Você sabia que uma pesquisa divulgada pelo IBGE- a PNAD Contínua do 2° trimestre de 2018- mostrou que entre os jovens de 18 a 24 anos a taxa de desemprego é de 26,6%? Essa porcentagem é mais que o dobro da taxa geral, em termos de Brasil, que está em 12,4%.

Vinícius Pereira dos Santos, professor da graduação em Gestão de Recursos Humanos das Faculdades Integradas de Bauru (FIB) e especialista em Gestão empresarial, aponta dois fatores como os principais responsáveis para a dificuldade dos jovens se colocarem no mercado de trabalho.

“Acredito que isso tenha a ver com a capacitação para o trabalho e com a tecnologia. A capacitação ainda é o principal fator que dificulta a entrada no mercado de trabalho. Antes, os jovens com 22 anos, da geração X e Y, já estavam se formando na faculdade. Agora, muitos da geração millenials ainda nem começaram um curso”, avalia o especialista.

“A geração millenials são os ‘filhos da tecnologia’. Essa ampla tecnologia que apoiou o crescimento desse jovem, infelizmente, não proporcionou o mesmo desenvolvimento nas empresas. Isso faz com que empresas e jovens tenham dificuldades para se ajustarem. As empresas esperam um jovem que queira aprender, adquirir experiência sob a supervisão de alguém mais experimentado. Os jovens esperam um ambiente empresarial tecnológico, dinâmico e desafiador para que ele possa explorar e conquistar vitórias e reconhecimento rápido, mas oferecem ansiedade para conquista”, explica Vinicius.

Um outro estudo, divulgado agora em dezembro pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), revelou que 23% dos jovens brasileiros entre 15 e 24 anos não trabalham e nem estudam, popularmente conhecidos como a geração “nem-nem”. Os participantes da pesquisa mencionaram obstáculos como ensino de baixa qualidade, falta de capacitação e de experiência.

Vinícius Pereira dos Santos, professor da graduação em Gestão de Recursos Humanos das Faculdades Integradas de Bauru (FIB) dá dicas aos jovens

6 dicas para se dar bem no mercado de trabalho
Para os jovens que fazem parte do grupo que está em busca de um emprego, o professor de Recursos Humanos da FIB tem seis dicas de ouro:

-Conhecer a empresa. É importante que o jovem entenda que uma empresa é um organismo vivo formado por muitas outras pessoas e não um espaço pensado exclusivamente para recebê-lo. Cada empresa tem uma cultura própria, uma forma com que todas pessoas se relacionam e se comportam e que ele precisará se adequar ao grupo.

– Controlar a ansiedade. O jovem deve levar toda sua vontade de aprender e de contribuir para crescimento da empresa, mas é imprescindível que ele aceite que na empresa já existem outras pessoas aprendendo e contribuindo.

– Formação continuada. O aprendizado nunca termina, por isso, é importante estar sempre aberto para aprender coisas novas e estar disposto a procurar novas coisas para aprender. Aprender outros idiomas, fazer cursos complementares aos da graduação e outros diferentes. É importante para criar habilidades multidisciplinares e mostrar disposição para o novo.

– Excesso de tecnologia. Ela é boa, mas o excesso é prejudicial. Ficar recebendo alertas de mensagens e acessando redes sociais a toda hora pode comprometer a qualidade do seu trabalho. Guarde o celular e use-os durante os intervalos.

– Português. Parece engraçado, mas muitos jovens não sabem mais escrever o Português formal. Devido ao excesso de tecnologia tornou-se comum a abreviação de palavras e o uso de termos ou contrações em outros idiomas. Apesar do idioma também estar em transformação, nas empresas é importante o uso formal do idioma.

– Feedback. É importante saber receber o feedback, seja ele positivo ou negativo. Pedir feedback proporciona um grande destaque para quem pede, pois além de ajudar a saber seus pontos fortes e fracos, demonstra confiança e desejo de melhorar.

Nós também temos uma dica. O final do ano é uma boa oportunidade para tentar uma colocação. De acordo com o diretor jurídico da Associação Comercial e Industrial de Bauru (ACIB), Elion Pontechelle Júnior, a previsão é que o comércio da cidade abra 1.000 vagas temporárias nesse período. E os lojistas estão interessados justamente nos jovens com perfil dinâmico e comunicativo.

Recursos Humanos em Bauru
Um dos cursos mais procurados pelos brasileiros, a graduação em Gestão de Recursos Humanos é oferecida pela FIB e tem duração de dois anos. O profissional formado por este curso de nível superior estará preparado para atuar em qualquer nível de organização, seja pública ou privada.

Além da formação em pouco tempo, o curso da FIB oferece outros diferenciais como visitas técnicas às empresas, ensino contextualizado que tende a inserir o aluno no mercado de trabalho mais rápido e parcerias com instituições que oferecem estágios na área profissional.

A FIB está com inscrições abertas para o vestibular agendado em Gestão de Recursos Humanos e para outros 19 cursos.

O principal destaque do processo seletivo 2019 da FIB é oferecer aos candidatos a opção de um parcelamento de até 70% do valor da mensalidade. Neste caso, o aluno pagaria 30% do valor da mensalidade e os 70% restantes após o término do curso. O Parcelamento Estudantil FIB (PEF) é realizado diretamente na faculdade.

Além disso, disponibiliza bolsas pelo Programa Universidade Para Todos (Prouni), Programa Escola da Família e conta com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Outras informações sobre o vestibular da FIB estão disponíveis no site da instituição ou pelos telefones (14) 2109 62 06 ou (14) 9 99822-3829 (WhatsApp).

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