Hoje, dia 27 de março, é comemorado o Dia do Circo! Foi uma surpresa descobrir a efeméride, logo eu, que sempre quis fugir com o circo. O motivo? Sei lá, algo de mágico sempre me encantou nas cores, no picadeiro e na forma de viver dos circenses.

Foi a curiosidade por essa magia me levou até o tema do meu trabalho de conclusão de curso – circo. Com a ideia na cabeça, comecei a idealizar o projeto de um livro de fotorreportagem e, para realizá-lo, eu precisaria ir à campo.  Em pouco tempo, descobri que o Circo de Teatro Tubinho estava em Lençóis Paulista, pertinho de Bauru. E lá fui eu, passar um dia no circo.

Quem me recebeu foi a Fernanda, ela sim, teve a coragem de fugir com o circo. A atriz circense me convidou para conhecer sua “casa” e tomar um copo de água, aceitei, pelo calor que fazia. Dentro do trailer encontrei Aparício, o cachorro da Fer, e, entre um gole e outro, ela ia me contando como tudo funcionava.

Ao chegar na cidade, é necessário pedir para que a Prefeitura forneça luz e água, para que o circo e sua trupe possam se instalar. E não é rápido, o processo pode durar alguns dias até que tudo esteja pronto para receber os visitantes.

Mas e a família? Vira os colegas de trabalho, que estão sempre ali, seja nos ensaios, durante as refeições ou nos churrascos depois do espetáculo. Mesmo que não sejam de sangue, não tem como não se familiarizar com quem você convive sempre, né?

Além da Fernanda, alguns outros integrantes da trupe também começaram a trabalhar no circo já adultos. Engraçado, a gente acha que essa história de fugir com o circo porque se apaixonou é coisa de novela. Que nada! A arte imita a vida e descobri que tem muita gente que decidiu ir embora com o amor.

Mas também têm quem não sabe como é viver fora do circo – as crianças. Para eles, toda essa coisa de sempre começar em uma escola nova e brincar debaixo da lona, em meio às arquibancadas, é natural, corriqueiro. E como não seria…

Durante as poucas horas em que fiquei por lá, eu me deparei alguma cenas que, talvez, você jamais tivesse imaginado que acontecessem no circo. Se no picadeiro tudo é encanto, fora, a vida se assemelha à minha, à sua. Tênis secando ao sol, roupas sendo lavadas, gatos procurando onde se esconder, crianças inventando brincadeiras, gente trabalhando.

Mesmo beirando a pacatez, para mim, tudo ainda envolve um toque de magia. Depois de um dia inteiro por lá, ainda não descobri o que tanto me encanta. Mas enquanto não acho a resposta, espero o próximo circo chegar na cidade.

Foto: Juliana Oba
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