Mama, dada, papa… Qual família não se emociona quando as crianças começam a falar as primeiras palavras, não é mesmo? Este processo tem um nome, se chama aquisição de linguagem.

No entanto, algumas vezes a aquisição e o desenvolvimento da fala e da linguagem não acontecem como esperado. É aí que são identificados os atrasos, trocas na fala, dificuldades de aprendizagem, dificuldades de leitura e escrita, gagueira ou outras alterações. E é nessa hora que os papais e mamães buscam a ajuda de algum profissional da fonoaudiologia.

No entanto, o ambiente do consultório pode ser intimidador. Convenhamos que as paredes e o jaleco brancos não são lá muito convidativos para os pequenos. Foi por isso que a Dra. Mariana Jales Mori, fonoaudióloga de Bauru, idealizou um cantinho especial para seus pacientes.

Quando o consultório vira o mundo da fantasia

Um dos detalhes que chama a atenção logo de cara são as fotos na parede. Nas primeiras consultas, a selfie com a doutora já é uma regra. Na sessão seguinte, os olhinhos curiosos já procuram por seus rostinhos no painel.

Do outro lado da sala fica o paraíso para eles: um tapete, uma mesa, muitos livros e muitos brinquedos! É ali que a magia da interação acontece, e a dra. Mariana senta, faz uma brincadeira e deixa as crianças à vontade. “Eu não deixo ela saber que está sendo testada”, explica.

Os procedimentos e protocolos vão sendo aplicados de forma lúdica, o que faz com que os pequenos se divirtam e sintam vontade de participar.

Os quadros-caixa de “adeus, chupetas e mamadeiras!” também são parte especial da decoração – ali, os pequenos deixam para trás velhos hábitos e provam para si mesmos que cresceram.

Um sonho realizado

Para a Dra. Mariana, ter seu próprio espaço e deixá-lo com a cara de seus pacientes é a realização de um sonho, que começou ainda quando ela era adolescente.

A jovem Mariana gostava muito das áreas de comunicação e saúde. “Pensei em fazer jornalismo, pensei em fazer medicina, mas nunca estava satisfeita. Comecei a ler sobre outras profissões e me deparei com a fonoaudiologia”, conta.

Natural de Santos, ela veio para Bauru em 2007 para estudar na USP, e daqui não saiu mais. Concluiu a graduação em fonoaudiologia, fez residência no Centrinho, defendeu o mestrado e hoje é doutora em Ciências da Reabilitação.

Nesse meio tempo, ela também teve dois filhos: Pedro, que nasceu 24 dias após a defesa de sua tese de doutorado, e Luiza. “Eu sempre gostei de crianças, e depois que tive meus filhos decidi que era criança que eu queria atender”, explica.

“Meu filho não fala… e agora?”

Apesar de atender a todos os públicos, a Dra. Mariana explica que mais de 80% dos seus pacientes são crianças.

A pandemia e o afastamento da escola e outros meios de convivência fez com que muitas famílias a procurassem relatando atrasos de linguagem. “A pandemia pode levar a um impacto sim, mas eu tento deixar os pais bem atentos porque tem muito mais coisa envolvida, explica a fonoaudióloga.

Entre os fatores está o aumento do tempo de exposição às telas, como televisões e celulares. “Existem estudos que comprovam que a exposição, mesmo que de forma passiva, pode causar atrasos no desenvolvimento da linguagem. Com a mudança da rotina das famílias, muitas crianças tiveram a qualidade de sono prejudicada também. É preciso observar tudo isso”, esclarece.

A Dra. Mariana conta que a maior parte das queixas que recebe são: “meu filho não fala” e “meu filho troca letras na fala, é normal?”. A resposta dela é simples. “É preciso fazer uma avaliação fonoaudiológica. Se a criança tem intenção comunicativa, se ela compreende, como está o contato visual, se ela obedece ordens simples… não é tão simples como quanto parece”, pontua.

Outro ponto de atenção indicado pela profissional são os marcos de desenvolvimento das crianças. “Existe aquela frase: ‘cada criança tem seu tempo’. Sim, cada criança tem o seu tempo, desde que sejam respeitados os marcos. Nós vemos crianças que falam as primeiras palavras com 10 meses, outras com 1 ano e 1 mês. Mas a criança de um ano e meio que não fala deve ser levada para uma avaliação”, reforça a fonoaudióloga.

Não é só coisa de criança

Apesar de atender majoritariamente crianças, a Dra. Mariana esclarece que o atendimento fonoaudiólogo pode ser feito em todas as faixas etárias, de recém-nascidos a idosos.

“Recém-nascidos com dificuldade de sucção na amamentação, problemas de aprendizagem, alterações vocais, disfagia – que é a dificuldade de engolir –, até a linguagem do idoso que sofreu um AVC, por exemplo… tem muitas áreas na fonoaudiologia”, comenta.

O trabalho multidisciplinar também é muito presente no dia a dia da doutora, com indicações de profissionais como neuropediatras e ortodontistas.

O envolvimento da família também é indispensável. “É fundamental para o sucesso terapêutico porque aqui são só 50 minutos. Quando não é feito o trabalho em casa, a evolução é pouca. Nas famílias que participam e seguem as orientações, a criança tem uma evolução muito melhor”, completa.

Áreas de formação e atuação

A doutora atende pacientes de todas as idades nas áreas de linguagem (oral e escrita), motricidade orofacial (sucção, respiração, fala, posição de língua e musculatura facial) e fluência (gagueira).

A fonoaudióloga está há cerca de dois meses no novo consultório e também atende na Clínica Gioia – Pediatria Especializada.

A Dra. Mariana Jales Mori é especialista em linguagem e motricidade orofacial pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia e também tem formação em consultoria do sono e disciplina positiva e é pós-graduanda em Intervenção ABA para Autismo e Deficiência Intelectual.

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Serviço
Dra. Mariana Jales Mori – Fonoaudióloga – CRFa 2-17977
Endereço: Avenida Getúlio Vargas, 22-25, sala 908, T1, Prime Square
Horário de atendimento: De segunda a sexta, das 14h às 20h e aos sábados, das 8h às 12h
Contato: (14) 98166-5663
Facebook: Dra. Mariana Jales Mori
Instagram: @dra.marianajalesmori

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