físicos de artistas e uns anos atrás comecei também a criar uma coleção minha. Então sempre vi a mídia física não só como um produto fonográfico, mas como uma obra artística no geral, e também uma oportunidade de poder observar as ideias de um grupo musical indo de encontro ao conceito visual de um outro artista.

– Seu estilo é metal progressivo. Nesse sentido, quais bandas mais te influenciaram em Viewpoints?

Assim como descrevi no folheto do disco, minhas influências são de várias épocas e estilos, cada uma me move de uma certa maneira. Entre elas, porém não apenas, estão: Rush, Dream Theater, Mastodon, Tool, Deftones, Karnivool, Pantera, Trivium, Gojira, Alice in Chains, Soundgarden, Megadeth, Guthrie Govan e Eric Johnson.

Eles me inspiram muito musicalmente, e liricamente eu sempre tive uma afinidade muito grande pelo Rap Brasileiro, principalmente Mano Brown do Racionais MC’s.

– Aliás, qual o motivo do nome do álbum?

Eu queria uma palavra ou expressão que pudesse indicar um significado de perspectivas e pontos de vista, até porque as letras são observações e comentários sociais da minha parte.

– Com apenas 26 anos, quais são seus planos para o futuro na música?

Meus planos imediatos no momento são: conseguir construir uma audiência/comunidade em volta da visibilidade do meu trabalho/conteúdo. Ter a oportunidade de conquistar minha independência financeira, continuar produzindo material, quem sabe um dia, poder ser merecedor do tipo de reconhecimento profissional e artístico pelo qual já estou me dedicando.

Acompanhe o músico no Instagram: @ale_rocha19.

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