Apesar de ser um local importante para o desenvolvimento das crianças, nem sempre uma escola é um lugar atrativo para elas. Além de oferecer atividades pedagógicas e brincadeiras, o espaço também deve ser agradável para seus alunos, de forma a facilitar o processo de aprendizado.

A escola deve ser, para além da educação, um ambiente acolhedor. Existem pesquisas que apontam que quando gostamos do lugar em que estamos, o aprendizado é mais eficiente”, explica Mari Monteiro.

Mari, grafiteira e professora, é responsável pelo projeto “Minha escola com mais vida” que está sendo realizado na Escola Estadual Walter Barretto.

A iniciativa, que conta com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, por meio da verba PDDE Paulista, está revitalizando a escola por meio de artes e grafites realizados por Mari e outros 10 artistas bauruenses que ela convidou.

Um projeto para dar vida à escola

Depois de quatro anos aplicando projetos na Fundação CASA, Mari voltou à sala de aula comum em 2020 na Escola Estadual Walter Barreto. Ao perceber que a equipe era adepta à arte, ela decidiu propor o projeto, visto que já havia realizado ações parecidas em outras instituições.

Eu e outros artistas já realizamos ações similares em algumas escolas em Bauru como na Ada Cariane e na João Maringoni, que fizemos na porta dos banheiros, e na Azarias Leite, que cada artista fez um mural em uma sala de aula. Eu já almejava fazer algo maior que abrangesse uma escola inteira. Com o início das aulas presenciais resolvi sentar e escrever todo o projeto”, relata.

Mari, que contou também com ajuda do artista Vini Vira Lata para idealizar a ação, diz que a escola recebeu a ideia com muito apoio e entusiasmo.

A arte e o papel de revitalizar os ambientes

De acordo com a grafiteira, a arte tem o poder de trazer mais vida para os lugares. Assim, o objetivo do projeto é fortalecer as relações e os vínculos afetivos entre os alunos, a comunidade e a escola. Para isso, enquanto Mari pinta o pátio, o refeitório e alguns outros espaços da escola, cada artista convidado pintará um mural em uma sala de aula.

A escola abrange os três níveis de educação. Do 1º ao 5 º ano e do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e o Ensino Médio. Então as pinturas estão sendo idealizadas para os três tipos de público. Algo mais infantil e lúdico para as crianças pequenas e artes também para os adolescentes. O artista terá um material disponibilizado para realização do graffiti, como spray, latex, rolo e pincel. O tema é livre, desde que respeite o ambiente escolar, e cada um tem liberdade para criar no seu estilo, letras, personagens, caligrafia”, conta.

Os artistas convidados, que aceitaram participar de forma voluntária da iniciativa são: Vini Vira Lata, Nojo, Gaucha, Matheus Gomes, Diogo Soares, OSMT, Cisco, CPC, Diorana e Jota Crepaldi.

Continuação do projeto

O projeto da escola Walter Barretto está previsto para ser concluído até o final de março, enquanto isso, que tal dar uma olhada em como o local está ficando?

Confira as fotos:

escola

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Para acompanhar mais a iniciativa, também é possível seguir a grafiteira em suas redes sociais, onde ela compartilha como está sendo o processo de pintura do ambiente escolar. Além desta ação pontual na Walter Barretto, Mari conta que pretende reproduzir a iniciativa em mais escolas em um futuro próximo.

“Infelizmente ainda estamos em meio a uma pandemia, mas pretendo escrever outros projetos para mais escolas também. Sou professora e artista, então a área social e transformar um ambiente escolar com arte para mim é muito gratificante”, finaliza.

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