A pergunta mais comum a um filho ou a uma filha em fase de crescimento era: “O que você vai ser quando crescer?” Lembro-me de ter respondido que quereria ser médico às minhas duas mães e não ao meu pai que não conheci, a mãe biológica, volta e meia, dizia-me: “você vai ficar lindo de branco”, frustrei-a, tornei-me professor, de que me orgulho!

Para fazer minha mãe feliz e usar “o branco que a sua família merece” quase virei Pai-de-Santo ou algo que trajasse a alva cor!

A verdade é que o crescer ou não crescer é sempre a questão! Bauru, nossa minha cidade, cresceu ou não? Era melhor o carnaval na Rodrigues Alves com tanta expectativa ou o sambódromo que vive às moscas o ano inteiro?

A Batista de Carvalho, nosso ex-shopping, abandonada sem luzes de natal e decorações para tristeza de Papai Noel, que foi trocado pelo “Grinch” nesse último dezembro, era melhor que os shoppings atuais? Creio que não! No entanto, batistava-se meio libanês, meio sírio, meio turco, agora quase que somente chinês! Algo contra? Creio que não!

A praça Ruy ou Rui Barbosa tinha banda no coreto, jacarés à espera de pipocas de canjica ou branca, o ônibus era Quaggio, amarelo e levava pessoas de azul ou rosa!

O Noroeste era Norusca e jogava o ano inteiro ou boa parte dele o Campeonato Paulista e o Brasileiro, hoje, foi trocado pelo Basquete e pelo Vôlei, algo contra? Creio que não!

A Tilibra era o nosso caderno, brochura ou espiral, que delícia comprar material e escolher com a lista à mão da mãe, veio a Jalovi, muitas opções, hoje , compra-se caderno até em conveniência ou supermercado ou pela internet!

Será que Dona Celina Neves, mãe de Paulo e Carlos Neves gostaria do Teatro atual ou das turmas da Escola Progresso? E o Preve-Objetivo que formou tanta gente, hoje, sem Mestre Duda, tem saudade do passado? Há escolas e escolhas!

E quando alguém se pergunta onde jantar após às vinte e três horas? Um jantar para comemorar bodas, formaturas, momentos felizes, há respostas em Bauru? Creio que não sei!

Por que empresas deixam Bauru? Por que, mesmo com duas faculdades de Medicina, morre-se em Bauru sem leito? Ou sem remédio? Isso acontece em toda cidade, diria alguém! Desculpe-me, não é problema nosso! O nosso é ser o meu, o seu, o deles e delas que nunca são sujeitos dos cidadãos que se tornaram objetos!

Não sei se Bauru é grande, pequena, província, se é de alguém, outrem, amo esta cidade, gostaria e deveria fazer mais por ela! Já a comparei a outras, que nos passaram faz tempo, São José do Rio Preto, Piracicaba, parece que tudo é difícil em Bauru!

Há impostos europeus e serviços de logradouros, tarifa de esgoto e saneamento do DAE? Para faltar água? Empresas prejudicadas a gastar com caminhões-pipa? A culpa é de quem sobre o esgoto, pode ser tempo de produção independente, mas quem é o pai da criança?

E a tarifa da energia elétrica? Primeiro mundo! E o serviço ao consumidor? Péssimo! Horas sem luz! Que tal a importação de vaga-lumes? Haverá desconto para a paralisação da energia?

Bauru, talvez, seja grande para minha pequena opinião! O bauruense ou bauruísta com a palavra! Crescer é preciso, viver em Bauru também é preciso!

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