O período de volta às aulas está em alta! As lojas e papelarias estão lotadas e a palavra de ordem dos pais é “lista de materiais”.

Essa correria, contudo, pode fazer com que algo essencial no volta às aulas fique de lado: a lancheira do seu filho.

Ter em mente o que colocar na lancheira das crianças é tão importante quanto os cadernos, os lápis e as canetas. Uma boa alimentação é essencial para a concentração e o bom rendimento de um aluno.

Então, antes de colocar aquele bolinho industrializado ou uma bolacha, repense! Fazer uma lancheira saudável faz bem e não é um monstro de sete cabeças.

O perigo dentro da lancheira

Os grandes sucessos das lancheiras dos alunos são as comidas industrializadas: bolinhos, refrigerantes, salgadinhos e bolos. Esses itens, entretanto, podem trazer consequência ruins para a saúde das crianças.

“As consequências da ingestão de alimentos ultraprocessados por crianças é o desencadeamento de doenças crônicas como: obesidade, colesterol alto, diabetes, hipertensão, anemia, dentre outras. Isso ocorre, porque os alimentos industrializados possuem grandes quantidades de corantes, conservantes, gorduras, açúcares e sódio que, consumidos diariamente sem controle, podem levar as crianças ao desenvolvimento destas doenças”, explica a nutricionista Jossuély Suavi.

A especialista também ressalta que essas doenças nem sempre se manifestam na infância, sendo desencadeados na fase adulta.

A pressa é inimiga da perfeição

As comidas industrializadas são escolhidas, na maioria das vezes, porque os pais não têm tempo de preparar os lanches, não é?

Alexandre Melo é pai e, ao sentir dificuldades na hora de fazer a lancheira da filha, trouxe para Bauru a franquia de entrega de lanches saudáveis para crianças, a Snack Saudável.

“Sabemos que é muito difícil enviar diariamente alimentos saudáveis e frescos para o lanche escolar, pois isso demanda um tempo que, muitas vezes, os pais não conseguem ter”, afirma Alexandre, que já passou pelo mesmo problema.

Contudo, deixar a saúde de lado não é uma opção. Por isso, a nutricionista Jossuély explica que deve-se fazer um planejamento semanal ou quinzenal com os cardápios dos lanches.

“Ter um cardápio pré-estabelecido facilita a produção dos alimentos, desta forma, não perdemos tempo pensando na elaboração do mesmo”, ela reforça.

Algo que ajuda os pais nessa hora é que muitas comidas podem ser congeladas, assim é só preparar tudo de uma vez!

De tudo um pouco

Na hora de colocar a mão na massa e planejar os lanchinhos, a nutricionista recomenda que proteínas, laticínios, frutas e carboidratos não devem ficar fora da lancheira.

Leite, iogurte, queijos brancos, patês caseiros, ricota temperada e cream cheese são ótimas fontes de proteínas e podem ser muito versáteis.

Na hora de escolher a fruta, Jossuély recomenda: “escolher as frutas da estação, pois elas costumam ser mais baratas e contêm menos agrotóxicos. Dar preferência para frutas fáceis de descascar ou que possam ser consumidas com a casca”.

E para quem pensa que os carboidratos são inimigos, eles são fontes de energia, essenciais para a criançada que estuda e brinca o dia todo! Para escolhê-los de forma saudável, sempre preferir pães, bolos ou biscoitos feitos em casa!

Quer um exemplo de cardápio para a semana? A nutricionista indica:

lancheira saudável
Canva/Gabriela Gomes

É importante lembrar de usar uma lancheira térmica para manter os alimentos seguros e refrigerados.

Ele não gosta, e agora?

Muitas crianças são seletivas na hora de comer. Sempre vão preferir um doce ou uma bolacha e fazem cara feia para as frutas ou legumes.

Alexandre dá uma ótima dica para quem tem dificuldade de dar comidas mais saudáveis para os filhos.

“A maioria das crianças é bastante seletiva no que diz respeito ao paladar e cabe a nós, adultos, não desistir de oferecer alimentos saudáveis à elas. Além de consumi-los em nosso dia a dia, junto com as crianças, nunca devemos desistir. Tenha sempre o hábito de consumir estes alimentos e os ofereça à criança (sem forçar) mesmo que ela recuse várias vezes”, ele afirma.

Todo hábito leva tempo e persistência, mas a saúde das crianças deve ser sempre prioridade!

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